sábado, 15 de julho de 2006

Cidade dos Anjos

Fim de semana bom, sol no Rio de Janeiro, aniversário de uma amiga na 6a depois do trabalho, praia sábado bem cedinho com minha melhor amiga, daqui a pouco academia depois do almoço com tempo pra malhar a série toda (adoro academia no sábado!), filminho no DVD com essa amiga à tardinha, night programada na Lapa pra hoje com a galera, praia de novo amanhã, ou talvez piscina com uma outra amiga que não vejo há um tempão...

Mas isso é só pra mostrar meu estado de espírito e que quando a gente está bem, os anjos aparecem. Posso contar mil histórias de anjos na minha vida. Acredito muito em anjos e não teria como não acreditar dadas as inúmeras provas que eles já me deram da sua existência e da sua proteção. Acho que com este nome duplamente angélico que eu tenho, as coisas não poderiam ser mesmo diferentes. Devo ter um certo prestígio com o cara lá de cima, até porque faço o possível para não dar muitos motivos pra Ele se decepcionar comigo...

Mas são as histórias de anjos na terra, destes que a gente vê com os olhos que eu mais me encanto. As outras, os céticos podem até questionar. Mas estas não. E não precisa ser uma história elaborada, não. Nada de muito especial, mas gestos simples que fazem a gente acreditar que o mundo tem salvação.

Estava voltando da praia e já tinha saído do Rebouças, quando um saco plástico voando pelo céu foi parar exatamente na frente da ventilação do carro. Não me preocupei pois imaginei que assim que eu freasse, o saco iria cair dali. Mas não vi se isso aconteceu e me esqueci dele. A temperatura do carro não estava subindo, portanto, nada de anormal. Insisti com a minha amiga para deixá-la em casa. Desviei um pouco do caminho de casa e quando estava na Avenida Maracanã, próximo à Praça Vanhargem, fui forçada a parar no sinal por conta da lerdeza de certos motoristas de fim de semana. Lembro que ainda reclamei alguma coisa sobre ter perdido o sinal verde, quando um senhor atravessou na frente do carro e retirou o saco plástico da frente do meu carro. Quis lhe agradecer, mas ele nem olhou pra trás, continuou sua caminhada sereno, atravessou a outra faixa da avenida com o saco plástico na mão, passou pela lixeira e o colocou lá.

Imediatamente eu e minha amiga comentamos o gesto: como existe gente boa no mundo que ainda ajuda aos outros sem querer nada em troca, nem mesmo um “muito obrigada”. Estas coisas me fascinam na vida, no ser humano. Moro nesta cidade que felizmente ainda não se tornou uma São Paulo, mas que está longe de ser uma Salvador. Onde os 12 milhões de habitantes mal se falam nos elevadores, e estes gestos assim ainda me surpreendem, ao ponto de eu considerar que não são gestos “humanos”, mas sim de “anjos na terra”.

Só sei que meu dia ficou ainda melhor por causa do gesto deste senhor cujo nome não sei e a quem não pude sequer agradecer. Angels are everywhere, you just have to pay attention...

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