Quatro relógios na parede marcam respectivamente: 02:20; 07:20; 09:20; 13:20.
São analógicos, portanto facilitei a vida de vocês ao indicar 13:20.
Um é verde, outro azul, outro fúcsia e o último laranja.
Têm design assinado. São da Imaginarium e super charmosos.
Ainda estão sem pilhas, mas o terceiro marca o horário do Rio de Janeiro. Os outros ficam aqui como xarada para vocês adivinharem. Marcam o horário de cidades importantes para mim. Ficou mole, agora!
O pé direito tem 242 cm e eles estão a exatos 162 cm do rodapé e a 31 cm de distância entre si.
A parede à esquerda do primeiro é verde escuro e faz um ton sur ton agradável.
Ficou lindooooooooooooo!!!
E decoração é isso como disse uma amiga minha: a gente tem que ter personalidade para bancar, do contrário, por mais dinheiro que se tenha, vive-se numa casa standard, sem identidade, com cara de hotel ou pousada, ditada pelas Casa Cor do momento.
Tentem imaginar... depois publico a foto.
terça-feira, 22 de abril de 2008
segunda-feira, 31 de março de 2008
daria um conto de Nelson Rodrigues
Ela pediu sua caneta com um sorriso irônico, mas que ele interpretou como sedutor. A seguir continuou:
_ O doutor poderia me dar também uma folhinha do seu receituário?
O médico sentiu seu coração se acelerar. Pensou "Ela vai me escrever um bilhete, está sem graça de responder à minha proposta verbalmente." Os segundos enquanto ela escrevia o bilhete foram longos em sua mente. E ele se lembrou do dia em que teve coragem de pedir seu telefone. Ele tinha 30 anos a mais que ela. E ela sempre declarou nas consultas se envolver com rapazes mais novos. Talvez aquilo o tivesse desafiado. E agora ele estava ali, a poucos instantes de saber sua resposta para sua proposta de tomarem um champagne juntos. Imaginou durante muitos meses esse momento. O champagne, seguido de momentos de luxúria, desde o dia em que ela lhe disse, justificando que não entendia ter o colesterol alterado, que não bebia, apenas um champagne ou um possecco, vez por outra.
Seu devaneio foi interrompido quando ela lhe entregou seu prontuário e ele pôs-se a ler.
No topo estava seu nome, como se ela estivesse lhe prescrevendo um medicamento. A seguir, lia-se:
SIMANCOL - caixa com 30 comprimidos - 3 comprimidos ao dia
Obs: Initerruptamente!
E quando ele teve coragem de lhe fitar novamente, ela pode ver o ódio e orgulho ferido em seus olhos, mas ela, ainda mais irônica e com um sorriso agora sarcástico, complementou, como ele fazia com seus pacientes crônicos de pressão alta, angina de peito, colesterol elevado, diabetis e outras doenças que ele tratava na clínica:
_E o senhor vai ter que tomar esse remedinho para sempre.
E levantou-se sem se despedir e deixou o consultório com a alma lavada! Pensou apenas, enquanto sentia uma extra-sístole devido ao aborrecimento "preciso procurar outro cardiologista..."
_ O doutor poderia me dar também uma folhinha do seu receituário?
O médico sentiu seu coração se acelerar. Pensou "Ela vai me escrever um bilhete, está sem graça de responder à minha proposta verbalmente." Os segundos enquanto ela escrevia o bilhete foram longos em sua mente. E ele se lembrou do dia em que teve coragem de pedir seu telefone. Ele tinha 30 anos a mais que ela. E ela sempre declarou nas consultas se envolver com rapazes mais novos. Talvez aquilo o tivesse desafiado. E agora ele estava ali, a poucos instantes de saber sua resposta para sua proposta de tomarem um champagne juntos. Imaginou durante muitos meses esse momento. O champagne, seguido de momentos de luxúria, desde o dia em que ela lhe disse, justificando que não entendia ter o colesterol alterado, que não bebia, apenas um champagne ou um possecco, vez por outra.
Seu devaneio foi interrompido quando ela lhe entregou seu prontuário e ele pôs-se a ler.
No topo estava seu nome, como se ela estivesse lhe prescrevendo um medicamento. A seguir, lia-se:
SIMANCOL - caixa com 30 comprimidos - 3 comprimidos ao dia
Obs: Initerruptamente!
E quando ele teve coragem de lhe fitar novamente, ela pode ver o ódio e orgulho ferido em seus olhos, mas ela, ainda mais irônica e com um sorriso agora sarcástico, complementou, como ele fazia com seus pacientes crônicos de pressão alta, angina de peito, colesterol elevado, diabetis e outras doenças que ele tratava na clínica:
_E o senhor vai ter que tomar esse remedinho para sempre.
E levantou-se sem se despedir e deixou o consultório com a alma lavada! Pensou apenas, enquanto sentia uma extra-sístole devido ao aborrecimento "preciso procurar outro cardiologista..."
Saudades de estar jet lagged...
Saudades de um avião cruzando o Atlântico, de desembacar numa cidade desconhecida, de ouvir idiomas diferentes, de dormir em hotéis ouvindo a TV numa língua muitas vezes desconhecida.
E eu que pensei que queria abrir mão disso tudo... Cheguei a afirmar que queria uma paradinha mais slow down e a minha homeopata se surpreendeu! Pois agora me surpreendo eu: quero exatamente tudo isso de volta! Foi só uma fase. Ou então foram aqueles remedinhos doidos que ela me passou? Homeopatia é meio alquímica, portanto homeopatas podem ser considerados meio bruxos...
Mas não posso dizer que não curti essa fase. Não sei se é uma intuição, ou se a minha motivação me trará de volta aquela doida e frenética rotina que eu adorava. Mas a parada foi ótima. Adorei estar mãe integral, adorei estar vizinha integral, amiga integral dos novos-velhos-amigos do condomínio que eu só encontrava com uma mala de rodinhas na mão descendo o elevador ou cruzando o play em direção a um taxi que me esperava na portaria. Adorei os DVDs e os cinemas à tarde. Adorei as nights sem culpa. Adorei o ócio na "minha piscina" no pior sol durante todo o verão. Adorei e curti tudo... mas sou muito intuitiva e algo me diz que a moleza acabou...
Let's see...
E eu que pensei que queria abrir mão disso tudo... Cheguei a afirmar que queria uma paradinha mais slow down e a minha homeopata se surpreendeu! Pois agora me surpreendo eu: quero exatamente tudo isso de volta! Foi só uma fase. Ou então foram aqueles remedinhos doidos que ela me passou? Homeopatia é meio alquímica, portanto homeopatas podem ser considerados meio bruxos...
Mas não posso dizer que não curti essa fase. Não sei se é uma intuição, ou se a minha motivação me trará de volta aquela doida e frenética rotina que eu adorava. Mas a parada foi ótima. Adorei estar mãe integral, adorei estar vizinha integral, amiga integral dos novos-velhos-amigos do condomínio que eu só encontrava com uma mala de rodinhas na mão descendo o elevador ou cruzando o play em direção a um taxi que me esperava na portaria. Adorei os DVDs e os cinemas à tarde. Adorei as nights sem culpa. Adorei o ócio na "minha piscina" no pior sol durante todo o verão. Adorei e curti tudo... mas sou muito intuitiva e algo me diz que a moleza acabou...
Let's see...
Primeiro deu-se o caos...
... depois a ordem!
I hope so!
Alguém aí que já teve a casa em obras que atire a primeira punhada de pó de massa corrida raspada. E se esse alguém tem bronquite como eu, que atire longe por favor, mas tendo a certeza de que vai voltar tudo no seu nariz, cedo ou tarde.
Pó de gesso e pó de massa corrida são duas pragas que se espalham mais que mosquito da dengue, mas fazer o que??? Não tem outro jeito.
Aproveitei os últimos dias de férias para fazer uma reforma no apartamento. Sabe-se lá quando terei chance de fazer isso de novo. E já se vão quase seis anos aqui sem uma pintura.
Pois agora o que eu nao tinha feito de iluminação embutida na sala está sendo feito, só que com os móveis aqui. Bem que me avisaram: mexa no gesso enquanto o apartamente estiver vazio... Eu mexi, mas na sala não. E agora tive várias idéias e meu lado designer frustrada aflorou.
Bom, é agora ou nunca mais, então que seja agora! Meu quarto está pronto e amanhã começa a sala. Me apavoro só em pensar... O pintor acha que meio caminho foi percorrido, mas eu sei que é só pra me acalmar. Estamos a 70% da conclusão disso aqui.
O problema é o dilema que vivo: deixo a varanda aberta para sair o cheiro da tinta, mas espalho o pó de paredes e teto raspados por toda a casa.
Bem, não vou mostrar fotos do antes... mas prometo que mostro do depois! Se eu sobreviver!
I hope so!
Alguém aí que já teve a casa em obras que atire a primeira punhada de pó de massa corrida raspada. E se esse alguém tem bronquite como eu, que atire longe por favor, mas tendo a certeza de que vai voltar tudo no seu nariz, cedo ou tarde.
Pó de gesso e pó de massa corrida são duas pragas que se espalham mais que mosquito da dengue, mas fazer o que??? Não tem outro jeito.
Aproveitei os últimos dias de férias para fazer uma reforma no apartamento. Sabe-se lá quando terei chance de fazer isso de novo. E já se vão quase seis anos aqui sem uma pintura.
Pois agora o que eu nao tinha feito de iluminação embutida na sala está sendo feito, só que com os móveis aqui. Bem que me avisaram: mexa no gesso enquanto o apartamente estiver vazio... Eu mexi, mas na sala não. E agora tive várias idéias e meu lado designer frustrada aflorou.
Bom, é agora ou nunca mais, então que seja agora! Meu quarto está pronto e amanhã começa a sala. Me apavoro só em pensar... O pintor acha que meio caminho foi percorrido, mas eu sei que é só pra me acalmar. Estamos a 70% da conclusão disso aqui.
O problema é o dilema que vivo: deixo a varanda aberta para sair o cheiro da tinta, mas espalho o pó de paredes e teto raspados por toda a casa.
Bem, não vou mostrar fotos do antes... mas prometo que mostro do depois! Se eu sobreviver!
terça-feira, 18 de março de 2008
dentro da garrafa
Era uma vez um gênio. Na verdade, uma gênio.
Ela vivia dentro de uma garrafa e sua vida era toda em preto e branco.
Um dia, um anjo achou a garrafa e libertou a gênio.
E ao sair de lá, a gênio viu que o mundo aqui fora era todo colorido.
E viveu um ano muito feliz junto ao anjo que ela agora chamava de amo.
Tudo que o amo precisava, a gênio atendia, pois ela lhe era muito grato por ter tido a vida novamente colorida.
Mas um dia, o anjo teve que partir. Precisava enfileirar uns patos.
E a gênio ficou muito triste pois achou que iria morrer de saudade.
Achou que nada mais teria graça. Nem comer chocolate, nem comer sushi, nem foundue, coisas que a gênio não curtia comer sozinha na garrafa...
E resolveu voltar para sua garrafa, redecorada com um monte de coisas da Imaginarium
A espera de que um dia, esse mesmo anjo a encontre e liberte novamente.
segunda-feira, 17 de março de 2008
depoimento
"... e no meio de tanta gente eu encontrei você..."
Você já foi mais VIP, amore... vc já teve um blog só pra vc... já teve um gênio e já foi amo... já teve até secretária! rsrsrsrs
Mas mesmo não tão VIP assim, não resisti a te enviar uma mensagem de "feliz aniversário" de um ano de uma chegada no aeroporto inesquecível... de um primeiro beijo que arranhou meu queixo... de uma noite que nunca vou esquecer...
Pois por mais que mude o sentimento ou que mude a nossa relação, vc será sempre meu amore e meu carinho e amor por vc não diminuirão de intensidade, ainda que se adequem...
Adorei que a conquista do prêmio mais desejado por vc tenha vindo exatamente um ano depois da conquista do "prêmio mais desejado por mim".
Beijos amore... se cuida tá? Vou tentar dar um tempo agora para o nosso próprio bem pois já está mais do que na hora!
Fui! Se sentir muita saudade me chama
domingo, 16 de março de 2008
Endless Love Story
...na noite anterior, na casa de uma amiga...
_Sabe que as nossas decepções são do tamanho das nossas expectativas, não?
_Sim. Mas sei também que nossas realizações são do tamanho dos nossos sonhos. Prefiro continuar sonhando alto e não me arrepender do que não fiz. Eu calculo a altura do tombo.
Toca o celular, um torpedo, e a indecisão aumenta: um lado (o emocional) aflorou com essa história de prêmio e queria estar lá, outro (o racional) lhe dizia que essa história já estava mais que batida e que ele não merecia tanto prestígio...
No dia seguinte, coloca o relógio para despertar por via das dúvidas. Acorda ainda incerta se vai ou não. Toma banho, se veste, passa perfume, entra na internet, vê que perdeu o ônibus que havia pensado... Tira a roupa, senta no sofá, pensa em desistir. Volta a se vestir, pensa que vai se arrepender mais se não for... Pega a bolsa e um casaco. Pega o elevador e faz sinal para um taxi. E finalmente vai! Pensa: "se for pra desistir que seja na rodoviária".
Chega na rodoviária e compra a passagem. Espera o ônibus. Retira um jornal de domingo cortesia para os clientes e embarca. Pega a revista para ler e chega na crônica de Martha Medeiros publicada hoje no O Globo:
Martha Medeiros - Antes de partir
Um filme cujos protagonistas são Jack Nicholson e Morgan Freeman, com diálogos bem construídos e um humor inteligente (mesmo tratando de um assunto difícil como a finitude da vida) já entra em cartaz com vantagem, mesmo que o roteiro não seja lá muito surpreendente.
Antes de Partir não é mesmo surpreendente, mas isso também pode ser uma coisa boa. Ficamos sempre correndo atrás de fórmulas novas quando deveríamos nos dedicar mais a reforçar certas verdades. E a verdade do filme, se pudesse ser resumida numa frase, seria: aproveite o tempo que lhe resta. Nada que você já não tenha escutado mil vezes.
Nicholson e Freeman interpretam dois sessentões que descobrem estar com uma doença terminal. Os prognósticos apontam seis meses de vida para cada um, no máximo um ano. E agora? Esperar a extrema-unção numa cama de hospital ou buscar a extrema excitação?
Sem piscar, eles aventuram-se pelo mundo praticando esportes radicais, conhecendo lugares exóticos, desfrutando todos os prazeres de uma vida bem vivida - claro que um deles é milionário e banca tudo, detalhe que nos falta na hora de pensar em fazer o mesmo. Você não pensa em fazer o mesmo?
Você, eu e mais 6 bilhões de homens e mulheres também estamos com a sentença decretada, só não sabemos o dia e a hora. Está certo que é morbidez pensar sobre isso quando se é muito moço, mas alcançando uma certa maturidade, já dá pra parar de se iludir com a vida eterna, amém. Com dinheiro ou sem dinheiro, faça valer a sua passagem por aqui. Não sei se você percebeu, mas viver é nossa única opção real. Antes de nascermos, era o nada. Depois, virá mais uma infinidade de nada. Essa merrequinha de tempo entre dois nadas é um presentaço. Não seja maluco de desperdiçar.
Ok, quantos de nós podem sair amanhã para um safári na África, para um tour pelas pirâmides do Egito, para um jantar num restaurante cinco estrelas na França? Ou teria coragem de saltar de pára-quedas e pisar fundo num carro de corrida numa pista em Indianápolis? Se não temos grana nem dublês, então que a gente se divirta com outro tipo de emoção, que o filme, aliás, também recomenda.
Reconheçamos o básico: uma vida sem amigos é uma vida vazia. O mundo é muito maior que a sala e a cozinha do nosso apartamento. A arte proporciona um sem-número de viagens essenciais para o espírito. Amar é disparado a coisa mais importante que existe.
Que mais? Desmediocrize sua vida. Procure seus "desaparecidos", resgate seus afetos. Aprenda com quem tiver algo a ensinar, e ensine algo àqueles que estão engessados em suas teses de certo e errado. Troque experiências, troque risadas, troque carícias. Não é preciso chegar num momento limite para se dar conta disso. O enfrentamento das pequenas mortes que nos acontecem em vida já é o empurrão necessário. Morremos um pouco todos os dias, e todos os dias devemos procurar um final bonito antes de partir.
A frase do texto: "Essa merrequinha de tempo entre dois nadas é um presentaço. Não seja maluco de desperdiçar." ficou na sua cabeça algum tempo durante a viagem. Tempo suficiente para endossar sua escolha. E pensou: "Obrigada Martha!!! Sem saber você respondeu à minha dúvida... Sem saber você endossou minha decisão, pois eu já estou aqui embarcada no tal ônibus, carpe diem que sou..."
Enviou um torpedo avisando que estava a caminho. A uma hora do seu destino, recebeu um torpedo em resposta que dizia "Bom dia! hahaha vc é muito doida mesmo! Eta afobação! Ainda estou dormindo, mas quando chegar vem pro..." seguido de um número de apartamento.
O torpedo lhe deixou o restante da viagem com um sorriso incontroloável no rosto. Daqueles sorrisos que não saem da nossa cara e intrigam os outros: "por que sorrirá assim?" Aquele sorriso intrigante do velhinho da lata de aveia Quaker!
Só aquele sorriso de expectativa por uma hora... só a adrenalina da ansiedade da chegada... só o abraço apertado para matar a saudade... só isso e muito mais que veio agregado no domingo já confirmavam que valera à pena correr o risco.
E apesar das grandes decepções geradas pelas incontroláveis altas expectativas (afinal de contas, era dia 16 de março, era o primeiro aniversário de uma data muito especial...) valeu a pena sonhar alto ainda que tenha realizado pouco, pois se não tivesse sonhado, não teria realizado nada.
NR:
E ao terminar de escrever e publicar este post escrevia mais um torpedo para ele... mas o torpedo ficou grande e resolveu escrever no Orkut...
E ao clicar "enviar" após ter digitado " se sentir saudade me chama" seu celular tocou com um torpedo dele que parecia estar lendo seus pensamentos.
E ela, que não acreditava em coincidências, entendeu que aquele torpedo era o chamado de saudade e ligou pra ele.
E é por essas e outras que essa história não tem e nunca terá fim.
E fechou esse post sem ponto final nem reticências, como fechou o texto no Orkut -lá inconscientemente, aqui não
_Sabe que as nossas decepções são do tamanho das nossas expectativas, não?
_Sim. Mas sei também que nossas realizações são do tamanho dos nossos sonhos. Prefiro continuar sonhando alto e não me arrepender do que não fiz. Eu calculo a altura do tombo.
Toca o celular, um torpedo, e a indecisão aumenta: um lado (o emocional) aflorou com essa história de prêmio e queria estar lá, outro (o racional) lhe dizia que essa história já estava mais que batida e que ele não merecia tanto prestígio...
No dia seguinte, coloca o relógio para despertar por via das dúvidas. Acorda ainda incerta se vai ou não. Toma banho, se veste, passa perfume, entra na internet, vê que perdeu o ônibus que havia pensado... Tira a roupa, senta no sofá, pensa em desistir. Volta a se vestir, pensa que vai se arrepender mais se não for... Pega a bolsa e um casaco. Pega o elevador e faz sinal para um taxi. E finalmente vai! Pensa: "se for pra desistir que seja na rodoviária".
Chega na rodoviária e compra a passagem. Espera o ônibus. Retira um jornal de domingo cortesia para os clientes e embarca. Pega a revista para ler e chega na crônica de Martha Medeiros publicada hoje no O Globo:
Martha Medeiros - Antes de partir
Um filme cujos protagonistas são Jack Nicholson e Morgan Freeman, com diálogos bem construídos e um humor inteligente (mesmo tratando de um assunto difícil como a finitude da vida) já entra em cartaz com vantagem, mesmo que o roteiro não seja lá muito surpreendente.
Antes de Partir não é mesmo surpreendente, mas isso também pode ser uma coisa boa. Ficamos sempre correndo atrás de fórmulas novas quando deveríamos nos dedicar mais a reforçar certas verdades. E a verdade do filme, se pudesse ser resumida numa frase, seria: aproveite o tempo que lhe resta. Nada que você já não tenha escutado mil vezes.
Nicholson e Freeman interpretam dois sessentões que descobrem estar com uma doença terminal. Os prognósticos apontam seis meses de vida para cada um, no máximo um ano. E agora? Esperar a extrema-unção numa cama de hospital ou buscar a extrema excitação?
Sem piscar, eles aventuram-se pelo mundo praticando esportes radicais, conhecendo lugares exóticos, desfrutando todos os prazeres de uma vida bem vivida - claro que um deles é milionário e banca tudo, detalhe que nos falta na hora de pensar em fazer o mesmo. Você não pensa em fazer o mesmo?
Você, eu e mais 6 bilhões de homens e mulheres também estamos com a sentença decretada, só não sabemos o dia e a hora. Está certo que é morbidez pensar sobre isso quando se é muito moço, mas alcançando uma certa maturidade, já dá pra parar de se iludir com a vida eterna, amém. Com dinheiro ou sem dinheiro, faça valer a sua passagem por aqui. Não sei se você percebeu, mas viver é nossa única opção real. Antes de nascermos, era o nada. Depois, virá mais uma infinidade de nada. Essa merrequinha de tempo entre dois nadas é um presentaço. Não seja maluco de desperdiçar.
Ok, quantos de nós podem sair amanhã para um safári na África, para um tour pelas pirâmides do Egito, para um jantar num restaurante cinco estrelas na França? Ou teria coragem de saltar de pára-quedas e pisar fundo num carro de corrida numa pista em Indianápolis? Se não temos grana nem dublês, então que a gente se divirta com outro tipo de emoção, que o filme, aliás, também recomenda.
Reconheçamos o básico: uma vida sem amigos é uma vida vazia. O mundo é muito maior que a sala e a cozinha do nosso apartamento. A arte proporciona um sem-número de viagens essenciais para o espírito. Amar é disparado a coisa mais importante que existe.
Que mais? Desmediocrize sua vida. Procure seus "desaparecidos", resgate seus afetos. Aprenda com quem tiver algo a ensinar, e ensine algo àqueles que estão engessados em suas teses de certo e errado. Troque experiências, troque risadas, troque carícias. Não é preciso chegar num momento limite para se dar conta disso. O enfrentamento das pequenas mortes que nos acontecem em vida já é o empurrão necessário. Morremos um pouco todos os dias, e todos os dias devemos procurar um final bonito antes de partir.
A frase do texto: "Essa merrequinha de tempo entre dois nadas é um presentaço. Não seja maluco de desperdiçar." ficou na sua cabeça algum tempo durante a viagem. Tempo suficiente para endossar sua escolha. E pensou: "Obrigada Martha!!! Sem saber você respondeu à minha dúvida... Sem saber você endossou minha decisão, pois eu já estou aqui embarcada no tal ônibus, carpe diem que sou..."
Enviou um torpedo avisando que estava a caminho. A uma hora do seu destino, recebeu um torpedo em resposta que dizia "Bom dia! hahaha vc é muito doida mesmo! Eta afobação! Ainda estou dormindo, mas quando chegar vem pro..." seguido de um número de apartamento.
O torpedo lhe deixou o restante da viagem com um sorriso incontroloável no rosto. Daqueles sorrisos que não saem da nossa cara e intrigam os outros: "por que sorrirá assim?" Aquele sorriso intrigante do velhinho da lata de aveia Quaker!
Só aquele sorriso de expectativa por uma hora... só a adrenalina da ansiedade da chegada... só o abraço apertado para matar a saudade... só isso e muito mais que veio agregado no domingo já confirmavam que valera à pena correr o risco.
E apesar das grandes decepções geradas pelas incontroláveis altas expectativas (afinal de contas, era dia 16 de março, era o primeiro aniversário de uma data muito especial...) valeu a pena sonhar alto ainda que tenha realizado pouco, pois se não tivesse sonhado, não teria realizado nada.
NR:
E ao terminar de escrever e publicar este post escrevia mais um torpedo para ele... mas o torpedo ficou grande e resolveu escrever no Orkut...
E ao clicar "enviar" após ter digitado " se sentir saudade me chama" seu celular tocou com um torpedo dele que parecia estar lendo seus pensamentos.
E ela, que não acreditava em coincidências, entendeu que aquele torpedo era o chamado de saudade e ligou pra ele.
E é por essas e outras que essa história não tem e nunca terá fim.
E fechou esse post sem ponto final nem reticências, como fechou o texto no Orkut -lá inconscientemente, aqui não
quinta-feira, 6 de março de 2008
Figuras bizarras da night
... ou: "eu atraio maluco!!!"
Cena 01: 18 às 21
festa infantil no meu apê, 17 crianças e a situação quase sai de controle após 3h de festa, parabéns, coisa e tal, cata o lixo de leve, guarda os brigadeiros, toma um banho e troca o modelito.
Cena 02: 22:00 às 23
modelito da night, eu e duas amigas rachamos um taxi para a festa de aniversário de uma outra amiga, chegamos lá, coisa e tal, a banda tocando samba nas alturas e a gente bocejando.
Cena 03: 23:30 à 01:30
social feita, ninja nas amigas e partimos para a Six... uma hora na fila pra descobrir que naquele sábado o terceiro andar (onde toca eletro) estava fechado pra lista VIP (e as manés não tinham posto nome na lista VIP)... uma hora no limbo entre um andar e outro e resolvemos partir para outro lugar: àquela hora a fila do lapa 40º deveria estar melhor.
Cena 04: 02:00 às 04:30
motorista mal humorado do taxi não liga o ar porque "até gelar a gente já chegou na Rua do Riachuelo!" Chegamos no Lapa e não havia fila! Ufa!!! Música boa rolando no primeiro andar, gafieira no último. Ficamos no primeiro, óbvio. Sofazinhos de couro preto nos aguardavam e os pezinhos cansados agradeciam. Uma batata frita nada calórica e uma aula de futebol-arte completavam o cenário... Lá pelas 04:00 resolvemos subir pra checar novamente o gramado do 3º andar e pagar a conta por lá.
Agora começa! Esse preâmbulo todo foi só pra vocês verem em que estado eu estava quando me deparei com as cenas bizarras da night!!!
Cena bizarra 001
O DJ para de tocar sambinha e manda um Barry White: ... you are the first, the last, my everything... Desistimos de pagar a conta e resolvemos dançar um pouquinho. Uma biba doida vem em minha direção mas àquela hora eu não percebo que é biba nem quais suas reais intenções. Me afasto e volto a dançar com minhas amigas. A biba insiste em dançar comigo e eu, percebendo qual era a dela, entro na pilha: " vamos lá biba: à coreografia afinal!!!" danço com a biba com direito a bater bundinha e à biba descer até o show se lambendo na minha frente... isso dura apenas uns minutinhos, o suficiente para minhas amigas (e os amigos da biba) se acabarem de rir.
Cena bizarra 002
Vamos para a fila pagar afinal. E eu penso: eu atraio maluco!!! Mal penso isso e um menino bonitinho, aparentando uns 17 anos vem na minha direção, olha pra mim e quando eu penso que já ouvi de tudo na night ela manda, fazendo o gesto com a mãozinha na frente da barriga: "Tô com uma fome!!!" Toda a sorte de zuação que o moleque sofreu e como termina essa noite bizarra já é tema de outro post. Vou ficando por aqui. No próximo conto em detalhes...
Cena 01: 18 às 21
festa infantil no meu apê, 17 crianças e a situação quase sai de controle após 3h de festa, parabéns, coisa e tal, cata o lixo de leve, guarda os brigadeiros, toma um banho e troca o modelito.
Cena 02: 22:00 às 23
modelito da night, eu e duas amigas rachamos um taxi para a festa de aniversário de uma outra amiga, chegamos lá, coisa e tal, a banda tocando samba nas alturas e a gente bocejando.
Cena 03: 23:30 à 01:30
social feita, ninja nas amigas e partimos para a Six... uma hora na fila pra descobrir que naquele sábado o terceiro andar (onde toca eletro) estava fechado pra lista VIP (e as manés não tinham posto nome na lista VIP)... uma hora no limbo entre um andar e outro e resolvemos partir para outro lugar: àquela hora a fila do lapa 40º deveria estar melhor.
Cena 04: 02:00 às 04:30
motorista mal humorado do taxi não liga o ar porque "até gelar a gente já chegou na Rua do Riachuelo!" Chegamos no Lapa e não havia fila! Ufa!!! Música boa rolando no primeiro andar, gafieira no último. Ficamos no primeiro, óbvio. Sofazinhos de couro preto nos aguardavam e os pezinhos cansados agradeciam. Uma batata frita nada calórica e uma aula de futebol-arte completavam o cenário... Lá pelas 04:00 resolvemos subir pra checar novamente o gramado do 3º andar e pagar a conta por lá.
Agora começa! Esse preâmbulo todo foi só pra vocês verem em que estado eu estava quando me deparei com as cenas bizarras da night!!!
Cena bizarra 001
O DJ para de tocar sambinha e manda um Barry White: ... you are the first, the last, my everything... Desistimos de pagar a conta e resolvemos dançar um pouquinho. Uma biba doida vem em minha direção mas àquela hora eu não percebo que é biba nem quais suas reais intenções. Me afasto e volto a dançar com minhas amigas. A biba insiste em dançar comigo e eu, percebendo qual era a dela, entro na pilha: " vamos lá biba: à coreografia afinal!!!" danço com a biba com direito a bater bundinha e à biba descer até o show se lambendo na minha frente... isso dura apenas uns minutinhos, o suficiente para minhas amigas (e os amigos da biba) se acabarem de rir.
Cena bizarra 002
Vamos para a fila pagar afinal. E eu penso: eu atraio maluco!!! Mal penso isso e um menino bonitinho, aparentando uns 17 anos vem na minha direção, olha pra mim e quando eu penso que já ouvi de tudo na night ela manda, fazendo o gesto com a mãozinha na frente da barriga: "Tô com uma fome!!!" Toda a sorte de zuação que o moleque sofreu e como termina essa noite bizarra já é tema de outro post. Vou ficando por aqui. No próximo conto em detalhes...
domingo, 24 de fevereiro de 2008
A night é democrática!
A night do Rio pelo menos! O Rio é uma cidade "democrática" no que diz respeito às classes sociais. O pobre e o rico freqüentam a mesma praia, o mesmo Reveillón e muitas vezes a mesma night. Tudo bem que existem boites carésimas onde a freqüência acaba sendo mais de mauricinhos ou patricinhas. Mas como dinheiro não quer dizer status cultural ou social, continuo na minha teoria que a night do Rio é democrática.
Tenho falado com minhas amigas sobre isso, recentemente. Em plena luz do dia, a gente anda por aí, se depara com um guarda municipal ou um guardião de piscina (sem preconceitos, apenas para mostrar que são de classes sociais distintas) e a gente não pensaria em ficar com nenhum deles. Mas tem uns super gatinhos e eu sempre penso: se eu esbarrasse com esse cara na night, pegava. Porque na night ninguém para pra perguntar "onde vc trabalha, qual sua profissão, etc." antes de ficar com alguém. E se perguntar, não há garantia alguma de que vai receber uma resposta verdadeira. "De noite todos os gatos são pardos" já dizia minha avó.
Como eu gosto de boite de boa música e muita pegação, sabe-se lá com quem eu já fiquei. Mal sei os nomes na maioria das vezes. Posso ter ficado com um mauricinho filho de papai da zona sul, um empresário promissor e investidor da bolsa de valores ou o segurança da Osklen (só porque hoje fiquei com um gato com uma camisa da Osklen) ou com um guardião de piscina que coloca cloro todas as manhãs, mexe o caldeirão e sai de moto e capacete sabe-se lá para onde...
O fato é que nada como um fim de semana pista, um amigo querido que veio de outra cidade e uma night de futebol agressivo para melhorar o ânimo e aumentar a auto-estima.
Bem, o placar do jogo de hoje foi 2 a 1 pra mim. Podia ter sido mais, mas um atacante teve que sair de campo no início do primeiro tempo, o que foi uma pena!
Boa night pra vocês ;)
Tenho falado com minhas amigas sobre isso, recentemente. Em plena luz do dia, a gente anda por aí, se depara com um guarda municipal ou um guardião de piscina (sem preconceitos, apenas para mostrar que são de classes sociais distintas) e a gente não pensaria em ficar com nenhum deles. Mas tem uns super gatinhos e eu sempre penso: se eu esbarrasse com esse cara na night, pegava. Porque na night ninguém para pra perguntar "onde vc trabalha, qual sua profissão, etc." antes de ficar com alguém. E se perguntar, não há garantia alguma de que vai receber uma resposta verdadeira. "De noite todos os gatos são pardos" já dizia minha avó.
Como eu gosto de boite de boa música e muita pegação, sabe-se lá com quem eu já fiquei. Mal sei os nomes na maioria das vezes. Posso ter ficado com um mauricinho filho de papai da zona sul, um empresário promissor e investidor da bolsa de valores ou o segurança da Osklen (só porque hoje fiquei com um gato com uma camisa da Osklen) ou com um guardião de piscina que coloca cloro todas as manhãs, mexe o caldeirão e sai de moto e capacete sabe-se lá para onde...
O fato é que nada como um fim de semana pista, um amigo querido que veio de outra cidade e uma night de futebol agressivo para melhorar o ânimo e aumentar a auto-estima.
Bem, o placar do jogo de hoje foi 2 a 1 pra mim. Podia ter sido mais, mas um atacante teve que sair de campo no início do primeiro tempo, o que foi uma pena!
Boa night pra vocês ;)
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
da série good news
A notícia é antiga (uns dez dias atrás) mas na falta de assunto e precisando de uma massagenzinha no ego, tá valendo.
Avaliação na academia. Seis meses sem malhar. Penso: vou tomar um esporro, o índice de gordura deve estar nas alturas (apesar de todo mundo dizer que eu emagreci, eu pensava "só perdi massa muscular" mas não falava nada).
Resultado da avaliação. O professor (e olha que ele não é bonzinho não) vem com aquele aparelho maldito de medir as dobras cutâneas, eu faço um comentário sobre quanto deve estar sobrando de banha e ele fala: "você não tem gordura pra perder não!"
Pra confirmar, pois contra os números não há contestação, preciso perder 0,5% de gordura. Isso no gráfico pizza dá uma linha vermelha ridícula!!! Perdi sim 3kg de massa magra, mas perdi também 3kg de gordura. Resultado: agora é só voltar à musculação (já voltei!!!) que vou ficar mais sarada que essa mulherada que só come clara de ovo pro Carnaval.
Desculpa aí, tá? :P
Avaliação na academia. Seis meses sem malhar. Penso: vou tomar um esporro, o índice de gordura deve estar nas alturas (apesar de todo mundo dizer que eu emagreci, eu pensava "só perdi massa muscular" mas não falava nada).
Resultado da avaliação. O professor (e olha que ele não é bonzinho não) vem com aquele aparelho maldito de medir as dobras cutâneas, eu faço um comentário sobre quanto deve estar sobrando de banha e ele fala: "você não tem gordura pra perder não!"
Pra confirmar, pois contra os números não há contestação, preciso perder 0,5% de gordura. Isso no gráfico pizza dá uma linha vermelha ridícula!!! Perdi sim 3kg de massa magra, mas perdi também 3kg de gordura. Resultado: agora é só voltar à musculação (já voltei!!!) que vou ficar mais sarada que essa mulherada que só come clara de ovo pro Carnaval.
Desculpa aí, tá? :P
constatação
...fui na homeopata hoje.
descobri que não tem nenhum remédio pra quando não se está apaixonada...
=(
descobri que não tem nenhum remédio pra quando não se está apaixonada...
=(
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
saudades de estar apaixonada...
Coloco um DVD que me faz lembrar você. Um filme que assistimos juntos, que eu te dei de presente, cuja história eu dizia que era a nossa história...
Tomo um banho e passo o perfume que você me deu... O DVD toca If you leave me now do Chicago enquanto escrevo esse post.
If you leave me now, you'll take away the biggest part of me
Uh-huuu no baby please don't go
If you leave me now, you'll take away the very heart of me
Uh-huuu no baby please dont go
A love like ours is love that's hard to find
How could we let it slip away?
We've come too far to leave it all behind
How could we end it all this way?
Imagens, cheiros, sons... tudo me lembra você. Mas nada traz de volta os melhores momentos que passamos juntos. Tudo agora faz parte de uma lembrança gostosa, just a good memory...
Tomo um banho e passo o perfume que você me deu... O DVD toca If you leave me now do Chicago enquanto escrevo esse post.
If you leave me now, you'll take away the biggest part of me
Uh-huuu no baby please don't go
If you leave me now, you'll take away the very heart of me
Uh-huuu no baby please dont go
A love like ours is love that's hard to find
How could we let it slip away?
We've come too far to leave it all behind
How could we end it all this way?
Imagens, cheiros, sons... tudo me lembra você. Mas nada traz de volta os melhores momentos que passamos juntos. Tudo agora faz parte de uma lembrança gostosa, just a good memory...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
São Valentim
É gente!!! Hoje é dia dos Namorados em grande parte do mundo. E este ano não tenho ninguém pra mandar um cartãozinho... Há tempos que não passo um dia dos namorados (o nosso ou o Valentine's) sem estar apaixonada.
Mas estou bem assim. Sem paixões platônicas, sem amores mal resolvidos, sem graça!!! É!!! Confesso que é sem graça! Foi mais maneiro ano passado, eu armando mil e umas pra poder garantir que um cartão chegaria ao deu destino do outro lado do Oceano Atlântico na data certa.
Já que a vida não anda tão colorida (porque o amor torna tudo mais colorido mesmo), minha casa está! Almofadas cítricas em tons de verde e laranja alegram meu sofá de couro branco recém-adquirido. O escritório está ficando todo arrumadinho, e em breve, pintura nova nas paredes. Ou seja, o que importa é colorir a vida. Se não for de dentro pra fora, que seja de fora pra dentro.
Happy Valentine's Days!!!
Mas estou bem assim. Sem paixões platônicas, sem amores mal resolvidos, sem graça!!! É!!! Confesso que é sem graça! Foi mais maneiro ano passado, eu armando mil e umas pra poder garantir que um cartão chegaria ao deu destino do outro lado do Oceano Atlântico na data certa.
Já que a vida não anda tão colorida (porque o amor torna tudo mais colorido mesmo), minha casa está! Almofadas cítricas em tons de verde e laranja alegram meu sofá de couro branco recém-adquirido. O escritório está ficando todo arrumadinho, e em breve, pintura nova nas paredes. Ou seja, o que importa é colorir a vida. Se não for de dentro pra fora, que seja de fora pra dentro.
Happy Valentine's Days!!!
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Saudades que a chuva traz...
Sempre que chove à tarde, essas chuvas de verão depois de um dia lindo de sol, tenho saudades do mar. Está armando um desses temporais agora e minha vontade é pegar o carro e ir pra praia, mas a Praça da Bandeira e seus alagamentos no meio do caminho me lembram que o melhor é ficar em casa e observar a chuva da varanda mesmo...
Chuvas de verão me trazem saudades do mar, ou da serra. Nessas horas eu queria estar na beira da praia dentro do carro observando a tempestade, ou em Visconde de Mauá, num chalé sentindo cheiro de terra molhada, esperando a chuva passar pra sair e caminhar descalça na grama molhada. Pequenos prazeres indescritíveis que são melhores ainda para se fazer a dois. Mas a criatura que Platão me destinou (e que eu já abri mão dela, verdade seja dita) acharia isso um programa de índio. "Pisar na grama molhada??? Olhar a tempestade no mar??? Como assim???"
Da pra entender porque abri mão, né? Além da criatura não querer, eu tenho que admitir que ela não combina muito comigo. Não o suficiente para eu ser plenamente feliz. Pois eu teria que abrir mão de muita coisa que não lhe agrada. Abrir mão ou curtir sozinha. Mas essas coisas, como falei antes, são gostosas de se curtir a dois.
Enfim, a chuva caiu, um agradável telefonema de um amigo muito querido interrompeu este post e eu curti a tempestade na varanda mesmo junto com a filhota (apesar dela ter medo de trovões).
Chuvas de verão me trazem saudades do mar, ou da serra. Nessas horas eu queria estar na beira da praia dentro do carro observando a tempestade, ou em Visconde de Mauá, num chalé sentindo cheiro de terra molhada, esperando a chuva passar pra sair e caminhar descalça na grama molhada. Pequenos prazeres indescritíveis que são melhores ainda para se fazer a dois. Mas a criatura que Platão me destinou (e que eu já abri mão dela, verdade seja dita) acharia isso um programa de índio. "Pisar na grama molhada??? Olhar a tempestade no mar??? Como assim???"
Da pra entender porque abri mão, né? Além da criatura não querer, eu tenho que admitir que ela não combina muito comigo. Não o suficiente para eu ser plenamente feliz. Pois eu teria que abrir mão de muita coisa que não lhe agrada. Abrir mão ou curtir sozinha. Mas essas coisas, como falei antes, são gostosas de se curtir a dois.
Enfim, a chuva caiu, um agradável telefonema de um amigo muito querido interrompeu este post e eu curti a tempestade na varanda mesmo junto com a filhota (apesar dela ter medo de trovões).
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Minha "Sex&theCity" Vida
Revistas de decoração e minha vontade de estudar design de interiores me fazem parar em todas as vitrines de lojas de decoração transadas por aí. Além de comprar pilhas de Casa Cláudia e todo ano dizer que vou na Casa Cor...
Fato é que estava no shopping sacando dinheiro para ir ao cinema assistir o delícia do Will Smith e depois fui fazer hora em umas lojinhas de decoração. Numa dessas, um sofá de couro branco, com design LINDOOOOOOO me chamava lá pra dentro. Perguntei o preço só por perguntar, e não vou contar pra vocês a bagatela pela qual arrematei o sofá pois a loja estava fechando e vendendo o mostruário. Mas fala sério: esse sofá deve ter entrado no mostruário no dia anterior, pois branco permanecia intacto...
Fui pro cinema feliz da vida com minha compra de um dos meus sonhos de consumo: um sofá lindoooooooo de couro branco!!! E ainda tinha que me livrar do outro rapidamente pois como era fim do estoque da loja o cara tinha que me entregar no dia seguinte. Que chato!!!
No dia seguinte, plantão pra esperar o sofá e eis que chega o montador. Aí começa minha vida Sex&the City. Não foi influência do filme, juro que não... mas o cara lembrava o Will Smith: alto, sarado, gatoooo!!! O celular dele toca e a música: Beautifull Girls de Sean Kingston. Ou seja, ainda por cima, além de meu número, tinha bom gosto. O mesmo gosto por hip hop...
Vou resumir o post, não vou contar como falei que ele parecia o Will Smith... hahahahaha ... só que pedi pra ele me passar o toque da música por blue tooth e que o celular dele era um Nokia mil vezes mais poderoso que o meu.
A história fica por aí pois entre Samantha e Carrie do Sex&the City, vocês sabem que sou muito mais a Carrie com direito a laptop, desejo de ser escritora, e a ter um Mr Big complicadinho e tudo... Samantha está mais para meu alter ego e meus comportamentos como ela são esporádicos apesar de renderem boas histórias como a do meu fuck-neighbour.
Por último, assitam Eu sou a Lenda. Não só pelo Will Smith (as meninas se quiserem, só a cena dele malhando na barra já vale o ingresso) mas pelo filme mesmo!!! Muito bom. Adoro ficção científica, principalmente essas relacionadas a Biologia, ou se esqueceram que eu cursei Biologia pra fazer Biomedicina no meu primeiro vestibular???
Fato é que estava no shopping sacando dinheiro para ir ao cinema assistir o delícia do Will Smith e depois fui fazer hora em umas lojinhas de decoração. Numa dessas, um sofá de couro branco, com design LINDOOOOOOO me chamava lá pra dentro. Perguntei o preço só por perguntar, e não vou contar pra vocês a bagatela pela qual arrematei o sofá pois a loja estava fechando e vendendo o mostruário. Mas fala sério: esse sofá deve ter entrado no mostruário no dia anterior, pois branco permanecia intacto...
Fui pro cinema feliz da vida com minha compra de um dos meus sonhos de consumo: um sofá lindoooooooo de couro branco!!! E ainda tinha que me livrar do outro rapidamente pois como era fim do estoque da loja o cara tinha que me entregar no dia seguinte. Que chato!!!
No dia seguinte, plantão pra esperar o sofá e eis que chega o montador. Aí começa minha vida Sex&the City. Não foi influência do filme, juro que não... mas o cara lembrava o Will Smith: alto, sarado, gatoooo!!! O celular dele toca e a música: Beautifull Girls de Sean Kingston. Ou seja, ainda por cima, além de meu número, tinha bom gosto. O mesmo gosto por hip hop...
Vou resumir o post, não vou contar como falei que ele parecia o Will Smith... hahahahaha ... só que pedi pra ele me passar o toque da música por blue tooth e que o celular dele era um Nokia mil vezes mais poderoso que o meu.
A história fica por aí pois entre Samantha e Carrie do Sex&the City, vocês sabem que sou muito mais a Carrie com direito a laptop, desejo de ser escritora, e a ter um Mr Big complicadinho e tudo... Samantha está mais para meu alter ego e meus comportamentos como ela são esporádicos apesar de renderem boas histórias como a do meu fuck-neighbour.
Por último, assitam Eu sou a Lenda. Não só pelo Will Smith (as meninas se quiserem, só a cena dele malhando na barra já vale o ingresso) mas pelo filme mesmo!!! Muito bom. Adoro ficção científica, principalmente essas relacionadas a Biologia, ou se esqueceram que eu cursei Biologia pra fazer Biomedicina no meu primeiro vestibular???
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Saudade...
Dizem por aí que essa palavra só existe na língua portuguesa. Então vamos às definições. De acordo com:
Aurélio (em Mini Dicionário da Língua Portuguesa - 6a edição): sf. lembrança melancólica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoa(s) ou coisa(s) distante(s) ou extinta(s);
Adriana Falcão (em Mania de Explicação): é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue;
A autora (aqui em Simplesmente Angel): você aí, eu aqui... um celular sem display... uma ausência na internet... uma janela do msn que não sobe... um vazio no meio do dia... um tom de cinza no céu... uma coisa muito sem graça!!!
Será que os povos que desconhecem essa palavra desconhecem também esse sentimento?
Aurélio (em Mini Dicionário da Língua Portuguesa - 6a edição): sf. lembrança melancólica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoa(s) ou coisa(s) distante(s) ou extinta(s);
Adriana Falcão (em Mania de Explicação): é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue;
A autora (aqui em Simplesmente Angel): você aí, eu aqui... um celular sem display... uma ausência na internet... uma janela do msn que não sobe... um vazio no meio do dia... um tom de cinza no céu... uma coisa muito sem graça!!!
Será que os povos que desconhecem essa palavra desconhecem também esse sentimento?
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
ai ai Platão...
Sonhei com a criatura que Platão me destinou, e no sonho (no mundo perfeito das idéias) foi tão bom... Sonhei porque a criatura não atendia o celular, não respondia aos torpedos e tudo em Búzios me fazia lembrar dele. Teve uma hora em que parei na Orla Bardot e pensei: pra ali não posso andar mais não, não vai me fazer bem... Porque essa história de que saudade é bom é conversa pra boi dormir. Saudade é antônimo de presença. Bom mesmo é presença.
Mas como eu não tinha a criatura nem num telefone, nem num torpedinho, nem num scrapzinho, Platão foi lá e me presenteou com ele no meu sonho. E no meu sonho, mando eu, portanto a criatura age como eu gostaria que agisse... ô sonho bom... Mas segundo Platão quem está aqui na terra é a sombra da criatura, imperfeito e inatingível.
E eu me contradigo descaradamente nesse blog.
Mas como eu não tinha a criatura nem num telefone, nem num torpedinho, nem num scrapzinho, Platão foi lá e me presenteou com ele no meu sonho. E no meu sonho, mando eu, portanto a criatura age como eu gostaria que agisse... ô sonho bom... Mas segundo Platão quem está aqui na terra é a sombra da criatura, imperfeito e inatingível.
E eu me contradigo descaradamente nesse blog.
Atrás daqueles muros
Cresceu ouvindo dizer que o mundo lá fora era perigoso, que "os outros" eram isso ou aquilo, que devíamos nos comportar desta ou daquela forma para a aprovação "dos outros" (aos quais aliás nunca foi realmente apresentada).
Resolveu cercar-se de muros para ficar bem protegida do mundo lá fora. O muro mais alto e o primeiro que todos avistavam era o da prepotência. Quem a via de longe pensava logo: nossa que metida! Mas quem se aventurava a dar a volta e procurar uma entrada mais accessível, via logo que aquele muro era só a fachada. Outros muros existiam: o do poder, o da arogância, o do sarcasmo, o da vaidade, e muitos outros, cada um levantado diante de determinada situação.
Poucos amigos conseguiam entrar na sua casa. Não nos jardins, onde ela plantou flores da simpatia, comunicação, divertimento, alegria, etc, mas lá dentro, bem lá dentro mesmo! E esses amigos, apenas esses, percebiam que ali morava uma menina que não queria nada diferente das outras: simplesmente ser feliz.
Resolveu cercar-se de muros para ficar bem protegida do mundo lá fora. O muro mais alto e o primeiro que todos avistavam era o da prepotência. Quem a via de longe pensava logo: nossa que metida! Mas quem se aventurava a dar a volta e procurar uma entrada mais accessível, via logo que aquele muro era só a fachada. Outros muros existiam: o do poder, o da arogância, o do sarcasmo, o da vaidade, e muitos outros, cada um levantado diante de determinada situação.
Poucos amigos conseguiam entrar na sua casa. Não nos jardins, onde ela plantou flores da simpatia, comunicação, divertimento, alegria, etc, mas lá dentro, bem lá dentro mesmo! E esses amigos, apenas esses, percebiam que ali morava uma menina que não queria nada diferente das outras: simplesmente ser feliz.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
ella fitzgerald someone to watch over me
There's a somebody I'm longing to see
I hope that he turns out to be
Someone wholl watch over me
I'm a little lamb whos lost in the wood
I know I could always be good
Someone wholl watch over me
Although he may not be the man some
Girls think of as handsome
To my heart he carries the key
Wont you tell him please to put on some speed
Follow my lead, oh, how I need
Someone to watch over me
(side effects of TPM...)
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Saudades de quê???
Saudades de uma saudade...
Saudades de uma expectativa, de uma doce espera, de um coração acelerado...
Saudades de um "pára o mundo pra eu viver esse momento!"
Saudades do gênio atender ao amo num clicar de msn ou sms sem enrolar na garrafa...
Saudades de sequer pensar em sair do Rio e ir pra Búzios justamente na semana que o amo estará no Rio...
Saudades de combinar com o amo quais seriam os programas do fds, de pensar nos filmes, de comprar chocolates, de entrar na Imaginarium só pra ver as novidades pra o quarto...
Saudades de um sushi, de um foundue, de barras de chocolates divididas, de guardar lugar nas sessões, de ficar feliz da vida quando uma janela do messenger subia no meu laptop...
Saudades de quando o amo era exclusivo do gênio e não monopolizado pela "fada" madrinha...
Saudades de sentir saudades... Saudades de estar apaixonada...
Mas cansada de ilusão.
Saudades de uma expectativa, de uma doce espera, de um coração acelerado...
Saudades de um "pára o mundo pra eu viver esse momento!"
Saudades do gênio atender ao amo num clicar de msn ou sms sem enrolar na garrafa...
Saudades de sequer pensar em sair do Rio e ir pra Búzios justamente na semana que o amo estará no Rio...
Saudades de combinar com o amo quais seriam os programas do fds, de pensar nos filmes, de comprar chocolates, de entrar na Imaginarium só pra ver as novidades pra o quarto...
Saudades de um sushi, de um foundue, de barras de chocolates divididas, de guardar lugar nas sessões, de ficar feliz da vida quando uma janela do messenger subia no meu laptop...
Saudades de quando o amo era exclusivo do gênio e não monopolizado pela "fada" madrinha...
Saudades de sentir saudades... Saudades de estar apaixonada...
Mas cansada de ilusão.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Francamente!!!
A gente se depara com cada uma navegando na internet... Vi a chamada para uma matéria que me interessou, daí naveguei para um site e lá estava algo muito importante para nossa vida: um teste!!! E adivinhem??? Um teste para avaliar se você é uma pessoa que gosta mais de praia ou de campo.
Francamente!!! Não acreditei!!! Mas fui lá, pagar pra ver. Pagar não, pois obviamente era de graça!!! (uau!!! que oportunidade única!!!)
E lá estava eu respondendo a 08 perguntas, entre elas a óbvia (e no meu entender única necessária): "Você prefere praia ou campo?" para ao final do teste descobrir que eu sou definitivamente uma pessoa de praia!!!
Nossa!!! Muito obrigada, gente!!! Se não fossem vocês, idealizadores deste teste, estaria eu aqui, beirando os 40 anos, na dúvida se eu gosto de praia ou campo!!! Realmente, foi fundamental para eu embasar minhas escolhas, definir minha personalideade, enfim entender meu papel nesta vida, como aliás, todo e qualquer outro destes testes banais!
FRANCAMENTE!!! Tem dias que as doses regulares de Staphysagria não me são suficientes!
Francamente!!! Não acreditei!!! Mas fui lá, pagar pra ver. Pagar não, pois obviamente era de graça!!! (uau!!! que oportunidade única!!!)
E lá estava eu respondendo a 08 perguntas, entre elas a óbvia (e no meu entender única necessária): "Você prefere praia ou campo?" para ao final do teste descobrir que eu sou definitivamente uma pessoa de praia!!!
Nossa!!! Muito obrigada, gente!!! Se não fossem vocês, idealizadores deste teste, estaria eu aqui, beirando os 40 anos, na dúvida se eu gosto de praia ou campo!!! Realmente, foi fundamental para eu embasar minhas escolhas, definir minha personalideade, enfim entender meu papel nesta vida, como aliás, todo e qualquer outro destes testes banais!
FRANCAMENTE!!! Tem dias que as doses regulares de Staphysagria não me são suficientes!
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
da série: não basta ser mãe...
Éramos 3 mães para 8 crianças! Obviamente isso contrariava toda e qualquer estatística de número de filhos por família. Eu mesmo só tenho uma, portanto havia uma mãe inflacionando o mercado. Filhos, sobrinhos, vizinhos, e resolvemos todos ir ao cinema numa 4a feira à tarde.
O plano era das mães. Assistir Encantada, já que era desenho misturado com romancezinho água com açúcar. Combinamos tudo na piscina. E lá fomos nós para o Shopping lindas e faceiras, em plena hora do rush, crentes que ninguém tinha pensado no mesmo.
Eu fui a última a chegar pois escolhi o pior caminho. Aqueles dias em que você se arrepende mil vezes e que a fila do lado sempre anda mais rápido do que a sua. Mas cheguei a tempo, pois saímos com tempo de sobra. De sobra até demais quando cheguei lá e as duas mães me deram a notícia assim de sopetão:
"Olha, vamos assistir Bee Moovie, pois Encantada já estava esgotado!!! Às 19:10!"
Não acredito!!! Mas lembrei das palavras da deputada Marta Suplicy e relaxei... O quanto pude pois ainda nos esperava a fila da pipoca e a fila da entrada. Minhas amigas queridas haviam me comprado o ingresso e me poupado de outra fila.
Mas como assim? Comprados os baldes de pipoca e refrigerante, balas, chocolates e toda sorte de guloseimas que o momento pedia e não havia fila para entrar? Isso mesmo!!! Já haviam entrado todos os outros trocentos pagantes e sobrou a terceira fileira lá no gargarejo para nós. Bom, a ocupamos toda. Sobrou uma cadeirinha pra não dizer que não sobrou nada...
O filme começou, era engraçadinho, as crianças curtiram e a gente também... Esquecemos "Encantada" por hora.
Na saída, Mac Lixo Feliz para todos, só por causa do brinquedo... E a criançada lá, feliz da vida, derramando coca cola no chão, brincando de uma parlendazinha repetitiva... Mães se enchendo de gordura trans por tabela...
Lá pelas tantas chega a quarta mãe. Melhorou a densidade filhográfica! E é a hora de dividirmos os dois carros por 12 pessoas. Deu tudo certo, pois gente miúda não ocupa espaço. Chegamos no play sãs e salvas umas 22h e... como assim??? Alê chegou antes de mim de novo?!? Vim tão rapidinho e pelo caminho mais fácil dessa vez... :P
Devolvidas as crianças às suas respectivas mães, subimos após uma tarde agradável de um típico programa infantil em férias escolares. Quem gostou foi Carol que já tinha assistido Encantada e estava indo mais pela bagunça.
E semana que vem tem mais! Porque é janeiro, as crianças estão de férias e não basta ser mãe...
O plano era das mães. Assistir Encantada, já que era desenho misturado com romancezinho água com açúcar. Combinamos tudo na piscina. E lá fomos nós para o Shopping lindas e faceiras, em plena hora do rush, crentes que ninguém tinha pensado no mesmo.
Eu fui a última a chegar pois escolhi o pior caminho. Aqueles dias em que você se arrepende mil vezes e que a fila do lado sempre anda mais rápido do que a sua. Mas cheguei a tempo, pois saímos com tempo de sobra. De sobra até demais quando cheguei lá e as duas mães me deram a notícia assim de sopetão:
"Olha, vamos assistir Bee Moovie, pois Encantada já estava esgotado!!! Às 19:10!"
Não acredito!!! Mas lembrei das palavras da deputada Marta Suplicy e relaxei... O quanto pude pois ainda nos esperava a fila da pipoca e a fila da entrada. Minhas amigas queridas haviam me comprado o ingresso e me poupado de outra fila.
Mas como assim? Comprados os baldes de pipoca e refrigerante, balas, chocolates e toda sorte de guloseimas que o momento pedia e não havia fila para entrar? Isso mesmo!!! Já haviam entrado todos os outros trocentos pagantes e sobrou a terceira fileira lá no gargarejo para nós. Bom, a ocupamos toda. Sobrou uma cadeirinha pra não dizer que não sobrou nada...
O filme começou, era engraçadinho, as crianças curtiram e a gente também... Esquecemos "Encantada" por hora.
Na saída, Mac Lixo Feliz para todos, só por causa do brinquedo... E a criançada lá, feliz da vida, derramando coca cola no chão, brincando de uma parlendazinha repetitiva... Mães se enchendo de gordura trans por tabela...
Lá pelas tantas chega a quarta mãe. Melhorou a densidade filhográfica! E é a hora de dividirmos os dois carros por 12 pessoas. Deu tudo certo, pois gente miúda não ocupa espaço. Chegamos no play sãs e salvas umas 22h e... como assim??? Alê chegou antes de mim de novo?!? Vim tão rapidinho e pelo caminho mais fácil dessa vez... :P
Devolvidas as crianças às suas respectivas mães, subimos após uma tarde agradável de um típico programa infantil em férias escolares. Quem gostou foi Carol que já tinha assistido Encantada e estava indo mais pela bagunça.
E semana que vem tem mais! Porque é janeiro, as crianças estão de férias e não basta ser mãe...
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Sem muito assunto
Ou melhor, sem muita inspiração pra escrever... Deve ser mercúrio mal aspectado. Então vamos de rapidinhas:
Já devia ter desmontado a árvore. Era ontem, Dia de Reis. Até meu ex-marido recomendou, pois ele cansou de ver essa árvore montada até o Carnaval e eu descaradamente dizendo "você não sabe se eu fiz uma promessa";
Já devia ter estofado o sofá... Mas o estofador deixou dois furos. Talvez seja melhor comprar outro sofá... Vi um tão bonitinho... sei lá... acho que é mais prático comprar outro mesmo, mudar um pouco...
Já devia ter pintado a casa. Falta chamar o pintor e pedir um orçamento. Preciso de um pintor bom e barato. Não precisa ser bonito pois minha fase Sex & the City está controlada. Falta também definir as cores de algumas paredes... E o sofá interfere diretamente nisso também...
Já devia ter pendurado o lustre do quarto da Carol. Falta o pai dela instalar pra mim pois morro de medo de tomar choque e até que tentei sozinha, mas faltava o bocal correto...
Já devia ter atualizado meu CV... mas estava de férias e sem inspiração. Agora determinei que as férias acabaram e preciso de um CV pra cada objetivo pois tenho planos A, B e C na mente que podem ser acionados ao mesmo tempo.
Já devia ter consertado a ar condicionado do carro. Verão no Rio e o ar enguiçado ninguém merece, mas o último mecânico que mexeu no ar do meu carro me enrolou e me levou 300 pratas. Rola um trauma recente...
Ou seja, estou com uma série de "prioridades para priorizar" pro início de 2008. Deu pra perceber né? E me conheço, costumo começar pelas que me dão mais prazer, é aí que a árvore fica até o Halloween...
Já devia ter desmontado a árvore. Era ontem, Dia de Reis. Até meu ex-marido recomendou, pois ele cansou de ver essa árvore montada até o Carnaval e eu descaradamente dizendo "você não sabe se eu fiz uma promessa";
Já devia ter estofado o sofá... Mas o estofador deixou dois furos. Talvez seja melhor comprar outro sofá... Vi um tão bonitinho... sei lá... acho que é mais prático comprar outro mesmo, mudar um pouco...
Já devia ter pintado a casa. Falta chamar o pintor e pedir um orçamento. Preciso de um pintor bom e barato. Não precisa ser bonito pois minha fase Sex & the City está controlada. Falta também definir as cores de algumas paredes... E o sofá interfere diretamente nisso também...
Já devia ter pendurado o lustre do quarto da Carol. Falta o pai dela instalar pra mim pois morro de medo de tomar choque e até que tentei sozinha, mas faltava o bocal correto...
Já devia ter atualizado meu CV... mas estava de férias e sem inspiração. Agora determinei que as férias acabaram e preciso de um CV pra cada objetivo pois tenho planos A, B e C na mente que podem ser acionados ao mesmo tempo.
Já devia ter consertado a ar condicionado do carro. Verão no Rio e o ar enguiçado ninguém merece, mas o último mecânico que mexeu no ar do meu carro me enrolou e me levou 300 pratas. Rola um trauma recente...
Ou seja, estou com uma série de "prioridades para priorizar" pro início de 2008. Deu pra perceber né? E me conheço, costumo começar pelas que me dão mais prazer, é aí que a árvore fica até o Halloween...
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
E o seu Reveillón? Como foi?
Eu tinha um plano A, que melou por motivos de força maior. E de repente fiquei sem plano B. Meu plano B, a quatro dias do Reveillón variava de comprar uma passagem para Buenos Aires e ir pra lá sozinha, ou outra pelo mesmo preço e ir pra Salvador encontrar com uns amigos, ou ainda pagar 400 reais para uma night no Jóquei com umas amigas, ou ficar em casa na deprê total...
Mas eis que meus amigos apareceram e decidimos ir pra Copacabana mesmo, e eis que a criatura mais indecisa da face da terra, tinha dito que ia embora, mas foi ficando, ficando... e acabou que no Reveillón de verdade (1h da manhã aqui no Rio, por causa do horário de verão que todo mundo esquece) ele estava do meu lado. Então, meu Reveillón só teria sido melhor se minha filhota também estivesse comigo, mas como o segredo da felicidade é contentar-se como que se tem no momento, fiquei FELIZ e muito com meu Reveillón entre bons amigos.
Porque acredito que é isso que conta: estar cercado de gente que a gente ama e que nos ama de volta e de boas energias na virada do ano. E isso eu estava.
Copacabana deixou a desejar: poucos fogos, nada de especial (I've seen much better in Cabo Frio) estourados antes do tempo, o que deixou a todos atônitos sem ouvir a contagem regressiva. Faltou aquele climão de 4, 3, 2, 1 ... Feliz Ano Novo!!! e tod mundo se abraçando. Cada um abriu sua champagne na hora que quis e isso foi meio tosco.
Além disso DJ Malboro tocou meia hora e o som estava baixo. Não empolgou! O tal esquema de som e telões por toda a orla está longe de ser o ideal. Não dancei até o chão, chão, chão... Mas também meu companheiro de Funk não veio e depois se arrependeu. Me confessou isso!
Ponto positivo para a organização do metrô, para a segurança na orla toda e para, apesar do congestionamento das linhas de celular, eu ter conseguido me comunicar com quem estava no Posto 6 e marcar um ponto de encontro no meio do caminho, pra mais uma vez, aquela ceninha de filme: "eu chegando de um lado, ele de outro, e um abraço no encontro!"
E você? Me conta aí... Como foi seu Reveillón? Beijos e Feliz Ano Novo!!!
Mas eis que meus amigos apareceram e decidimos ir pra Copacabana mesmo, e eis que a criatura mais indecisa da face da terra, tinha dito que ia embora, mas foi ficando, ficando... e acabou que no Reveillón de verdade (1h da manhã aqui no Rio, por causa do horário de verão que todo mundo esquece) ele estava do meu lado. Então, meu Reveillón só teria sido melhor se minha filhota também estivesse comigo, mas como o segredo da felicidade é contentar-se como que se tem no momento, fiquei FELIZ e muito com meu Reveillón entre bons amigos.
Porque acredito que é isso que conta: estar cercado de gente que a gente ama e que nos ama de volta e de boas energias na virada do ano. E isso eu estava.
Copacabana deixou a desejar: poucos fogos, nada de especial (I've seen much better in Cabo Frio) estourados antes do tempo, o que deixou a todos atônitos sem ouvir a contagem regressiva. Faltou aquele climão de 4, 3, 2, 1 ... Feliz Ano Novo!!! e tod mundo se abraçando. Cada um abriu sua champagne na hora que quis e isso foi meio tosco.
Além disso DJ Malboro tocou meia hora e o som estava baixo. Não empolgou! O tal esquema de som e telões por toda a orla está longe de ser o ideal. Não dancei até o chão, chão, chão... Mas também meu companheiro de Funk não veio e depois se arrependeu. Me confessou isso!
Ponto positivo para a organização do metrô, para a segurança na orla toda e para, apesar do congestionamento das linhas de celular, eu ter conseguido me comunicar com quem estava no Posto 6 e marcar um ponto de encontro no meio do caminho, pra mais uma vez, aquela ceninha de filme: "eu chegando de um lado, ele de outro, e um abraço no encontro!"
E você? Me conta aí... Como foi seu Reveillón? Beijos e Feliz Ano Novo!!!
Dá pra devolver?
Fui à Polícia Federal ontem renovar meu passaporte que, na teoria, vence em alguns dias, mas na prática não vale mais nada pois os países exigem 6 meses de validade, ou seja, seu passaporte vence seis meses antes da data!!!
Paguei a taxa, agendei a renovação dois meses atrás e ontem eu estava lá, no horário agendado, não sem antes ter pintado a raiz do cabelo. O lance do cabelo não adiantou muito não pois o cabelo não secou e detesto tirar foto como o cabelo molhado. Mas, depois de uma certa idade, as fotos digitais e na posição que eles mandam a gente ficar (sem poder escolher nosso melhor ângulo) e ainda por cima sem sorrir, ficam cruéis!!! Relevei isso pois o espelho me mostra outra pessoa, sorrindo, de bem com a vida e cada ruga é na verdade uma marca do quanto eu já vivi bem essa vida... então uma foto não é nada...
O pior foi quando o agente federal me explicou que meu passaporte anterior (o segundo) iria ficar retido, pois não tinha nenhum visto válido nele (o visto dos EUA estava no primeiro e por isso eu viajava com os dois). Argumentei, tentei convencer o policial federal de cortar as orelhinhas e me devolver (vcs sabem que não desisto fácil com um simples não) e quando vi que não adiantava mesmo, quase chorei. Quase não! Vou confessar pra vocês: chorei mesmo. Discreta e contidamente (porque afinal estava na Polícia Federal) mas chorei.
Um monte de carimbinhos ali, cinco anos de viagens, cinco anos de coisas boas registradas (olha só, já estou aqui chorando de novo, manteiga derretida)... Senti como se parte do meu passado tivesse me sido tomado. Me resignei, mas fiquei muito triste. Sou "past oriented" por ter tantos planetas em Câncer... Isso me faz uma pessoa meio nostálgica, confesso!
Ao sentar de novo na sala de espera (pois ainda aguardava para tirar o passaporte da Carol) o meu ex-marido sensível como uma elefoa no cio ainda disse com ar sarcástico (e de inveja, no fundo, vamos combinar):
"Pára com isso, Angela! Tanta gente chorando de fome e você chorando por carimbos de um passaporte?"
Na mesma hora, eu que já não estava para piadinhas, tudo que eu precisava era alguém do meu lado que me entendesse nessa hora (amoreeeee você me entenderia, tenho certeza!!!!), revidei na lata!
"Ainda bem que eu não preciso chorar de fome e sim de saudade dos carimbos dos quinze países que eu conheço!!! Graças a Deus!!! Cada um chora pelo que merece!!!"
Que falta de sensibilidade! Olha a comparação! Claro que entendo que tem pessoas que são muito menos afortunadas que a gente, outras muito mais... mas isso não faz a dor de cada um ser única e ter que ser respeitada.
O agente que atendeu a Carol era muito mais simpático e ainda deu um esporro no agente que me atendeu perguntando porque ele não tinha atendido logo a Carol. Me senti um pouco vingada ali, pois eu não podia dar um esporro no cara (e ele nem merecia, afinal estava cumprindo as ordens, mas sei que pra tudo existe exceção e que se eu tivesse ido lá com um amigo meu que é agente federal, teria voltado com meu passaportezinho só pra guardar na gaveta), mas o agente que atendia a Carol pelo visto era superior ao outro, tanto que ele ficou se justificando, sem graça...
Levantei meu astral, pois a Carol, obviamente saiu linda em todas as fotos, o agente ainda falou pra ela que se ela for com aquele passaporte na Disney quem vai pedir autógrafo a ela é o Mickey (e ela, naíve, não entendeu a piada). E ele não estava exagerando!!! Carol é linda mesmo!!!
Voltei pra casa com a esperança de que este novo passaporte vai ter ainda mais carimbinhos que o anterior. E as viagens estão registradas tanto na minha memória quanto aqui no blog (ainda bem que eu fiz isso) e pronto!
Paguei a taxa, agendei a renovação dois meses atrás e ontem eu estava lá, no horário agendado, não sem antes ter pintado a raiz do cabelo. O lance do cabelo não adiantou muito não pois o cabelo não secou e detesto tirar foto como o cabelo molhado. Mas, depois de uma certa idade, as fotos digitais e na posição que eles mandam a gente ficar (sem poder escolher nosso melhor ângulo) e ainda por cima sem sorrir, ficam cruéis!!! Relevei isso pois o espelho me mostra outra pessoa, sorrindo, de bem com a vida e cada ruga é na verdade uma marca do quanto eu já vivi bem essa vida... então uma foto não é nada...
O pior foi quando o agente federal me explicou que meu passaporte anterior (o segundo) iria ficar retido, pois não tinha nenhum visto válido nele (o visto dos EUA estava no primeiro e por isso eu viajava com os dois). Argumentei, tentei convencer o policial federal de cortar as orelhinhas e me devolver (vcs sabem que não desisto fácil com um simples não) e quando vi que não adiantava mesmo, quase chorei. Quase não! Vou confessar pra vocês: chorei mesmo. Discreta e contidamente (porque afinal estava na Polícia Federal) mas chorei.
Um monte de carimbinhos ali, cinco anos de viagens, cinco anos de coisas boas registradas (olha só, já estou aqui chorando de novo, manteiga derretida)... Senti como se parte do meu passado tivesse me sido tomado. Me resignei, mas fiquei muito triste. Sou "past oriented" por ter tantos planetas em Câncer... Isso me faz uma pessoa meio nostálgica, confesso!
Ao sentar de novo na sala de espera (pois ainda aguardava para tirar o passaporte da Carol) o meu ex-marido sensível como uma elefoa no cio ainda disse com ar sarcástico (e de inveja, no fundo, vamos combinar):
"Pára com isso, Angela! Tanta gente chorando de fome e você chorando por carimbos de um passaporte?"
Na mesma hora, eu que já não estava para piadinhas, tudo que eu precisava era alguém do meu lado que me entendesse nessa hora (amoreeeee você me entenderia, tenho certeza!!!!), revidei na lata!
"Ainda bem que eu não preciso chorar de fome e sim de saudade dos carimbos dos quinze países que eu conheço!!! Graças a Deus!!! Cada um chora pelo que merece!!!"
Que falta de sensibilidade! Olha a comparação! Claro que entendo que tem pessoas que são muito menos afortunadas que a gente, outras muito mais... mas isso não faz a dor de cada um ser única e ter que ser respeitada.
O agente que atendeu a Carol era muito mais simpático e ainda deu um esporro no agente que me atendeu perguntando porque ele não tinha atendido logo a Carol. Me senti um pouco vingada ali, pois eu não podia dar um esporro no cara (e ele nem merecia, afinal estava cumprindo as ordens, mas sei que pra tudo existe exceção e que se eu tivesse ido lá com um amigo meu que é agente federal, teria voltado com meu passaportezinho só pra guardar na gaveta), mas o agente que atendia a Carol pelo visto era superior ao outro, tanto que ele ficou se justificando, sem graça...
Levantei meu astral, pois a Carol, obviamente saiu linda em todas as fotos, o agente ainda falou pra ela que se ela for com aquele passaporte na Disney quem vai pedir autógrafo a ela é o Mickey (e ela, naíve, não entendeu a piada). E ele não estava exagerando!!! Carol é linda mesmo!!!
Voltei pra casa com a esperança de que este novo passaporte vai ter ainda mais carimbinhos que o anterior. E as viagens estão registradas tanto na minha memória quanto aqui no blog (ainda bem que eu fiz isso) e pronto!
sábado, 29 de dezembro de 2007
pedidos de ano novo
Ainda não sei se na minha lista de pedidos prioritários do ano novo eu peço pra "ele querer ficar comigo pra sempre" ou para "eu desistir dele de vez".
da série: eu também fico indecisa!
da série: eu também fico indecisa!
"eu escolhi nós dois"
_ Dez pra meia noite, preciso ir se não vou perder o último metrô e vou gastar uma grana de taxi...
_Fica?!?! Vamos ver o filme?
_ Não, Angela! Preciso ir. 18 chamadas perdidas no meu celular...
Ela vai abrir a porta... ele está com uma cara estranha... ela pergunta que cara é essa, mas ele não responde... continua com uma cara estranha... ela abre a porta e fala:
_ Pode ir. Aqui vc não está em cárcere privado não... não sou sua madrinha!
Ele se despede, dá um beijo na bochecha dela e ela não retribui... normalmente é o contrário: ela o enche de beijos e ele quase não retribui... Ele espera o elevador e ela recomenda: "Vai de escadas, se não vc perde esse metrô!" E ele desce.
5 minutos depois ela manda um torpedo e ele responde, ela manda outro e assim sucessivamente:
23:55"Conseguiu? Tava aberta a estação?"
23:56 "Tô aqui. Vamos ver. Me falaram que ainda tem um metrô. Obrigado por tudo, só não quero novamente brigar com você por bobagens. Bjos e boa noite"
00:03 "Não tô brigada não. Preferia que vc ficasse pq a gente demora tanto a se ver... Só por isso. Se vc está dentro da plataforma tem metrô sim. Beijos e boa noite, donzelo :P"
00:04"Já entrei no metrô. Eu te entendo, só gostaria que vc tb entendesse o meu lado, mas não quero discutir isso. Só fico confuso achando que tô errando. Bjos e boa noite."
00:12 "Relaxa, amore. Vc sabe que eu te amo incondicionalmente. Tb entendo vc mas eu agiria de forma diferente. Mas respeito seu jeito de agir apesar de não concordar. Eu sempre pensei: já que vou me estressar mesmo, que valha a pena então! Beijo e fica bem."
Passa um tempo, ela assistindo "Um Homem de Família" com Nicolas Cage, que uma amiga sua lhe emprestou... dá uma pausa pois imagina que ele já chegou e manda outro torpedo.
01:20 "Chegou bem? Espero sinceramente que vc não tenha tomado bronca por minha causa. O filme que estou vendo é ótimo. Pena vc não estar aqui. Vc ia adorar. Beijo"
01:21 "Tomei bronca não, relaxa. Ia te mandar um torpedo agora. Tô aqui conversando com meu irmão. Bjos e bom filme."
01:23 " :) te amo, sabia?"
Ela não sabe bem porque mandou essa mensagem, parecia meio fora de contexto, mas teve vontade. E ela fazia o que tinha vontade sempre que era possível!
01:24 "Qual é a sua? hahahaha! Tb te amo! Sei que no fundo vc sabe disso. Só sou difícil muitas vezes e fico mto confuso comigo mesmo por não saber se estou agindo certo."
01:30 "Confusão é o primeiro estágio para o aprendizado. Sair da zona de conforto, lembra dos treinamentos? A minha? Vc sabe, mas vou falar em português claro dessa vez: você! Sempre! :) beijo"
E continua assistindo o filme que fala sobre escolhas. Termina o filme e ela pensa:
"E quando nossas escolhas não dependem única e exclusivamente da gente? O que é que a gente faz?"
E vai pra internet às 3h da manhã. Precisa desesperadamente escrever. Agradece à amiga o filme numa msg offline. Fala que está refletindo sobre quem deveria ter visto o filme também. Porque ela estava certa e segura de suas escolhas, mas ele, aparentemente, não...
_Fica?!?! Vamos ver o filme?
_ Não, Angela! Preciso ir. 18 chamadas perdidas no meu celular...
Ela vai abrir a porta... ele está com uma cara estranha... ela pergunta que cara é essa, mas ele não responde... continua com uma cara estranha... ela abre a porta e fala:
_ Pode ir. Aqui vc não está em cárcere privado não... não sou sua madrinha!
Ele se despede, dá um beijo na bochecha dela e ela não retribui... normalmente é o contrário: ela o enche de beijos e ele quase não retribui... Ele espera o elevador e ela recomenda: "Vai de escadas, se não vc perde esse metrô!" E ele desce.
5 minutos depois ela manda um torpedo e ele responde, ela manda outro e assim sucessivamente:
23:55"Conseguiu? Tava aberta a estação?"
23:56 "Tô aqui. Vamos ver. Me falaram que ainda tem um metrô. Obrigado por tudo, só não quero novamente brigar com você por bobagens. Bjos e boa noite"
00:03 "Não tô brigada não. Preferia que vc ficasse pq a gente demora tanto a se ver... Só por isso. Se vc está dentro da plataforma tem metrô sim. Beijos e boa noite, donzelo :P"
00:04"Já entrei no metrô. Eu te entendo, só gostaria que vc tb entendesse o meu lado, mas não quero discutir isso. Só fico confuso achando que tô errando. Bjos e boa noite."
00:12 "Relaxa, amore. Vc sabe que eu te amo incondicionalmente. Tb entendo vc mas eu agiria de forma diferente. Mas respeito seu jeito de agir apesar de não concordar. Eu sempre pensei: já que vou me estressar mesmo, que valha a pena então! Beijo e fica bem."
Passa um tempo, ela assistindo "Um Homem de Família" com Nicolas Cage, que uma amiga sua lhe emprestou... dá uma pausa pois imagina que ele já chegou e manda outro torpedo.
01:20 "Chegou bem? Espero sinceramente que vc não tenha tomado bronca por minha causa. O filme que estou vendo é ótimo. Pena vc não estar aqui. Vc ia adorar. Beijo"
01:21 "Tomei bronca não, relaxa. Ia te mandar um torpedo agora. Tô aqui conversando com meu irmão. Bjos e bom filme."
01:23 " :) te amo, sabia?"
Ela não sabe bem porque mandou essa mensagem, parecia meio fora de contexto, mas teve vontade. E ela fazia o que tinha vontade sempre que era possível!
01:24 "Qual é a sua? hahahaha! Tb te amo! Sei que no fundo vc sabe disso. Só sou difícil muitas vezes e fico mto confuso comigo mesmo por não saber se estou agindo certo."
01:30 "Confusão é o primeiro estágio para o aprendizado. Sair da zona de conforto, lembra dos treinamentos? A minha? Vc sabe, mas vou falar em português claro dessa vez: você! Sempre! :) beijo"
E continua assistindo o filme que fala sobre escolhas. Termina o filme e ela pensa:
"E quando nossas escolhas não dependem única e exclusivamente da gente? O que é que a gente faz?"
E vai pra internet às 3h da manhã. Precisa desesperadamente escrever. Agradece à amiga o filme numa msg offline. Fala que está refletindo sobre quem deveria ter visto o filme também. Porque ela estava certa e segura de suas escolhas, mas ele, aparentemente, não...
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
o doce prazer da espera
Danuza Leão termina uma crônica sua sobre "A doce sina da espera" dizendo que "se depois de uma briga ele liga pra conversar... "
Eu mudo só esse início e a partir daí sigo na íntegra o texto dela:
"Se ele telefona dizendo que vai chegar ela só pensa em uma coisa, na roupa que vai usar. E sai desatinada, na hora do almoço, para fazer uma escova rápida, as unhas das mãos e dos pés e uma depilação básica. Aí, começa a espera; se marcaram para as 9, às 8h30 ela já está com o coração disparado; às 9h15 já tirou o telefone do gancho umas 18 vezes para saber se está funcionando, e começa a achar que ele não vem. Afinal, quem ama não se atrasa. Às 9h30, já prestes a cortar os pulsos, jura - ju-ra - que se o interfone tocar não vai atender. Mas, quando toca, ela sai correndo, se arriscando a quebrar a perna no caminho. Pensando bem, não há nada melhor no mundo do que esperar pelo homem amado. Num período de 12 horas, somos capazes de passar por todo tipo de emoção: alegria, expectativa, angústia, raiva e ódio, até atingir a felicidade total, quando ele chega. Essas emoções só nós conhecemos, e cá entre nós: eles não sabem o que estão perdendo, coitadinhos. - Danuza Leão
Bem, não preciso falar mais nada né? Danuza já disse tudo, o que prova que eu não sou a única mortal na face da terra que está aqui na maior adrenalina sem conseguir dormir só pro dia de amanhã chegar mais cedo. Exatamente igual criança ansiosa esperando a chegada do Papai Noel. Tem cabimento isso? Ou melhor: tem cura pra isso???
Já arrumei banheiro, já separei roupa de cama, já varri a casa, já decidi o cardápio do almoço de amanhã... já antecipei cada segundo de emoção que vou viver... Ow meu Deus!!! É por isso que é tão impossível me desapaixonar. DESISTO. Com todas as letras!!! Absolutamente DESISTO! Por que a doce espera compensa a felicidade plena e absoluta que está por vir. Vou tentar dormir... Pro dia de amanhã chegar mais cedo.
E amanhã, quando eu ver aquele sorriso que me faz crer em amores eternos, quando eu abraçar aquela criatura que me deixa mais feliz só pela sua presença, vocês podem ter certeza que meu coração vai estar transbordando de felicidade.
Me desejem boa sorte meus leitores fiéis ;) Só sorte mesmo, porque milagre já é pedir demais...
Eu mudo só esse início e a partir daí sigo na íntegra o texto dela:
"Se ele telefona dizendo que vai chegar ela só pensa em uma coisa, na roupa que vai usar. E sai desatinada, na hora do almoço, para fazer uma escova rápida, as unhas das mãos e dos pés e uma depilação básica. Aí, começa a espera; se marcaram para as 9, às 8h30 ela já está com o coração disparado; às 9h15 já tirou o telefone do gancho umas 18 vezes para saber se está funcionando, e começa a achar que ele não vem. Afinal, quem ama não se atrasa. Às 9h30, já prestes a cortar os pulsos, jura - ju-ra - que se o interfone tocar não vai atender. Mas, quando toca, ela sai correndo, se arriscando a quebrar a perna no caminho. Pensando bem, não há nada melhor no mundo do que esperar pelo homem amado. Num período de 12 horas, somos capazes de passar por todo tipo de emoção: alegria, expectativa, angústia, raiva e ódio, até atingir a felicidade total, quando ele chega. Essas emoções só nós conhecemos, e cá entre nós: eles não sabem o que estão perdendo, coitadinhos. - Danuza Leão
Bem, não preciso falar mais nada né? Danuza já disse tudo, o que prova que eu não sou a única mortal na face da terra que está aqui na maior adrenalina sem conseguir dormir só pro dia de amanhã chegar mais cedo. Exatamente igual criança ansiosa esperando a chegada do Papai Noel. Tem cabimento isso? Ou melhor: tem cura pra isso???
Já arrumei banheiro, já separei roupa de cama, já varri a casa, já decidi o cardápio do almoço de amanhã... já antecipei cada segundo de emoção que vou viver... Ow meu Deus!!! É por isso que é tão impossível me desapaixonar. DESISTO. Com todas as letras!!! Absolutamente DESISTO! Por que a doce espera compensa a felicidade plena e absoluta que está por vir. Vou tentar dormir... Pro dia de amanhã chegar mais cedo.
E amanhã, quando eu ver aquele sorriso que me faz crer em amores eternos, quando eu abraçar aquela criatura que me deixa mais feliz só pela sua presença, vocês podem ter certeza que meu coração vai estar transbordando de felicidade.
Me desejem boa sorte meus leitores fiéis ;) Só sorte mesmo, porque milagre já é pedir demais...
sábado, 22 de dezembro de 2007
Dia de Compras
Todo mundo aqui sabe que eu detesto shopping. Mas às vezes é inevitável. Eu queria ir na Imaginarium (apesar de saber do risco que corro quando entro lá). A Imaginarium fica em frente ao Shopping Tijuca, portanto estacionei lá. Não tinha mesmo vaga em frente.Tive sorte. Achei vaga no G3, e no que eu ia descendo todos os andares do shopping para ir determinada, na Imaginarium, passo por uma vitrine e um vestidinho lindo para passar o Natal me chamou. Como só tinha G teve que ficar para ajustar, mas um outro tinha P e ficou lindoooooooooo. Resultado: comprei os dois. Um pra noite do dia 24, outro pro almoço do dia 25.
E fui lá pra Imaginarium que eu não sou mulher de ficar batendo perna em shopping não... Na Imaginarium... uma fila enorme na porta!!! Acreditem se puderem. E eu também não sou mulher de ficar em fila não. Pago conta com multa pra não enfrentar fila. Mas era a Imaginarium e o presente que eu queria só poderia estar lá. Resultado: depois de uns 20 min na fila, fique uns 60 minutos lá dentro. E saí com um saco enorme digno de Papai Noel. Perguntem. Apenas dois presentes para eu dar e um monte pra eu me dar!!! hahahahahaha!!! É por isso que não posso entrar na Imaginarium não.
Todo mundo sabe que uma mulher volta feliz das compras. Isso é fato. E voltei pra casa, felizinha que só com meu vestidinho novo, com meus vários presentinhos da Imaginarium que estão só fazendo quórum na árvore mas são quase todos meus... E até que nem doeu. Só no bolso, mas faz parte...
Fragmentos de uma saudade
Selecionar os textos para meu livro não vai ser tarefa nada fácil. Talvez eu devesse delegar a tarefa para dois ou três amigos de bom gosto literário e pedir para escolherem as crônicas que não poderiam ficar de fora. Porque visitar os arquivos deste e o outro blog me dá uma nostalgia...
Saudades do Sr Incrível e todas as histórias relacionadas a ele até chegar no dia da minha tatuagem... Saudades de uma época que Mr Cat gostava de mim e declarava seu amor em comentários, torpedos apaixonados no meio do dia, conversas intermináveis no msn... Saudades de uma viagem para Pipa que acabou não rolando... Saudades de quando comecei a me apaixonar por Mr Big... de acordar de madrugada diariamente para falar com ele no msn. Tudo registrado por aqui...
Dizem que o bom da saudade é que ela é a melhor prova de que nosso passado valeu a pena. Pode ser. Mas o ruim da saudade certamente é a incerteza de que o futuro será tão legal quanto.
Saudades do Sr Incrível e todas as histórias relacionadas a ele até chegar no dia da minha tatuagem... Saudades de uma época que Mr Cat gostava de mim e declarava seu amor em comentários, torpedos apaixonados no meio do dia, conversas intermináveis no msn... Saudades de uma viagem para Pipa que acabou não rolando... Saudades de quando comecei a me apaixonar por Mr Big... de acordar de madrugada diariamente para falar com ele no msn. Tudo registrado por aqui...
Dizem que o bom da saudade é que ela é a melhor prova de que nosso passado valeu a pena. Pode ser. Mas o ruim da saudade certamente é a incerteza de que o futuro será tão legal quanto.
Então é Natal...
E alguém precisa desesperadamente dizer para a Simone que aquele CD dela de músicas natalinas que toca insistentemente nas lojas essa época do ano é muito chatoooooooooooooooo!!!
Meu Deus!!! O pior do Natal para mim não são as compras de última hora, não é a eterna discussão de quem passa na casa de quem, principalmente em tempos modermos, famílias modernas, pais separados, enteados, famílias agregadas... Não. Isso não me estressa!!!
Nem os engarrafamentos ou os Shoppings lotados. Nem o calorão da cozinha assando o Chester, Peru, Pernil ou os três ao mesmo tempo em pleno verão no Rio de Janeiro... Não... nada disso me estressa tanto quanto a terrível voz de Simone cantando "então é Natal, e o o Ano Novo também..."
Lembro até hoje de um amigo que me contava que seu pai nessa época do ano chegava pra ele e dizia: "o abominável espírito natalino já tomou conta de toda a cidade!" Só posso rir com isso!!!Porque eu gosto do Natal. Gosto sim apesar dos pesares... Queria que minha família fosse mais unida e passasse toda junta. Mas não rola... E aí dia 24 e 25 acabam sendo de peregrinação de casa em casa, telefonemas e emails e a gente (assim como o Bom Velhinho) não pode esquecer de ninguém.
Amanhã publico um post de Feliz Natal. Por hoje é "post-enquete".
Diga aí você: o que é o pior do Natal para você?
Meu Deus!!! O pior do Natal para mim não são as compras de última hora, não é a eterna discussão de quem passa na casa de quem, principalmente em tempos modermos, famílias modernas, pais separados, enteados, famílias agregadas... Não. Isso não me estressa!!!
Nem os engarrafamentos ou os Shoppings lotados. Nem o calorão da cozinha assando o Chester, Peru, Pernil ou os três ao mesmo tempo em pleno verão no Rio de Janeiro... Não... nada disso me estressa tanto quanto a terrível voz de Simone cantando "então é Natal, e o o Ano Novo também..."
Lembro até hoje de um amigo que me contava que seu pai nessa época do ano chegava pra ele e dizia: "o abominável espírito natalino já tomou conta de toda a cidade!" Só posso rir com isso!!!Porque eu gosto do Natal. Gosto sim apesar dos pesares... Queria que minha família fosse mais unida e passasse toda junta. Mas não rola... E aí dia 24 e 25 acabam sendo de peregrinação de casa em casa, telefonemas e emails e a gente (assim como o Bom Velhinho) não pode esquecer de ninguém.
Amanhã publico um post de Feliz Natal. Por hoje é "post-enquete".
Diga aí você: o que é o pior do Natal para você?
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Solidão
Ela entrou no metrô e reparou numa senhora sentadinha, pensativa num daqueles bancos laranjas. Chegou a estação final e a senhora não desceu. Ela não achou estranho. Lembrou que um dia sua tia, já bem idosa, ficou "passeando" de metrô de uma estação à outra "só pra se refrescar no ar condicionado". O calor estava relmente terrível no Rio, mas ela ficou refletindo sobre a velhice, sobre a solidão, sobre um monte de coisas só por causa daquela senhorinha que não desceu do vagão.
Pensou: "Essa vida é mesmo uma incógnita. Quando a gente é novo, imagina que estar sozinho, ou melhor, sentir solidão, é meio que uma opção nossa. Que se você casar, tiver filhos, uma família grande e presente, um monte de amigos, uma rede grande de conhecidos, estará imune à solidão." Mas cenas como àquela a faziam refletir. Hoje em dia ela já sabia que casamentos não eram eternos nem garantia de uma companhia na velhice. Filhos muito menos! Sempre soube!
O que seria garantia então? Nada! Absolutamente nada! Se o tal destino existisse mesmo, muito mais que o livre arbítrio, de qua adiantaria? Se a pessoa estivesse pre-destinada a ficar só por uma questão cármica???
Uma coisa era a pessoa estar só por opção. Há momentos em que se quer estar só. Ela mesma: adorava viajar sozinha. Uma vez leu uma crônica da Danuza Leão aconselhando as leitoras a viajarem para Paris sozinhas e entendeu perfeitamente o prazer que aquilo podia proporcionar. Viajar sozinha era uma das coisas que curtia.
Mas óbvio que já tinha passado por momentos onde se sentiu sozinha no meio de uma multidão. E sabia que a solidão era um tabu e que as pessoas evitavam falar sobre ela. Usavam de eufemismos ou a transformavam em poesia. Só para que ela parecesse menos feia.
Conhecia gente que procurava aumentar desesperadamente a rede de "amigos" dando mais atenção aos "novos amigos" que aos atuais. A ponto de, com esse comportamento, magoar muito os atuais!!! Mas entendia que isso era no fundo um comportamento de "tentar fugir da solidão". Era muito compreensiva! Às vezes pensava que devia ser menos compreensiva...
Pensou de novo na senhora do metrô. Podia estar só por opção ou não. Podia ter filhos ou não. Podia aturar um marido só pra dizer que tinha um, ou não. Porque se tivesse um marido presente e fosse feliz com ele, vamos combinar que ele deveria estar lá passeando com ela??? Mas viu que estava reduzindo tudo e todos a clichés e esteriótipos. A senhora podia simplesmente ter errado a estação e ter decidido voltar!!!
Pensou que esse medo súbito da solidão só podia estar vindo da TPM. Ou da possibilidade de vir a se mudar para um país distante. De ficar longe da família e dos amigos atuais. E tudo isso somado ao fato de que "o amor da sua vida" estava cada vez mais distante. Cada vez menos idealizado e mais voltando à realidade de fato: era apenas seu amigo. Um grande amigo, mas apenas isso. O tal sonho e a "certeza" de que ficariam juntos ficava cada vez mais distante à medida em que ela percebia o abismo que os separava...
Mas não queria falar desse abismo. Na verdade não queria falar de nada disso. Mas a senhora do metrô foi o propulsor desses pensamentos sobre a solidão. Ou talvez um sonho que teve à noite. Lembrou que sonhou que tinha tido um outro filho... Um bebezinho (óbvio!) Mas no sonho era um bebezinho ainda, isso que ela quis dizer. Pensou se não estava vendo filmes reflexivos demais. Tinha assistido "Jornada da Alma" sobre um amor secreto de Jung ontem. E tinha adorado!!!
O fato é que ela precisava colocar esses pensamentos sobre a solidão para fora. Então pronto: escreveu! Sabia que o blog era também um canalizador para esses sentimentos e não apenas um lugar para textos elaborados e bem escritos. Normalmente os primeiros, quando densos demais como este, ela deixava no draft, poupava os leitores da blogterapia. E os últimos, ela sonhava em selecionar para um livro...
Mas resolveu publicar este simplesmente pela falta de inspiração para outro post.
Pensou: "Essa vida é mesmo uma incógnita. Quando a gente é novo, imagina que estar sozinho, ou melhor, sentir solidão, é meio que uma opção nossa. Que se você casar, tiver filhos, uma família grande e presente, um monte de amigos, uma rede grande de conhecidos, estará imune à solidão." Mas cenas como àquela a faziam refletir. Hoje em dia ela já sabia que casamentos não eram eternos nem garantia de uma companhia na velhice. Filhos muito menos! Sempre soube!
O que seria garantia então? Nada! Absolutamente nada! Se o tal destino existisse mesmo, muito mais que o livre arbítrio, de qua adiantaria? Se a pessoa estivesse pre-destinada a ficar só por uma questão cármica???
Uma coisa era a pessoa estar só por opção. Há momentos em que se quer estar só. Ela mesma: adorava viajar sozinha. Uma vez leu uma crônica da Danuza Leão aconselhando as leitoras a viajarem para Paris sozinhas e entendeu perfeitamente o prazer que aquilo podia proporcionar. Viajar sozinha era uma das coisas que curtia.
Mas óbvio que já tinha passado por momentos onde se sentiu sozinha no meio de uma multidão. E sabia que a solidão era um tabu e que as pessoas evitavam falar sobre ela. Usavam de eufemismos ou a transformavam em poesia. Só para que ela parecesse menos feia.
Conhecia gente que procurava aumentar desesperadamente a rede de "amigos" dando mais atenção aos "novos amigos" que aos atuais. A ponto de, com esse comportamento, magoar muito os atuais!!! Mas entendia que isso era no fundo um comportamento de "tentar fugir da solidão". Era muito compreensiva! Às vezes pensava que devia ser menos compreensiva...
Pensou de novo na senhora do metrô. Podia estar só por opção ou não. Podia ter filhos ou não. Podia aturar um marido só pra dizer que tinha um, ou não. Porque se tivesse um marido presente e fosse feliz com ele, vamos combinar que ele deveria estar lá passeando com ela??? Mas viu que estava reduzindo tudo e todos a clichés e esteriótipos. A senhora podia simplesmente ter errado a estação e ter decidido voltar!!!
Pensou que esse medo súbito da solidão só podia estar vindo da TPM. Ou da possibilidade de vir a se mudar para um país distante. De ficar longe da família e dos amigos atuais. E tudo isso somado ao fato de que "o amor da sua vida" estava cada vez mais distante. Cada vez menos idealizado e mais voltando à realidade de fato: era apenas seu amigo. Um grande amigo, mas apenas isso. O tal sonho e a "certeza" de que ficariam juntos ficava cada vez mais distante à medida em que ela percebia o abismo que os separava...
Mas não queria falar desse abismo. Na verdade não queria falar de nada disso. Mas a senhora do metrô foi o propulsor desses pensamentos sobre a solidão. Ou talvez um sonho que teve à noite. Lembrou que sonhou que tinha tido um outro filho... Um bebezinho (óbvio!) Mas no sonho era um bebezinho ainda, isso que ela quis dizer. Pensou se não estava vendo filmes reflexivos demais. Tinha assistido "Jornada da Alma" sobre um amor secreto de Jung ontem. E tinha adorado!!!
O fato é que ela precisava colocar esses pensamentos sobre a solidão para fora. Então pronto: escreveu! Sabia que o blog era também um canalizador para esses sentimentos e não apenas um lugar para textos elaborados e bem escritos. Normalmente os primeiros, quando densos demais como este, ela deixava no draft, poupava os leitores da blogterapia. E os últimos, ela sonhava em selecionar para um livro...
Mas resolveu publicar este simplesmente pela falta de inspiração para outro post.
domingo, 16 de dezembro de 2007
Homem Primata, Capitalismo Selvagem
Você sai com seu carro, um belo dia e a luz do óleo acende. Você está indo para um local longe da sua casa e isso acontece numa serra, num lugar que não dá para parar. Você pensa: deve ser uma pane elétrica, pois tem óleo no motor.
Para no posto, checa o óleo, resolve seguir viagem. Resumo: não era pane elétrica: houve entupimento no sistema hidráulico e você dirige mais de 40 km numa serra com o carro literalmente sem óleo. Chega em casa e quando comenta o fato com o mecânico, o veredicto: deve ter batido motor. R$ 2500,00 para consertar.
Você, literalmente em choque, deixa o carro parado mais de um mês na garagem, pensando o que vai fazer. Somando o valor do conserto ao valor do IPVA atrasado, é quase o valor do próprio carro. Você avalia se vale a pena, mas pensa o que vai fazer com aquela sucata parada na garagem. Isso! Sucata!!! Quem sabe vender as peças???
Depois de um mês pegando ônibus pra cima e pra baixo, passando mal de andar no sol para buscar sua filha na escola, você decide: essa vida não é pra mim! Chama o mecânico e seja o que Deus quiser! A maré de boa sorte começa a soprar pro seu lado quando ele escuta o motor e diz: "Não bateu motor não. Mas não podemos arriscar a dirigi-lo nem mais 50 m assim. Se a luz do óleo apagar a gente leva pra oficina." Você nem acredita!
A luz do óleo apaga! O mecânico dirige até a oficina e o carro fica lá 24h consertando. Prejuízo: menos de R$ 500,00!!! Ou seja, lucro de R$2000,oo!!! Você agradece seu anjo da guarda (o cara!!!) que te fez esse milagre, pois dirigir a Grajaú-Jacarepaguá, ida e volta sem óleo no motor e sair ilesa não é pra qualquer mortal.
Mas...
Todos nos temos um anjinho numa orelha e um diabinho na outra. E ao sair da oficina, que funciona numa concessionária de compra e venda de automóveis, o diabinho te mostra: "Olha aquele Fiat Strada Adventure ali. Azul marinho, depois do vermelho, sua cor preferida de carro! Volante esportivo, rack, rodas de magnésio, cabine estendida, dá até pra levar a Carol no banco de trás!"
Você para para olhar o carro. Carol não gosta! Diz: "Não tem lugar pra mim aí!" Você a tenta convencer: "Tem sim, olha esse banquinho atrás. E já-já você faz dez anos e vai poder andar na frente!" Golpe baixo esse!!!
Você pergunta para o vendedor quanto custa. Ele diz R$ 25000,00. Você lembra do FGTS aplicado, faz as contas se desse o seu de entrada, fica tentada!!! Mas volta pra casa pois não está podendo dar ouvidos ao diabinho do consumo!
Fica pensando. "Maldita sociedade capitalista consumista!!! Há 5 minutos atrás eu estava feliz por deixar meu carro na oficina com um veredicto positivo de que não havia batido motor. Agora meu carro está lá no elevador, desmontando o carter, e eu aqui, achando que a felicidade estaria em dirigir um Fiat Strada Aventure por aí."
Por que em 5 minutos mudou sua concepção de felicidade? Alto lá!!! Não mudou nada!!! Vamos racionalizar essa parada. Você estuda muita Filosofia, Sociologia e Psicologia para se deixar levar por esses impulsos desregrados do Id! Volta pra casa, conversa sobre o carro, sonha com ele, mas sabe que não é esse carro que vai lhe deixar mais ou menos feliz. Sabe que seria uma alegria momentânea, e que pagar R$ 25000,00 na atual situação para isso seria uma insanidade!
Volta na oficina no dia seguinte para buscar seu Corsinha velho, e o Fiat Strada Adventure está lá: olhando para você e dizendo "vem aqui, senta em mim, faz um test-drive". Mas você que não é boba nem nada, não dá ouvidos a ele, assim como não dá ouvidos a todas as cantadas que ouve por aí. Vai lá pro seu Corsinha, liga o bichano, o motor está redondinho, "parece uma Ferrari"! Faz o cheque, paga o mecânico, agradece, entra no "bichano" e percebe que ele tá sujinho, tadinho. Leva no lava a jato pra dar um trato no bicho! No caminho, beija o volante, conversa com o carro, quem vê, pensa que é uma maluca. Mas sua felicidade estava ali mesmo, a pouco menos de R$ 500,00 de distância.
Para no posto, checa o óleo, resolve seguir viagem. Resumo: não era pane elétrica: houve entupimento no sistema hidráulico e você dirige mais de 40 km numa serra com o carro literalmente sem óleo. Chega em casa e quando comenta o fato com o mecânico, o veredicto: deve ter batido motor. R$ 2500,00 para consertar.
Você, literalmente em choque, deixa o carro parado mais de um mês na garagem, pensando o que vai fazer. Somando o valor do conserto ao valor do IPVA atrasado, é quase o valor do próprio carro. Você avalia se vale a pena, mas pensa o que vai fazer com aquela sucata parada na garagem. Isso! Sucata!!! Quem sabe vender as peças???
Depois de um mês pegando ônibus pra cima e pra baixo, passando mal de andar no sol para buscar sua filha na escola, você decide: essa vida não é pra mim! Chama o mecânico e seja o que Deus quiser! A maré de boa sorte começa a soprar pro seu lado quando ele escuta o motor e diz: "Não bateu motor não. Mas não podemos arriscar a dirigi-lo nem mais 50 m assim. Se a luz do óleo apagar a gente leva pra oficina." Você nem acredita!
A luz do óleo apaga! O mecânico dirige até a oficina e o carro fica lá 24h consertando. Prejuízo: menos de R$ 500,00!!! Ou seja, lucro de R$2000,oo!!! Você agradece seu anjo da guarda (o cara!!!) que te fez esse milagre, pois dirigir a Grajaú-Jacarepaguá, ida e volta sem óleo no motor e sair ilesa não é pra qualquer mortal.
Mas...
Todos nos temos um anjinho numa orelha e um diabinho na outra. E ao sair da oficina, que funciona numa concessionária de compra e venda de automóveis, o diabinho te mostra: "Olha aquele Fiat Strada Adventure ali. Azul marinho, depois do vermelho, sua cor preferida de carro! Volante esportivo, rack, rodas de magnésio, cabine estendida, dá até pra levar a Carol no banco de trás!"
Você para para olhar o carro. Carol não gosta! Diz: "Não tem lugar pra mim aí!" Você a tenta convencer: "Tem sim, olha esse banquinho atrás. E já-já você faz dez anos e vai poder andar na frente!" Golpe baixo esse!!!
Você pergunta para o vendedor quanto custa. Ele diz R$ 25000,00. Você lembra do FGTS aplicado, faz as contas se desse o seu de entrada, fica tentada!!! Mas volta pra casa pois não está podendo dar ouvidos ao diabinho do consumo!
Fica pensando. "Maldita sociedade capitalista consumista!!! Há 5 minutos atrás eu estava feliz por deixar meu carro na oficina com um veredicto positivo de que não havia batido motor. Agora meu carro está lá no elevador, desmontando o carter, e eu aqui, achando que a felicidade estaria em dirigir um Fiat Strada Aventure por aí."
Por que em 5 minutos mudou sua concepção de felicidade? Alto lá!!! Não mudou nada!!! Vamos racionalizar essa parada. Você estuda muita Filosofia, Sociologia e Psicologia para se deixar levar por esses impulsos desregrados do Id! Volta pra casa, conversa sobre o carro, sonha com ele, mas sabe que não é esse carro que vai lhe deixar mais ou menos feliz. Sabe que seria uma alegria momentânea, e que pagar R$ 25000,00 na atual situação para isso seria uma insanidade!
Volta na oficina no dia seguinte para buscar seu Corsinha velho, e o Fiat Strada Adventure está lá: olhando para você e dizendo "vem aqui, senta em mim, faz um test-drive". Mas você que não é boba nem nada, não dá ouvidos a ele, assim como não dá ouvidos a todas as cantadas que ouve por aí. Vai lá pro seu Corsinha, liga o bichano, o motor está redondinho, "parece uma Ferrari"! Faz o cheque, paga o mecânico, agradece, entra no "bichano" e percebe que ele tá sujinho, tadinho. Leva no lava a jato pra dar um trato no bicho! No caminho, beija o volante, conversa com o carro, quem vê, pensa que é uma maluca. Mas sua felicidade estava ali mesmo, a pouco menos de R$ 500,00 de distância.
sábado, 15 de dezembro de 2007
Under TPM waiver to do silly things - justificando o final
Eu valorizo meus leitores, principalmente os assíduos e que comentam como Amílcar. Esses, além de convite VIP para a tarde de autógrafos do lançamento do meu livro (que lhes dará direito a entrada antecipada e não ter que ficar na fila para autógrafos) também têm seus comentários respondidos no blog.
Amílcar, ela não foi justamente pelo que você disse: "quem sabe exorcizava de vez esse fantasma!" Pensa bem! Ela não quer exorcizar esse fantasma! Prefere a ilusão de uma coisa que não aconteceu, mas que pode vir a acontecer, do que a certeza de que não acontecerá. Quem nunca viveu um amor platônico assim que atire a primeira pedra.
Então é isso. No fundo ela volta pra casa, pois embarcar no avião significaria enfrentar uma realidade que ela já sabe, mas que não aceita. Passar por carente, apaixonada, não-correspondida, imatura, adolescente mal-resolvida, o que quer que ela tenha medo de ser classificada. Então ela prefere voltar pra casa e sonhar com o que poderia ter sido.
O final alternativo, poderia ter sido totalmente fictício, afinal de contas, é o blog dela e ela aqui teria o direito de escrever e re-escrever seus finais felizes quantas vezes ela quisesse. Mas um certo lado racional e um super ego que interferem na hora que ela digita, não permitiram que o final fosse de love-stories.
No fundo ela acredita que um dia poderá escrever o final feliz verdadeiro, e ponto final. Neste dia, quem sabe acabe a inspiração e ela deixe de escrever? Ou passe a escrever só pra ele. Apenas cartõezinhos de dia dos namorados, de aniversário de namoro, de bom dia, etc.
Amílcar, ela não foi justamente pelo que você disse: "quem sabe exorcizava de vez esse fantasma!" Pensa bem! Ela não quer exorcizar esse fantasma! Prefere a ilusão de uma coisa que não aconteceu, mas que pode vir a acontecer, do que a certeza de que não acontecerá. Quem nunca viveu um amor platônico assim que atire a primeira pedra.
Então é isso. No fundo ela volta pra casa, pois embarcar no avião significaria enfrentar uma realidade que ela já sabe, mas que não aceita. Passar por carente, apaixonada, não-correspondida, imatura, adolescente mal-resolvida, o que quer que ela tenha medo de ser classificada. Então ela prefere voltar pra casa e sonhar com o que poderia ter sido.
O final alternativo, poderia ter sido totalmente fictício, afinal de contas, é o blog dela e ela aqui teria o direito de escrever e re-escrever seus finais felizes quantas vezes ela quisesse. Mas um certo lado racional e um super ego que interferem na hora que ela digita, não permitiram que o final fosse de love-stories.
No fundo ela acredita que um dia poderá escrever o final feliz verdadeiro, e ponto final. Neste dia, quem sabe acabe a inspiração e ela deixe de escrever? Ou passe a escrever só pra ele. Apenas cartõezinhos de dia dos namorados, de aniversário de namoro, de bom dia, etc.
me redimindo com Chico
O título deve assustar aos que me conhecem, afinal, eu já declarei publicamente que não gostava de Chico. Mas a gente muda, a vida é dinâmica, ninguém é unanimidade e pra tudo existe uma justificativa (e as exceções).
Eu não gostava de Chico pois a música que me apresentaram dele, lá na minha infância nos anos da ditadura, foi "A Banda", numa aula de Português. Mas, no colégio hipócrita que eu estudei, ninguém questionava o governo dos militares (nem mesmo professores, seres "acima do bem e do mal" em sua maioria das vezes e que no futuro eu viria a admirar). E aqueles professores não me explicaram a música em seu contexto. Então para mim, " estava à toa na vida, o meu amor me chamou... " parecia uma letra bem sem graça de um cara bem sem voz (porque isso não há que se questionar - se bem que Tom Jobim também não tem voz e eu amo!)
O tempo passou e eu fiquei com aquela má impressão na cabeça. E como também não sou muito ligada à música, muitas das letras que são de Chico eu nem fico sabendo. Mas aí eu vejo uma letra no perfil de uma amiga e (não sabia que era do Chico pra variar) acho linda!!!! Fico com ela na cabeça a noite inteira, interpretando cada verso. No fim do post falo da letra e da minha interpretação. E por isso revejo meus conceitos sobre Chico!
Minha posição atual é:
*Chico é um compositor maravilhoso! Assim como Vinícius e Cazuza. Algumas de suas letras são realmente lindas.
*Mas ele não tem voz! Não tem voz e não tem presença de palco. Ou seja, é um artista incompleto, mas isso não tira o mérito das suas letras.
*Nem é (pro meu gosto) esse "cara" pelo qual a mulherada se derrete. Já não achava isso antes, depois que rolaram os boatos que ele batia na Marieta Severo então... Mas isso é da vida pessoal dele e estou falando do artista.
*Músicas do Chico, são pra se ouvir em casa, ou no carro, de preferência no trânsito. E algumas delas (tem músicas que eu continuo não gostando, deixe-se claro!) nem isso!!! Aquelas com aliterações irritantes ( qual é aquela que rima o tempo todo com panela???), essas, por favor não!!! E nada de Chico para a night como uns malucos na Lapa inventam. Pelo amor de Deus!!! Para dançar: dance, eletronic, house, hip hop, R&B, funk!!! Nada de "todo dia ela faz tudo sempre igual..." Sambinha estou fora!!!
Bem, finalmente, a letra que me fez refletir sobre tudo isso. E a minha interpretação dela em itálico, afinal, isso aqui é meu blog, espaço onde eu falo o que bem entendo :P
Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
(Amei isso! porque quem ama tem essa sensação de que será eterno, além da vida, metafísico, etc! Ou seja, justifica-se achando que se não for pra já, será para um futuro ainda que muito distante, ainda que não para si mesmo, o amor se supera, extrapola as fronteiras desse corpo, dessa vida, dessas personagens atuais.)
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
(Sorte do Chico que o objeto de seu amor é carioca pelo visto. Então, bastariam suas lágrimas para afundar o Rio -viajei muito em achar que a cidade estaria submersa em lágrimas? - risco que se corre qdo se escreve poesia. No meu caso, eu teria que começar a chorar e chorar muito mais - e isso não vou fazer - para poder afundar Rio e adjacências! )
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
(Amei igualmente a alegoria dos mergulhadores do futuro vindo vasculhar uma cidade submersa - em lágrimas! :P - e encontrando restos de um amor não vivido ... e tentando em vão dar a sua interpretação para aqueles vestígios - como eu agora para esta letra!)
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você
(E no final, se o objeto do amor não correspondido não se deixa amar pelo Chico, outros amantes, inspirados naquela história, um dia, no futuro, se amarão sem saber que a "inspiração" veio de um amor de milênios atrás. Eu vou mais longe e penso que esses amantes poderão ser eles mesmos, em vidas futuras. E talvez seja isso que nos consola nos amores mal resolvidos: acreditar em vidas eternas, re-encarnações, almas gêmeas! Valeu Chico! Alguém um dia também vai achar restos, fragmentos do meu amor por um certo amore e "quiçá, um dia se amarão sem saber..." )
Chico Buarque (o cara) - e a interpretação viajada de Angel (em êxtase!)
É Alê! Viu que mantive "o cara!" entre parêntesis como você o classificou porque essa letra realmente é linda!!! Roubei até um pedacinho pro meu perfil no orkut. E fiquei aqui, pensando, que inspiração foi essa que levou esse cara a escrever essa letra lindaaaaaaaaa!!! Valeu, Alê!!!
Eu não gostava de Chico pois a música que me apresentaram dele, lá na minha infância nos anos da ditadura, foi "A Banda", numa aula de Português. Mas, no colégio hipócrita que eu estudei, ninguém questionava o governo dos militares (nem mesmo professores, seres "acima do bem e do mal" em sua maioria das vezes e que no futuro eu viria a admirar). E aqueles professores não me explicaram a música em seu contexto. Então para mim, " estava à toa na vida, o meu amor me chamou... " parecia uma letra bem sem graça de um cara bem sem voz (porque isso não há que se questionar - se bem que Tom Jobim também não tem voz e eu amo!)
O tempo passou e eu fiquei com aquela má impressão na cabeça. E como também não sou muito ligada à música, muitas das letras que são de Chico eu nem fico sabendo. Mas aí eu vejo uma letra no perfil de uma amiga e (não sabia que era do Chico pra variar) acho linda!!!! Fico com ela na cabeça a noite inteira, interpretando cada verso. No fim do post falo da letra e da minha interpretação. E por isso revejo meus conceitos sobre Chico!
Minha posição atual é:
*Chico é um compositor maravilhoso! Assim como Vinícius e Cazuza. Algumas de suas letras são realmente lindas.
*Mas ele não tem voz! Não tem voz e não tem presença de palco. Ou seja, é um artista incompleto, mas isso não tira o mérito das suas letras.
*Nem é (pro meu gosto) esse "cara" pelo qual a mulherada se derrete. Já não achava isso antes, depois que rolaram os boatos que ele batia na Marieta Severo então... Mas isso é da vida pessoal dele e estou falando do artista.
*Músicas do Chico, são pra se ouvir em casa, ou no carro, de preferência no trânsito. E algumas delas (tem músicas que eu continuo não gostando, deixe-se claro!) nem isso!!! Aquelas com aliterações irritantes ( qual é aquela que rima o tempo todo com panela???), essas, por favor não!!! E nada de Chico para a night como uns malucos na Lapa inventam. Pelo amor de Deus!!! Para dançar: dance, eletronic, house, hip hop, R&B, funk!!! Nada de "todo dia ela faz tudo sempre igual..." Sambinha estou fora!!!
Bem, finalmente, a letra que me fez refletir sobre tudo isso. E a minha interpretação dela em itálico, afinal, isso aqui é meu blog, espaço onde eu falo o que bem entendo :P
Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
(Amei isso! porque quem ama tem essa sensação de que será eterno, além da vida, metafísico, etc! Ou seja, justifica-se achando que se não for pra já, será para um futuro ainda que muito distante, ainda que não para si mesmo, o amor se supera, extrapola as fronteiras desse corpo, dessa vida, dessas personagens atuais.)
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
(Sorte do Chico que o objeto de seu amor é carioca pelo visto. Então, bastariam suas lágrimas para afundar o Rio -viajei muito em achar que a cidade estaria submersa em lágrimas? - risco que se corre qdo se escreve poesia. No meu caso, eu teria que começar a chorar e chorar muito mais - e isso não vou fazer - para poder afundar Rio e adjacências! )
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
(Amei igualmente a alegoria dos mergulhadores do futuro vindo vasculhar uma cidade submersa - em lágrimas! :P - e encontrando restos de um amor não vivido ... e tentando em vão dar a sua interpretação para aqueles vestígios - como eu agora para esta letra!)
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você
(E no final, se o objeto do amor não correspondido não se deixa amar pelo Chico, outros amantes, inspirados naquela história, um dia, no futuro, se amarão sem saber que a "inspiração" veio de um amor de milênios atrás. Eu vou mais longe e penso que esses amantes poderão ser eles mesmos, em vidas futuras. E talvez seja isso que nos consola nos amores mal resolvidos: acreditar em vidas eternas, re-encarnações, almas gêmeas! Valeu Chico! Alguém um dia também vai achar restos, fragmentos do meu amor por um certo amore e "quiçá, um dia se amarão sem saber..." )
Chico Buarque (o cara) - e a interpretação viajada de Angel (em êxtase!)
É Alê! Viu que mantive "o cara!" entre parêntesis como você o classificou porque essa letra realmente é linda!!! Roubei até um pedacinho pro meu perfil no orkut. E fiquei aqui, pensando, que inspiração foi essa que levou esse cara a escrever essa letra lindaaaaaaaaa!!! Valeu, Alê!!!
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Os tais pedidos de Ano Novo
Eu mesma já falei por aqui que há que ter cuidado com essa lista. Alguém, muito sábio, já disse uma vez "cuidado com o que você pede, pois você pode conseguir".
Bem, comigo é assim. Graças a Deus! E sei que é por mérito: consigo tudo que eu quero pois tenho crédito com o Cosmos. Não peço qualquer coisa, agradeço mais do que peço, peço mais para os outros do que pra mim. E essas coisas contam!
Mas fato é que eu não olhei minha lista do ano passado não, mas certamente devo ter pedido para beijar muito na boca e pra transar muito. Não posso reclamar da sorte e da variedade de 2007. Queria um fuck-friend e um Deus Grego se materializou na minha piscina logo em janeiro. Queria um amor, e ele veio. Veio intenso, verdadeiro, amor pra toda vida. Só esqueci de pedir que fosse retribuído da mesma forma. É o que se fala: seja específico! Os anjos não lêem seus pensamentos!
Da série do que esqueci de pedir, devem estar: continuar feliz no meu trabalho, não sofrer rede de intrigas especialmente no meu aniversário, afastar a inveja e o olho-grande. Quando as coisas vão bem a gente esquece de pedir por elas. E aí dá nisso. Esse ano não vou esquecer. Afastar a inveja e o olho-grande da minha vida serão pedidos constantes assim como saúde e proteção divina!
Mas 2007 foi um ano intenso. Não dá pra definir com uma palavra se foi bom ou foi ruim, pois estive no Céu e no Inferno. Várias vezes! Foi uma montanha russa emocional, mas no final, o saldo foi positivo. Altos e baixos fazem parte da vida. Mares turbulentos trazem das melhores ondas. E no final das contas, o que importa é o saldo.
Depois vou dar uma olhada na listinha, just in case, mas tenho certeza que meus pedidos foram todos atendidos. O que não veio, foi por esquecimento meu.
Bem, comigo é assim. Graças a Deus! E sei que é por mérito: consigo tudo que eu quero pois tenho crédito com o Cosmos. Não peço qualquer coisa, agradeço mais do que peço, peço mais para os outros do que pra mim. E essas coisas contam!
Mas fato é que eu não olhei minha lista do ano passado não, mas certamente devo ter pedido para beijar muito na boca e pra transar muito. Não posso reclamar da sorte e da variedade de 2007. Queria um fuck-friend e um Deus Grego se materializou na minha piscina logo em janeiro. Queria um amor, e ele veio. Veio intenso, verdadeiro, amor pra toda vida. Só esqueci de pedir que fosse retribuído da mesma forma. É o que se fala: seja específico! Os anjos não lêem seus pensamentos!
Da série do que esqueci de pedir, devem estar: continuar feliz no meu trabalho, não sofrer rede de intrigas especialmente no meu aniversário, afastar a inveja e o olho-grande. Quando as coisas vão bem a gente esquece de pedir por elas. E aí dá nisso. Esse ano não vou esquecer. Afastar a inveja e o olho-grande da minha vida serão pedidos constantes assim como saúde e proteção divina!
Mas 2007 foi um ano intenso. Não dá pra definir com uma palavra se foi bom ou foi ruim, pois estive no Céu e no Inferno. Várias vezes! Foi uma montanha russa emocional, mas no final, o saldo foi positivo. Altos e baixos fazem parte da vida. Mares turbulentos trazem das melhores ondas. E no final das contas, o que importa é o saldo.
Depois vou dar uma olhada na listinha, just in case, mas tenho certeza que meus pedidos foram todos atendidos. O que não veio, foi por esquecimento meu.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Under TPM waiver to do silly things - post final
Chegou por aqui agora e não leu os posts anteriores? Não vai entender nada. Leia primeiro:
post 1
post 2
post 3
Pronto! Agora pode ler esse aqui. Post Final! E se não gostar, me avisa no comments. Tenho um final alternativo ;)
Resolveu desistir! Não era uma pessoa de fazer isso, preferia se arrepender do que fez do que do que não fez. Mas de repente, achou que não valia a pena. Era bobagem insistir em coisas fora do timing e já tinha aprendido isso.
Correu no balcão da companhia aérea e disse que não poderia mais embarcar e perguntou como proceder. A funcionária pediu para ver seu bilhete, se tinha restrições de tarifa ou se tinha bagagem embarcada. Explicou como proceder para que a TAM cancelasse a viagem mas o bilhete ficasse válido por um ano.
Demorou mais ou menos uma hora fazendo tudo isso. Ao final olhou para o painel de partidas e viu que o vôo tinha desaparecido. Imaginou que o avião estaria taxeando lá no seu destino a essa hora. Não havia chegado a mandar o torpedo. Deixou o livro esquecido sobre um banco no aeroporto (quem sabe poderia servir para alguém) e foi pegar um taxi:
_ Tijuca por favor.
E depois explicou o endereço. No caminho, veio pensando em tudo isso. O que a teria levado a tamanho ato impulsivo nos dois momentos? Foi olhando a paisagem e por mais que não tivesse viajado, parecia que sim, que voltava para casa... Pensou em chegar em casa e ligar pra ele. Contar da maluquice daquela manhã. Mas achou que seria abrir demais a guarda. Já tinha visto que essa idéia de sinceridade eterna não funcionava. Não falou nada sobre o assunto, nem com ele, nem com ninguém.
Voltou pra casa e para a rotina. Passou na escola, buscou sua filha, sentou com ela, lanchou, a colocou para fazer o trabalho de casa... e à noite, quando se encontraram no msn, conversaram sobre um monte de coisas, menos sobre a tal viagem que ela havia proposto. Muito menos sobre a que ela quase tinha feito. Só ela sabia do crédito que tinha com a TAM para utilizar até dezembro de 2008.
post 1
post 2
post 3
Pronto! Agora pode ler esse aqui. Post Final! E se não gostar, me avisa no comments. Tenho um final alternativo ;)
Resolveu desistir! Não era uma pessoa de fazer isso, preferia se arrepender do que fez do que do que não fez. Mas de repente, achou que não valia a pena. Era bobagem insistir em coisas fora do timing e já tinha aprendido isso.
Correu no balcão da companhia aérea e disse que não poderia mais embarcar e perguntou como proceder. A funcionária pediu para ver seu bilhete, se tinha restrições de tarifa ou se tinha bagagem embarcada. Explicou como proceder para que a TAM cancelasse a viagem mas o bilhete ficasse válido por um ano.
Demorou mais ou menos uma hora fazendo tudo isso. Ao final olhou para o painel de partidas e viu que o vôo tinha desaparecido. Imaginou que o avião estaria taxeando lá no seu destino a essa hora. Não havia chegado a mandar o torpedo. Deixou o livro esquecido sobre um banco no aeroporto (quem sabe poderia servir para alguém) e foi pegar um taxi:
_ Tijuca por favor.
E depois explicou o endereço. No caminho, veio pensando em tudo isso. O que a teria levado a tamanho ato impulsivo nos dois momentos? Foi olhando a paisagem e por mais que não tivesse viajado, parecia que sim, que voltava para casa... Pensou em chegar em casa e ligar pra ele. Contar da maluquice daquela manhã. Mas achou que seria abrir demais a guarda. Já tinha visto que essa idéia de sinceridade eterna não funcionava. Não falou nada sobre o assunto, nem com ele, nem com ninguém.
Voltou pra casa e para a rotina. Passou na escola, buscou sua filha, sentou com ela, lanchou, a colocou para fazer o trabalho de casa... e à noite, quando se encontraram no msn, conversaram sobre um monte de coisas, menos sobre a tal viagem que ela havia proposto. Muito menos sobre a que ela quase tinha feito. Só ela sabia do crédito que tinha com a TAM para utilizar até dezembro de 2008.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
o porquê dos asteriscos
A-ha! Amílcar me explicou que fazer top 50 é fácil... então minha lista top 5 não estaria valendo porque tinha 10 itens!!! Então tá!!! Agora que entendi a parada priorizei rapidinho os Top Five and only five que fizeram toda a diferença.
Agora a justificativa de porque estes e apenas estes levaram o tão importante asterisco. Todos, além de terem sido "momentos mágicos" foram também divisores de água, turning points na minha vida.
Aeroporto do Galeão - aquele momento mudou toda a minha vida atual. De uma forma que apenas eu sei. Talvez ninguém mais entenda. Eu sei que não sou mais a mesma Angela depois de 16 de março de 2007. Eu retomei a minha essência nesta data.
Um abraço - quando um filho te abraça assim, demonstra o quanto você é importante, não tem nada no mundo que pague. Maternidade é um divisor de águas, mas não curto muito bebezinhos, portanto quando a Carol começou a verbalizar sentimentos desta maneira, a ponto de demonstrar tão intensamente a saudade que ela sentiu, o quanto eu era importante para ela e amada de volta, foi o momento que endossou que minha opção por ser mãe estava correta.
Uma transa inesquecível - esse foi um momento mágico com o cara que escolhi para ser o pai da minha filha, com minha primeira alma gêmea. Significa uma conquista que demorou 10 anos para se realizar. Poderia ter sido o casamento, poderia ter sido o dia em que fui para São Paulo e sabia que ali eu tinha ganho o Fernando, mas foi nessa transa aí na Floresta da Tijuca.
Meu primeiro carro - porque carro simboliza uma série de coisas: liberdade, autonomia, independência, etc. Pra mim significa mais ainda: tantas coisas que não consigo sequer expressá-las. Sinto um prazer indescriível em dirigir! E comprar meu primeiro carro com meu próprio dinheiro aos 22 anos teve um significado muito grande.
Meu primeiro beijo - pois determinou todo meu "futebol" daí pra frente. Até você beijar pela primeira vez, você é uma pessoa insegura, travada. Depois que você descobre que beijar não é um bicho de sete cabeças, e melhor, que você tem "a pegada", tudo muda! O primeiro beijo pra mim foi como um interruptor que uma vez ligado, já era!
Então é isso. Hoje os Top 5 seriam estes. Mas isso muda, pois a vida da gente não é estática. E a minha é mais dinâmica ainda!!!
Agora a justificativa de porque estes e apenas estes levaram o tão importante asterisco. Todos, além de terem sido "momentos mágicos" foram também divisores de água, turning points na minha vida.
Aeroporto do Galeão - aquele momento mudou toda a minha vida atual. De uma forma que apenas eu sei. Talvez ninguém mais entenda. Eu sei que não sou mais a mesma Angela depois de 16 de março de 2007. Eu retomei a minha essência nesta data.
Um abraço - quando um filho te abraça assim, demonstra o quanto você é importante, não tem nada no mundo que pague. Maternidade é um divisor de águas, mas não curto muito bebezinhos, portanto quando a Carol começou a verbalizar sentimentos desta maneira, a ponto de demonstrar tão intensamente a saudade que ela sentiu, o quanto eu era importante para ela e amada de volta, foi o momento que endossou que minha opção por ser mãe estava correta.
Uma transa inesquecível - esse foi um momento mágico com o cara que escolhi para ser o pai da minha filha, com minha primeira alma gêmea. Significa uma conquista que demorou 10 anos para se realizar. Poderia ter sido o casamento, poderia ter sido o dia em que fui para São Paulo e sabia que ali eu tinha ganho o Fernando, mas foi nessa transa aí na Floresta da Tijuca.
Meu primeiro carro - porque carro simboliza uma série de coisas: liberdade, autonomia, independência, etc. Pra mim significa mais ainda: tantas coisas que não consigo sequer expressá-las. Sinto um prazer indescriível em dirigir! E comprar meu primeiro carro com meu próprio dinheiro aos 22 anos teve um significado muito grande.
Meu primeiro beijo - pois determinou todo meu "futebol" daí pra frente. Até você beijar pela primeira vez, você é uma pessoa insegura, travada. Depois que você descobre que beijar não é um bicho de sete cabeças, e melhor, que você tem "a pegada", tudo muda! O primeiro beijo pra mim foi como um interruptor que uma vez ligado, já era!
Então é isso. Hoje os Top 5 seriam estes. Mas isso muda, pois a vida da gente não é estática. E a minha é mais dinâmica ainda!!!
top 5 moments
Pra mim é simples. "A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego!"
Meus top 5 moments são todos emocionais. Todos momentos importantes da minha, se eu tivesse que enumerar os top five, seriam desses: momentos mágicos. Esses momentos da minha vida poderiam ser propaganda de mastercard. No verdadeiro estilo "momento mágico" ou "não tem preço".
E acho fácil encontrar esses momentos. Basta pensar naqueles que passariam no meu filminho. Aquele filminho que dizem que passa antes da gente morrer.
Então vamos lá:
*Aeroporto do Galeão: desembarque internacional, momento mágico em câmera lenta, que eu já descrevi mil vezes nesse site. Hipnotizada! Meu olhar dentro do olhar do meu amor e vice versa. Vontade de agarrar e dar um beijo daqueles de cinema, mas não podia. Energia contida dentro de mim transbordando pelos poros. Nossas almas se agarraram naquele momento, tenho certeza! Só nossos corpos foram privados desse prazer.
Chegada em Búzios: primeira vez que eu pisei em Búzios. Momento tão mágico que eu fotografei. Conexão imediata com aquela cidade e a certeza de que a amaria para sempre.
Primeira viagem internacional: Chegada em Miami para imigração. Chegada em Paris, chegada em Nova Iorque, chegada em Oahu! E por aí vai....
Um chute: senti Caroline mexer pela primeira vez na minha barriga no aeroporto de Gatewick, Londres, numa conexão voltando de uma viagem à Suíça, França e País de Gales.
*Um abraço: Chegando de viagem longa a trabalho e Carol com uns 3 aninhos morrendo de saudade, eufórica, não conseguia se conter, me abraçava apertado e gritava "mamãe! mamãe! mamãe!"
Um beijo: Também chegando de uma longa viagem a trabalho, entro no elevador com meu ex-marido (na época era marido ou namorado, não me lembro) e começo a contar da viagem, ele me interrompe no meio da minha fala (eu falo demais) e me dá um dos melhores beijos que já me deu até hoje.
Um chá: Uma criatura resistindo a mim como o diabo foge da cruz. E eu, insandecida de tesão e loucamente apaixonada. Mas um cara determinado, que consegue racionalizar os momentos mais emocionais possíveis. Depois de uma jogada de sedução de mestre, ele não resiste à minha provocação, me beija intensamente e se rende! O melhor chá (e o último) que eu tomei com ele.
*Uma transa inesquecível: floresta da Tijuca, voltando da praia, ao som de Money de Pink Floyd no CD player do carro, numa trilhazinha escondida, umas 4 da tarde, sentada no capô de uma Parati.
*Meu primeiro carro: alegria ao comprar e alegria ao vender pois estava partido ao meio e soldado. hahahahahaaha. Sim! Perdi U$ 500 em 5 dias mas foi meu primeiro carro e eu nunca nem pude dirigi-lo. Mas não esqueço: um Gol 83 azul marinho com o assoalho todo enferrujado!
*Meu primeiro beijo: o namorado de uma vizinha. O cara era gringo, não sei a nacionalidade. América do Sul. Meu primeiro gol foi no futebol internacional: Libertadores da América. Um beijo roubado no elevador do prédio. E foi bom! Mas de lá pra cá, não jogo mais no futebol internacional. Prefiro os campeonatos nacionais, especialmente os regionais :P Campeonato carioca para mim é o que há, mas daria tudo para pendurar as chuteiras num certo campeonato vizinho...
Viu só? passei de 5 fácil. E se deixasse escrevia muito mais. Ainda bem! Prova viva de que sou Carpe Diem e que vivo a vida intensamente. O conselho que eu dou para quem não conseguir fazer uma lista dessas. Reveja a vida que está levando urgentemente. E lembre-se da frasezinha cliché lá do início do post!
Meus top 5 moments são todos emocionais. Todos momentos importantes da minha, se eu tivesse que enumerar os top five, seriam desses: momentos mágicos. Esses momentos da minha vida poderiam ser propaganda de mastercard. No verdadeiro estilo "momento mágico" ou "não tem preço".
E acho fácil encontrar esses momentos. Basta pensar naqueles que passariam no meu filminho. Aquele filminho que dizem que passa antes da gente morrer.
Então vamos lá:
*Aeroporto do Galeão: desembarque internacional, momento mágico em câmera lenta, que eu já descrevi mil vezes nesse site. Hipnotizada! Meu olhar dentro do olhar do meu amor e vice versa. Vontade de agarrar e dar um beijo daqueles de cinema, mas não podia. Energia contida dentro de mim transbordando pelos poros. Nossas almas se agarraram naquele momento, tenho certeza! Só nossos corpos foram privados desse prazer.
Chegada em Búzios: primeira vez que eu pisei em Búzios. Momento tão mágico que eu fotografei. Conexão imediata com aquela cidade e a certeza de que a amaria para sempre.
Primeira viagem internacional: Chegada em Miami para imigração. Chegada em Paris, chegada em Nova Iorque, chegada em Oahu! E por aí vai....
Um chute: senti Caroline mexer pela primeira vez na minha barriga no aeroporto de Gatewick, Londres, numa conexão voltando de uma viagem à Suíça, França e País de Gales.
*Um abraço: Chegando de viagem longa a trabalho e Carol com uns 3 aninhos morrendo de saudade, eufórica, não conseguia se conter, me abraçava apertado e gritava "mamãe! mamãe! mamãe!"
Um beijo: Também chegando de uma longa viagem a trabalho, entro no elevador com meu ex-marido (na época era marido ou namorado, não me lembro) e começo a contar da viagem, ele me interrompe no meio da minha fala (eu falo demais) e me dá um dos melhores beijos que já me deu até hoje.
Um chá: Uma criatura resistindo a mim como o diabo foge da cruz. E eu, insandecida de tesão e loucamente apaixonada. Mas um cara determinado, que consegue racionalizar os momentos mais emocionais possíveis. Depois de uma jogada de sedução de mestre, ele não resiste à minha provocação, me beija intensamente e se rende! O melhor chá (e o último) que eu tomei com ele.
*Uma transa inesquecível: floresta da Tijuca, voltando da praia, ao som de Money de Pink Floyd no CD player do carro, numa trilhazinha escondida, umas 4 da tarde, sentada no capô de uma Parati.
*Meu primeiro carro: alegria ao comprar e alegria ao vender pois estava partido ao meio e soldado. hahahahahaaha. Sim! Perdi U$ 500 em 5 dias mas foi meu primeiro carro e eu nunca nem pude dirigi-lo. Mas não esqueço: um Gol 83 azul marinho com o assoalho todo enferrujado!
*Meu primeiro beijo: o namorado de uma vizinha. O cara era gringo, não sei a nacionalidade. América do Sul. Meu primeiro gol foi no futebol internacional: Libertadores da América. Um beijo roubado no elevador do prédio. E foi bom! Mas de lá pra cá, não jogo mais no futebol internacional. Prefiro os campeonatos nacionais, especialmente os regionais :P Campeonato carioca para mim é o que há, mas daria tudo para pendurar as chuteiras num certo campeonato vizinho...
Viu só? passei de 5 fácil. E se deixasse escrevia muito mais. Ainda bem! Prova viva de que sou Carpe Diem e que vivo a vida intensamente. O conselho que eu dou para quem não conseguir fazer uma lista dessas. Reveja a vida que está levando urgentemente. E lembre-se da frasezinha cliché lá do início do post!
domingo, 9 de dezembro de 2007
voluntária do AFS???
Intervalo na série Under TPM waiver to do silly things para contar das silly things of this week-end.
Acabei de chegar em casa e o fds foi digamos, atípico. Sair do AFS e continuar no AFS é estranho. Lembrei da minha filha perguntando quando eu disse que iria para uma reunião do AFS em Campos: "Reunião do AFS? Mas você não saiu do AFS mamãe?" E do meu pai : "Angela, olha lá o que você está fazendo..."
Meu pai sempre foi a voz da razão. E eu sempre segui a voz do coração. Por isso a gente se complementa. Mas sempre fomos opostos.
Mas o fds foi maneiro para re-encontrar velhos amigos, para poder estar no AFS em outro papel, para poder "mostrar meu futebol", como diria Bigode... mas essas são as motivações do coração.
Do lado da razão tenho uma ata para digitar, uma candidatura para pensar... e pra completar ainda fui entrar nessa fase Nietzscheana e vim lendo Ecce Homo no caminho! Por um lado me identifico com Nietzsche por sua filosofia viva intensamente sem culpa. Por outro discordo pois ando numa fase tão metafísica... Enfim... Papo para outro post.
Ainda estou processando o fds. "Estou pensando", como diria meu amigo Victor! Aliás, um sumido do mundo cibernético e "celulático". Então enquanto processo não dá pra sair muita coisa escrita aqui não.
Só posso dizer que "a cada 5 voluntários, apenas 1..."
Acabei de chegar em casa e o fds foi digamos, atípico. Sair do AFS e continuar no AFS é estranho. Lembrei da minha filha perguntando quando eu disse que iria para uma reunião do AFS em Campos: "Reunião do AFS? Mas você não saiu do AFS mamãe?" E do meu pai : "Angela, olha lá o que você está fazendo..."
Meu pai sempre foi a voz da razão. E eu sempre segui a voz do coração. Por isso a gente se complementa. Mas sempre fomos opostos.
Mas o fds foi maneiro para re-encontrar velhos amigos, para poder estar no AFS em outro papel, para poder "mostrar meu futebol", como diria Bigode... mas essas são as motivações do coração.
Do lado da razão tenho uma ata para digitar, uma candidatura para pensar... e pra completar ainda fui entrar nessa fase Nietzscheana e vim lendo Ecce Homo no caminho! Por um lado me identifico com Nietzsche por sua filosofia viva intensamente sem culpa. Por outro discordo pois ando numa fase tão metafísica... Enfim... Papo para outro post.
Ainda estou processando o fds. "Estou pensando", como diria meu amigo Victor! Aliás, um sumido do mundo cibernético e "celulático". Então enquanto processo não dá pra sair muita coisa escrita aqui não.
Só posso dizer que "a cada 5 voluntários, apenas 1..."
sábado, 8 de dezembro de 2007
Under TPM waiver to do silly things - 3
Foi na sinopse que leu o parágrafo a seguir: "E, acima de tudo, se o cara com quem está saindo não parece estar completamente a fim de você, ou se você sente necessidade de começar a analisá-lo, por favor, lembre-se da idéia gloriosa de que ele simplesmente não está a fim. Enfim, libere-se e trate de encontrar um que esteja".
Imediatamente se identificou com o trecho "se você sente necessidade de começar a analisá-lo". Desistiu de Nietzsche e foi de "Greg e Liz" mesmo. Os autores eram da redação de Sex & The City e o mínimo que ela iria ganhar com esse livro era algumas gargalhadas. Pagou sem culpa os R$ 40,00 no caixa, mesmo sabendo que o livro deveria custar R$ 30,00 nas livrarias convencionais. Mas estava no aeroporto e o vôo atrasado.
Sentou-se na sala de embarque e sentiu-se um tanto constrangida com a literatura que tinha em mãos. Logo ela que achava que não se importava com o que os outros pensam! Se não se importasse não estaria tendo esses pensamentos. Deu de ombros, abriu o livro e começou a leitura. A cada página ela se arrependia do dinheiro gasto na passagem e pensava se esse livro e o atraso do vôo não eram sinais do Cosmos para que ela cancelasse o bilhete e voltasse para casa antes de cometer tamanha insanidade.
Mas um lado seu era muito insano! Ela sabia disso. E outro lado era muito auto-confiante. Estratosfericamente auto-confiante! A ponto de lá no fundo, acreditar que poderia ser um enredo diferente ao desembarcar.
Se pegou distraída das páginas do livro devaneando sobre o desembarque. Imaginou a cena e o diálogo. Ela desembarcando charmosa e sexy (ela sempre se sentia sexy num avião). Ele a esperando com olhar incrédulo e um sorriso enorme. E dizendo para ela "Você é maluca mesmo!" E no seu devaneio ele a abraçava pela cintura e lhe dava um beijo na boca.
O pensamento fez "puf" até porque essa atitude não combinava com a personalidade da criatura e ela procurou o parágrafo onde tinha parado de prestar atenção.
Já tinha lido quase o livro inteiro quando ouviu a companhia aérea anunciar o novo portão de embarque: 23. Levantou-se, foi para o novo portão e viu que a aeronave já estava em solo e os passageiros do trecho anterior desembarcando. Agora era apenas uma questão de minutos para o embarque. Se quisesse desistir, teria pouco tempo agora.
(continua)
Imediatamente se identificou com o trecho "se você sente necessidade de começar a analisá-lo". Desistiu de Nietzsche e foi de "Greg e Liz" mesmo. Os autores eram da redação de Sex & The City e o mínimo que ela iria ganhar com esse livro era algumas gargalhadas. Pagou sem culpa os R$ 40,00 no caixa, mesmo sabendo que o livro deveria custar R$ 30,00 nas livrarias convencionais. Mas estava no aeroporto e o vôo atrasado.
Sentou-se na sala de embarque e sentiu-se um tanto constrangida com a literatura que tinha em mãos. Logo ela que achava que não se importava com o que os outros pensam! Se não se importasse não estaria tendo esses pensamentos. Deu de ombros, abriu o livro e começou a leitura. A cada página ela se arrependia do dinheiro gasto na passagem e pensava se esse livro e o atraso do vôo não eram sinais do Cosmos para que ela cancelasse o bilhete e voltasse para casa antes de cometer tamanha insanidade.
Mas um lado seu era muito insano! Ela sabia disso. E outro lado era muito auto-confiante. Estratosfericamente auto-confiante! A ponto de lá no fundo, acreditar que poderia ser um enredo diferente ao desembarcar.
Se pegou distraída das páginas do livro devaneando sobre o desembarque. Imaginou a cena e o diálogo. Ela desembarcando charmosa e sexy (ela sempre se sentia sexy num avião). Ele a esperando com olhar incrédulo e um sorriso enorme. E dizendo para ela "Você é maluca mesmo!" E no seu devaneio ele a abraçava pela cintura e lhe dava um beijo na boca.
O pensamento fez "puf" até porque essa atitude não combinava com a personalidade da criatura e ela procurou o parágrafo onde tinha parado de prestar atenção.
Já tinha lido quase o livro inteiro quando ouviu a companhia aérea anunciar o novo portão de embarque: 23. Levantou-se, foi para o novo portão e viu que a aeronave já estava em solo e os passageiros do trecho anterior desembarcando. Agora era apenas uma questão de minutos para o embarque. Se quisesse desistir, teria pouco tempo agora.
(continua)
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Under TPM waiver to do silly things - 2
Antes que ela racionalizasse, seu celular tocou a musiquinha:
"Desse jeito vão saber de nós dois,
Dessa nossa farra
E será uma maldade voraz
Uma hipocrisia
Nossos corpos não conseguem ter paz
Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais, demais..."
Era um torpedo que chegava e ela sempre deixava a estrofe tocar inteira. Era a resposta.
"Oi amor, estou mesmo precisando viajar, mas ... bla, bla, bla..."
Pensou. Ótimo: dessa você não vai precisar viajar. Viajo eu.
Mas de repente seu lado racional começou a berrar: "Que maluquice é essa que você está fazendo? Nem um beijo você vai ganhar nessa viagem. Gastar essa grana à toa."
Mas seu lado emocional rebatia: "Dinheiro é feito pra isso. E não quero beijo, quero apenas matar a saudade... A vida é feita dessas loucuras. De que vale uma vida que não se vive? Onde não se arrisca? O pior que pode acontecer é eu chegar lá e ele não estar. Não poder encontrar comigo. Eu durmo. Compro uns chocolates e durmo!"
Chegou no check in da TAM. Achou melhor mandar o torpedo logo que embarcasse. Pra não correr o risco de se arrepender. E não ter que ficar muito tempo à toa no aeroporto.
Fez o check in:
_ Bagagem senhora?
_Não, só a de mão, obrigada.
_Janela sua preferência?
_Sim, por favor.
_Aqui está. Embarque doméstico portão 26. O vôo parte às 09:20 e o embarque está previsto para 08:50.
_Obrigada.
Olhou no relógio: 08:45. Estampava um sorriso no rosto e esperava que esse sorriso continuasse o fim de semana. Sabia que continuaria. Apenas a sua presença lhe fazia bem. Só de pensar no sei sorriso ela já sorria. Ficou imaginando como seria sua reação ao vê-la chegar.
Foi para a sala de embarque. No painel de partidas seu vôo não mostrava o portão. Logo ouviu um anúncio nos alto-falantes.
Atenção passageiros do vôo 3092 com destino a Salvador e conexões, informamos que a aeronave tem previsão de pouso neste aeroporto para 09:30 e tão logo esteja em solo informaremos o portão de embarque.
Pronto! Ia atrasar o vôo. Pensou: "Por que esse pessoal de terra mente pra a gente? Podiam ter dito que estava atrasado no check in que eu não teria vindo para a sala de embarque." Pegou o MP3 player, mas desistiu na primeira música. Foi para uma livraria procurar um livro interessante. Deu e cara com o livrinho de capa rosa abaixo.
"Desse jeito vão saber de nós dois,
Dessa nossa farra
E será uma maldade voraz
Uma hipocrisia
Nossos corpos não conseguem ter paz
Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais, demais..."
Era um torpedo que chegava e ela sempre deixava a estrofe tocar inteira. Era a resposta.
"Oi amor, estou mesmo precisando viajar, mas ... bla, bla, bla..."
Pensou. Ótimo: dessa você não vai precisar viajar. Viajo eu.
Mas de repente seu lado racional começou a berrar: "Que maluquice é essa que você está fazendo? Nem um beijo você vai ganhar nessa viagem. Gastar essa grana à toa."
Mas seu lado emocional rebatia: "Dinheiro é feito pra isso. E não quero beijo, quero apenas matar a saudade... A vida é feita dessas loucuras. De que vale uma vida que não se vive? Onde não se arrisca? O pior que pode acontecer é eu chegar lá e ele não estar. Não poder encontrar comigo. Eu durmo. Compro uns chocolates e durmo!"
Chegou no check in da TAM. Achou melhor mandar o torpedo logo que embarcasse. Pra não correr o risco de se arrepender. E não ter que ficar muito tempo à toa no aeroporto.
Fez o check in:
_ Bagagem senhora?
_Não, só a de mão, obrigada.
_Janela sua preferência?
_Sim, por favor.
_Aqui está. Embarque doméstico portão 26. O vôo parte às 09:20 e o embarque está previsto para 08:50.
_Obrigada.
Olhou no relógio: 08:45. Estampava um sorriso no rosto e esperava que esse sorriso continuasse o fim de semana. Sabia que continuaria. Apenas a sua presença lhe fazia bem. Só de pensar no sei sorriso ela já sorria. Ficou imaginando como seria sua reação ao vê-la chegar.
Foi para a sala de embarque. No painel de partidas seu vôo não mostrava o portão. Logo ouviu um anúncio nos alto-falantes.
Atenção passageiros do vôo 3092 com destino a Salvador e conexões, informamos que a aeronave tem previsão de pouso neste aeroporto para 09:30 e tão logo esteja em solo informaremos o portão de embarque.
Pronto! Ia atrasar o vôo. Pensou: "Por que esse pessoal de terra mente pra a gente? Podiam ter dito que estava atrasado no check in que eu não teria vindo para a sala de embarque." Pegou o MP3 player, mas desistiu na primeira música. Foi para uma livraria procurar um livro interessante. Deu e cara com o livrinho de capa rosa abaixo.
Não era adepta de auto-ajuda. Tinha entrado pensando em comprar "Quando Nietzsche Chorou", mas não resistiu e começou a ler a sinopse...
(continua)
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Under TPM waiver to do silly things
Ela despertou, olhou para o lado e ele não estava. Claro que não estava. Nunca esteve! Quando esteve, não estava. Estava mais quando não esteve. Mas isso tudo era muito confuso aos outros. Claríssimo para ela, mas confuso para qualquer pessoa entender. Então melhor pular essa parte.
Ela levantou da cama, os lençóis ainda com o perfume do sabonete que ela usou na noite anterior, o assoalho do quarto geladinho pelo ar condicionado e, antes mesmo de escovar os dentes, digitou um torpedo:
"Amor, vamos viajar pra ... " parou um pouco... salvou o torped nos rascunhos. Pensou em algum lugar remoto e interessante. Abriu o Altas. Achou que o Atlas era demais! Abriu um guia de viagens numa página aleatórea: Connecticut - South Dakota... Não... o guia não estava ajudando... tentou mais uma vez: Quebec, Canada... e outra: Santo Domingo - República Dominicana... Desistiu do guia.
Resolveu mandar o torpedo assim: "Amor vamos viajar para algum lugar? Você escolhe. Qualquer lugar... Preciso sair dessa rotina antes que minhas férias terminem. Beijo"
Escovou finalmente os dentes e depois parou para pensar sobre o ato impulsivo. Olhou o calendário na cozinha... Estaria na TPM? Teve uma enxaqueca no dia anterior, e vontade de comer chocolate... Mas não... pelo calendário não fazia sentido.
Mas só podia ser: tinha decidido decorar a árvore de Natal com bombons sonho de valsa... Só podia ser TPM!!! Ou teria sido algum sonho que ela teve durante a noite e não se lembrava?
Fato é que ela sabia a resposta que viria para seu torpedo: "Amor, Seria perfeito, mas..."
Sempre esse mas! E pensou: "Por que é que eu não me apaixono por caras mais decididos?" Mas logo em seguida se lembrou das aulas de física e da atração dos opostos. Decidida era ela! Quando ela era uma adolescente indecisa atraía rapazes decididos. Agora que ela era decidida, que tinha o controle da sua vida (aparentemente) em suas mãos, os indecisos! Ela sabia que ela os atraía. Sabia que buscava esse padrão e sabia até o porquê. E não queria mudar. Não por enquanto.
Preparou o café da manhã. Dificilmente tinha fome logo ao despertar. TPM mesmo, só podia ser. Olhou para sua barriga. Estava mesmo maior. Menos mal que não havia engordado. Devia ser retenção de líquidos. Tomou uma água de côco e uma fatia de pão integral com queijo branco. Mas o calendário não endossava a TPM. Enfim...
Foi na janela olhar o tempo: estava sol! Menos mal! Olhou para o relógio. Entrou na internet. Pensou: "se Maomé não vai à montanha, a montanha vai à Maomé". Olhou os horários de vôos e, em outro ato impulsivo, reservou uma passagem para aquela manhã! Não sabia direito porque estava fazendo isso, mas algo lhe levava a tomar essas atitudes impulsivas.
Tomou banho, passou seu perfume favorito, vestiu uma roupinha sexy, colocou uma muda de roupa na bolsa, pasta de dentes, escova, condicionador, sabonete líquido, perfume... essas coisinhas que tomam espaço mas são indispensáveis.
Chamou um taxi e foi para o aeroporto. No caminho ainda não tinha tido resposta para seu torpedo. Sorriu e pensou: quero ver o que ele vai dizer quando receber outro torpedo avisando "estou no aeroporto, vem me buscar?" E naqueles minutos até o aeroporto foi sonhando acordada com a loucura que estava cometendo.
Mas seu lado racional a chamava de volta à realidade...
(continua)
Ela levantou da cama, os lençóis ainda com o perfume do sabonete que ela usou na noite anterior, o assoalho do quarto geladinho pelo ar condicionado e, antes mesmo de escovar os dentes, digitou um torpedo:
"Amor, vamos viajar pra ... " parou um pouco... salvou o torped nos rascunhos. Pensou em algum lugar remoto e interessante. Abriu o Altas. Achou que o Atlas era demais! Abriu um guia de viagens numa página aleatórea: Connecticut - South Dakota... Não... o guia não estava ajudando... tentou mais uma vez: Quebec, Canada... e outra: Santo Domingo - República Dominicana... Desistiu do guia.
Resolveu mandar o torpedo assim: "Amor vamos viajar para algum lugar? Você escolhe. Qualquer lugar... Preciso sair dessa rotina antes que minhas férias terminem. Beijo"
Escovou finalmente os dentes e depois parou para pensar sobre o ato impulsivo. Olhou o calendário na cozinha... Estaria na TPM? Teve uma enxaqueca no dia anterior, e vontade de comer chocolate... Mas não... pelo calendário não fazia sentido.
Mas só podia ser: tinha decidido decorar a árvore de Natal com bombons sonho de valsa... Só podia ser TPM!!! Ou teria sido algum sonho que ela teve durante a noite e não se lembrava?
Fato é que ela sabia a resposta que viria para seu torpedo: "Amor, Seria perfeito, mas..."
Sempre esse mas! E pensou: "Por que é que eu não me apaixono por caras mais decididos?" Mas logo em seguida se lembrou das aulas de física e da atração dos opostos. Decidida era ela! Quando ela era uma adolescente indecisa atraía rapazes decididos. Agora que ela era decidida, que tinha o controle da sua vida (aparentemente) em suas mãos, os indecisos! Ela sabia que ela os atraía. Sabia que buscava esse padrão e sabia até o porquê. E não queria mudar. Não por enquanto.
Preparou o café da manhã. Dificilmente tinha fome logo ao despertar. TPM mesmo, só podia ser. Olhou para sua barriga. Estava mesmo maior. Menos mal que não havia engordado. Devia ser retenção de líquidos. Tomou uma água de côco e uma fatia de pão integral com queijo branco. Mas o calendário não endossava a TPM. Enfim...
Foi na janela olhar o tempo: estava sol! Menos mal! Olhou para o relógio. Entrou na internet. Pensou: "se Maomé não vai à montanha, a montanha vai à Maomé". Olhou os horários de vôos e, em outro ato impulsivo, reservou uma passagem para aquela manhã! Não sabia direito porque estava fazendo isso, mas algo lhe levava a tomar essas atitudes impulsivas.
Tomou banho, passou seu perfume favorito, vestiu uma roupinha sexy, colocou uma muda de roupa na bolsa, pasta de dentes, escova, condicionador, sabonete líquido, perfume... essas coisinhas que tomam espaço mas são indispensáveis.
Chamou um taxi e foi para o aeroporto. No caminho ainda não tinha tido resposta para seu torpedo. Sorriu e pensou: quero ver o que ele vai dizer quando receber outro torpedo avisando "estou no aeroporto, vem me buscar?" E naqueles minutos até o aeroporto foi sonhando acordada com a loucura que estava cometendo.
Mas seu lado racional a chamava de volta à realidade...
(continua)
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
desejos
Queria ter nascido numa sociedade que celebrasse a morte como um encerramento de ciclo. Onde ao invés de velórios tristes se fizessem festas e enaltecessem o quanto aquela pessoa foi importante para aquele grupo familiar, aquele grupo de amigos.
Num exercício de visualização uma vez, me pediam para imaginar o que estava escrito na minha lápide. De cara achei meio assustador o tema, pois é assim que a gente foi criado: a lidar com temor sobre a morte. Mas o exercício era muito legal e nos levava a concluir que todos queremos ser lembrados pelo que fomos apesar de vivermos nessa sociedade capitalista onde somos valorizados pelo que temos.
Eu gostaria de ser cremada e que minhas cinzas fossem jogadas em lugares que visitei e que foram importantes para mim. Mas sei que isso é um desejo para um padrão de riqueza que não tenho no momento. Quem iria viajar até o Havaí para jogar minhas cinzas sobre o Kilawea de helicóptero? Quem iria passear por Paris deixar um pouquinho das minhas cinzas ao lado de uma barraquinha de gaufre perto da Sorbonne? Quem iria à Praia do Forte na Bahia; à uma determinada cachoeira em Visconde de Mauá; ao pôr do sol no Arpoador; ao Rockfeller Center em NYC; à Hamburgo, no bairro de Altona, na Alemanha, terra da minha família hospedeira?
E depois de todos estes lugares escolhidos, e determinados os amigos que fariam estas viagens, filmariam esses momentos, os que comeriam gaufre com Nuttela em Paris, balinha de gelatina em formato de coração em Hamburgo, e outras coisas que inda iria pensar a respeito, todos trariam suas câmeras digitais e fariam um filme, que seria editado com cenas da minha vida. E pasariam este fime numa festa onde meus familiares e amigos estivessem reunidos e pudessem fazer discursos, ler trechos trechos dos meus livros, bebessem Prosecco ou Champagne que sempre foram minhas bebidas preferidas (ai de quem levasse cerveja para este momento!!!) Não gostaria de ver ninguém chorando pela minha morte, mas sim sorrindo com a certeza de que vivi feliz, e muito!!!
Mas se isso for desejar muito, queria apenas ser enterrada num cemitério horizontal, daqueles estilo americano e que escrevessem na minha lápide aqui jaz uma pessoa que foi muito feliz, ou apenas "aqui jaz uma pessoa que entendeu o real sentido da expressão carpe diem". Já incumbi minha sobrinha desta missão.
Mas imagino isso pra daqui a muito, mas muito tempo!!! Pois gosto mesmo é de celebrar a vida!Mas estou falando de morte pois um grande amigo perdeu seu avô e acompanhei de perto a sua dor. Não pensem que estou fúnebre, estes dias. Apesar de acreditar na imortalidade da alma, na re-encarnação e no re-encontro com nossas almas gêmeas, sou muito carpe diem!!! E estou bem viva para viver minha vida, criar minha filha, escrever meus livros e cuidar do meu jardim... por muitos e muitos anos se Deus quiser!
Num exercício de visualização uma vez, me pediam para imaginar o que estava escrito na minha lápide. De cara achei meio assustador o tema, pois é assim que a gente foi criado: a lidar com temor sobre a morte. Mas o exercício era muito legal e nos levava a concluir que todos queremos ser lembrados pelo que fomos apesar de vivermos nessa sociedade capitalista onde somos valorizados pelo que temos.
Eu gostaria de ser cremada e que minhas cinzas fossem jogadas em lugares que visitei e que foram importantes para mim. Mas sei que isso é um desejo para um padrão de riqueza que não tenho no momento. Quem iria viajar até o Havaí para jogar minhas cinzas sobre o Kilawea de helicóptero? Quem iria passear por Paris deixar um pouquinho das minhas cinzas ao lado de uma barraquinha de gaufre perto da Sorbonne? Quem iria à Praia do Forte na Bahia; à uma determinada cachoeira em Visconde de Mauá; ao pôr do sol no Arpoador; ao Rockfeller Center em NYC; à Hamburgo, no bairro de Altona, na Alemanha, terra da minha família hospedeira?
E depois de todos estes lugares escolhidos, e determinados os amigos que fariam estas viagens, filmariam esses momentos, os que comeriam gaufre com Nuttela em Paris, balinha de gelatina em formato de coração em Hamburgo, e outras coisas que inda iria pensar a respeito, todos trariam suas câmeras digitais e fariam um filme, que seria editado com cenas da minha vida. E pasariam este fime numa festa onde meus familiares e amigos estivessem reunidos e pudessem fazer discursos, ler trechos trechos dos meus livros, bebessem Prosecco ou Champagne que sempre foram minhas bebidas preferidas (ai de quem levasse cerveja para este momento!!!) Não gostaria de ver ninguém chorando pela minha morte, mas sim sorrindo com a certeza de que vivi feliz, e muito!!!
Mas se isso for desejar muito, queria apenas ser enterrada num cemitério horizontal, daqueles estilo americano e que escrevessem na minha lápide aqui jaz uma pessoa que foi muito feliz, ou apenas "aqui jaz uma pessoa que entendeu o real sentido da expressão carpe diem". Já incumbi minha sobrinha desta missão.
Mas imagino isso pra daqui a muito, mas muito tempo!!! Pois gosto mesmo é de celebrar a vida!Mas estou falando de morte pois um grande amigo perdeu seu avô e acompanhei de perto a sua dor. Não pensem que estou fúnebre, estes dias. Apesar de acreditar na imortalidade da alma, na re-encarnação e no re-encontro com nossas almas gêmeas, sou muito carpe diem!!! E estou bem viva para viver minha vida, criar minha filha, escrever meus livros e cuidar do meu jardim... por muitos e muitos anos se Deus quiser!
domingo, 2 de dezembro de 2007
para os Carpe Diem deleitarem-se...
e para os "Não Carpe Diem" pensarem a respeito.
Segue o diálogo entre Josef Breuer e Friedrich Nietzsche a que me referi no post abaixo, na íntegra, em inglês e em português.
_But you might be as frightened as I am of death and godlessness.
_We must die! But at the right time. Death only loses its terror when one has consummated one’s life. Have you consummated your life?
_ I have achieved a great deal.
_ But have you lived your life? Or have you been lived by it? Do you stand outside your life grieving for some life that you never lived?
_ I cannot change my life. I have my family, my patients, students. It’s too late!
_ I cannot tell you how to live differently. If I did you’d still be living by some other’s design. But perhaps I could give you a gift, Josef. Maybe I could give you a thought. What if some demon were to say to you that this life as you now live it, have lived it in the past, you would have to live once more, but innumerable times more. There will be nothing new in it. Every pain, every joy, every unnuterably small or great thing in your life would just return to you, the same succession, same sequence, again and again like an hourglass of time. Imagine infinity. Consider the possibility that every action that you choose, Josef, you choose for all time. Then all unlived life would remain inside you. Unlived. Throughout eternity. Do you like this idea?
_ Mas você deve ter tanto medo quanto eu tenho da morte e da ausência de Deus.
_Nós devemos morrer. Mas na hora certa. A morte só não é aterrorizante quando a vida já se consumou. Já consumou sua vida?
_Eu consegui muitas coisas.
_ Mas aproveitou a vida? Ou deixou-se levar por ela? Você está fora da sua vida sofrendo por uma vida que você nunca teve?
_Não posso mudar minha vida. Tenho minha família, meus pacientes e alunos. É tarde demais.
_ Não posso lhe dizer como viver de outra forma. Viveria segundo o plano de outra pessoa. Mas talvez, possa lhe dar um presente, Josef. Poderia lhe dar um pensamento. E se um demônio lhe dissesse que esta vida, da forma como vive e viveu no passado, você teria que vivê-la de novo, porém inúmeras vezes mais. Não haverá nada novo nela. Cada dor, cada alegria, cada coisa minúscula ou grandiosa retornaria para você, a mesma sucessão, a mesma seqüência, várias vezes como uma ampulheta do tempo. Imagine o infinito. Considere a possibilidade de que cada ato que escolher, escolherá para sempre. Então, toda a vida não-vivida permaneceria dentro de você. Não-vivida. Por toda a eternidade. Você gosta dessa idéia?
Tá valendo... responde aí no comments. Você é do grupo que amaria ou odiaria esta idéia?
Segue o diálogo entre Josef Breuer e Friedrich Nietzsche a que me referi no post abaixo, na íntegra, em inglês e em português.
_But you might be as frightened as I am of death and godlessness.
_We must die! But at the right time. Death only loses its terror when one has consummated one’s life. Have you consummated your life?
_ I have achieved a great deal.
_ But have you lived your life? Or have you been lived by it? Do you stand outside your life grieving for some life that you never lived?
_ I cannot change my life. I have my family, my patients, students. It’s too late!
_ I cannot tell you how to live differently. If I did you’d still be living by some other’s design. But perhaps I could give you a gift, Josef. Maybe I could give you a thought. What if some demon were to say to you that this life as you now live it, have lived it in the past, you would have to live once more, but innumerable times more. There will be nothing new in it. Every pain, every joy, every unnuterably small or great thing in your life would just return to you, the same succession, same sequence, again and again like an hourglass of time. Imagine infinity. Consider the possibility that every action that you choose, Josef, you choose for all time. Then all unlived life would remain inside you. Unlived. Throughout eternity. Do you like this idea?
_ Mas você deve ter tanto medo quanto eu tenho da morte e da ausência de Deus.
_Nós devemos morrer. Mas na hora certa. A morte só não é aterrorizante quando a vida já se consumou. Já consumou sua vida?
_Eu consegui muitas coisas.
_ Mas aproveitou a vida? Ou deixou-se levar por ela? Você está fora da sua vida sofrendo por uma vida que você nunca teve?
_Não posso mudar minha vida. Tenho minha família, meus pacientes e alunos. É tarde demais.
_ Não posso lhe dizer como viver de outra forma. Viveria segundo o plano de outra pessoa. Mas talvez, possa lhe dar um presente, Josef. Poderia lhe dar um pensamento. E se um demônio lhe dissesse que esta vida, da forma como vive e viveu no passado, você teria que vivê-la de novo, porém inúmeras vezes mais. Não haverá nada novo nela. Cada dor, cada alegria, cada coisa minúscula ou grandiosa retornaria para você, a mesma sucessão, a mesma seqüência, várias vezes como uma ampulheta do tempo. Imagine o infinito. Considere a possibilidade de que cada ato que escolher, escolherá para sempre. Então, toda a vida não-vivida permaneceria dentro de você. Não-vivida. Por toda a eternidade. Você gosta dessa idéia?
Tá valendo... responde aí no comments. Você é do grupo que amaria ou odiaria esta idéia?
o melhor filme assistido em 2007
Quando Nietzsche Chorou!
Definitivamente!!! Especialmente pra quem anda numa fase tão Freud e tão Nietzsche como eu, o filme caiu como uma luva!!! Amei!!! Vou comprar o DVD, vou ler o livro, vou ler "Assim falou Zaratrustra", vou assistir a um outro filme sobre Freud que eu estava querendo assistir... AMEI!!! Estou ainda sem palavras... Quem curte filosofia e/ou pscicologia vai AMAR. Quem curte filmes que nos fazem refletir sobre a vida, idem! E ainda colocaram um ator lindooooo no papel de Freud novinho! Quisera Freud, sim, aquele senhor do charuto, ter sido esse gatésimo aí abaixo aos 25 anos!!!!

Só pra deixar a futilidade de lado e dar um gostinho, pra quem não leu o livro nem viu o filme, numa das melhores cenas, Nietzsche diz a Breuer que a morte só nos incomoda de fato quando vem na hora errada. Quando vem na hora certa, porque já vivemos tido que tínhamos para viver, não há o que temer. E como Breuer está incerto se "já viveu tudo que tinha para viver" Nietzsche lhe propõe um pensamento:
Se um demônio aparecesse e lhe dissesse que essa vida que você leva teria que ser repetida eternamente, cada alegria e cada dor, cada conquista e cada fracasso, qual o sentimeno que você teria em relação a isso?
Fantástico não??? Ótima forma de avaliar se você está vivendo bem a vida. Minha resposta óbvio que foi "sim, pode voltar a fita, aí!!!" mas pensei em tanta gente que conheço que diria não para essa pergunta...
E você? O que diria ao demônio? "Vá em frente, isso pra mim não seria um castigo", ou "Não!!! Pelo amor de Deus, me dê uma chance de mudar esta vida então!" Pense nisso!!! E CARPE DIEM!!! Respostas no comments please!!! Este é mais um daqueles posts enquetes ;)
Definitivamente!!! Especialmente pra quem anda numa fase tão Freud e tão Nietzsche como eu, o filme caiu como uma luva!!! Amei!!! Vou comprar o DVD, vou ler o livro, vou ler "Assim falou Zaratrustra", vou assistir a um outro filme sobre Freud que eu estava querendo assistir... AMEI!!! Estou ainda sem palavras... Quem curte filosofia e/ou pscicologia vai AMAR. Quem curte filmes que nos fazem refletir sobre a vida, idem! E ainda colocaram um ator lindooooo no papel de Freud novinho! Quisera Freud, sim, aquele senhor do charuto, ter sido esse gatésimo aí abaixo aos 25 anos!!!!

Só pra deixar a futilidade de lado e dar um gostinho, pra quem não leu o livro nem viu o filme, numa das melhores cenas, Nietzsche diz a Breuer que a morte só nos incomoda de fato quando vem na hora errada. Quando vem na hora certa, porque já vivemos tido que tínhamos para viver, não há o que temer. E como Breuer está incerto se "já viveu tudo que tinha para viver" Nietzsche lhe propõe um pensamento:
Se um demônio aparecesse e lhe dissesse que essa vida que você leva teria que ser repetida eternamente, cada alegria e cada dor, cada conquista e cada fracasso, qual o sentimeno que você teria em relação a isso?
Fantástico não??? Ótima forma de avaliar se você está vivendo bem a vida. Minha resposta óbvio que foi "sim, pode voltar a fita, aí!!!" mas pensei em tanta gente que conheço que diria não para essa pergunta...
E você? O que diria ao demônio? "Vá em frente, isso pra mim não seria um castigo", ou "Não!!! Pelo amor de Deus, me dê uma chance de mudar esta vida então!" Pense nisso!!! E CARPE DIEM!!! Respostas no comments please!!! Este é mais um daqueles posts enquetes ;)
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