terça-feira, 25 de dezembro de 2007

o doce prazer da espera

Danuza Leão termina uma crônica sua sobre "A doce sina da espera" dizendo que "se depois de uma briga ele liga pra conversar... "

Eu mudo só esse início e a partir daí sigo na íntegra o texto dela:

"Se ele telefona dizendo que vai chegar ela só pensa em uma coisa, na roupa que vai usar. E sai desatinada, na hora do almoço, para fazer uma escova rápida, as unhas das mãos e dos pés e uma depilação básica. Aí, começa a espera; se marcaram para as 9, às 8h30 ela já está com o coração disparado; às 9h15 já tirou o telefone do gancho umas 18 vezes para saber se está funcionando, e começa a achar que ele não vem. Afinal, quem ama não se atrasa. Às 9h30, já prestes a cortar os pulsos, jura - ju-ra - que se o interfone tocar não vai atender. Mas, quando toca, ela sai correndo, se arriscando a quebrar a perna no caminho. Pensando bem, não há nada melhor no mundo do que esperar pelo homem amado. Num período de 12 horas, somos capazes de passar por todo tipo de emoção: alegria, expectativa, angústia, raiva e ódio, até atingir a felicidade total, quando ele chega. Essas emoções só nós conhecemos, e cá entre nós: eles não sabem o que estão perdendo, coitadinhos. - Danuza Leão

Bem, não preciso falar mais nada né? Danuza já disse tudo, o que prova que eu não sou a única mortal na face da terra que está aqui na maior adrenalina sem conseguir dormir só pro dia de amanhã chegar mais cedo. Exatamente igual criança ansiosa esperando a chegada do Papai Noel. Tem cabimento isso? Ou melhor: tem cura pra isso???

Já arrumei banheiro, já separei roupa de cama, já varri a casa, já decidi o cardápio do almoço de amanhã... já antecipei cada segundo de emoção que vou viver... Ow meu Deus!!! É por isso que é tão impossível me desapaixonar. DESISTO. Com todas as letras!!! Absolutamente DESISTO! Por que a doce espera compensa a felicidade plena e absoluta que está por vir. Vou tentar dormir... Pro dia de amanhã chegar mais cedo.

E amanhã, quando eu ver aquele sorriso que me faz crer em amores eternos, quando eu abraçar aquela criatura que me deixa mais feliz só pela sua presença, vocês podem ter certeza que meu coração vai estar transbordando de felicidade.

Me desejem boa sorte meus leitores fiéis ;) Só sorte mesmo, porque milagre já é pedir demais...

sábado, 22 de dezembro de 2007

Dia de Compras

Todo mundo aqui sabe que eu detesto shopping. Mas às vezes é inevitável. Eu queria ir na Imaginarium (apesar de saber do risco que corro quando entro lá). A Imaginarium fica em frente ao Shopping Tijuca, portanto estacionei lá. Não tinha mesmo vaga em frente.

Tive sorte. Achei vaga no G3, e no que eu ia descendo todos os andares do shopping para ir determinada, na Imaginarium, passo por uma vitrine e um vestidinho lindo para passar o Natal me chamou. Como só tinha G teve que ficar para ajustar, mas um outro tinha P e ficou lindoooooooooo. Resultado: comprei os dois. Um pra noite do dia 24, outro pro almoço do dia 25.

E fui lá pra Imaginarium que eu não sou mulher de ficar batendo perna em shopping não... Na Imaginarium... uma fila enorme na porta!!! Acreditem se puderem. E eu também não sou mulher de ficar em fila não. Pago conta com multa pra não enfrentar fila. Mas era a Imaginarium e o presente que eu queria só poderia estar lá. Resultado: depois de uns 20 min na fila, fique uns 60 minutos lá dentro. E saí com um saco enorme digno de Papai Noel. Perguntem. Apenas dois presentes para eu dar e um monte pra eu me dar!!! hahahahahaha!!! É por isso que não posso entrar na Imaginarium não.

Todo mundo sabe que uma mulher volta feliz das compras. Isso é fato. E voltei pra casa, felizinha que só com meu vestidinho novo, com meus vários presentinhos da Imaginarium que estão só fazendo quórum na árvore mas são quase todos meus... E até que nem doeu. Só no bolso, mas faz parte...

Fragmentos de uma saudade

Selecionar os textos para meu livro não vai ser tarefa nada fácil. Talvez eu devesse delegar a tarefa para dois ou três amigos de bom gosto literário e pedir para escolherem as crônicas que não poderiam ficar de fora. Porque visitar os arquivos deste e o outro blog me dá uma nostalgia...

Saudades do Sr Incrível e todas as histórias relacionadas a ele até chegar no dia da minha tatuagem... Saudades de uma época que Mr Cat gostava de mim e declarava seu amor em comentários, torpedos apaixonados no meio do dia, conversas intermináveis no msn... Saudades de uma viagem para Pipa que acabou não rolando... Saudades de quando comecei a me apaixonar por Mr Big... de acordar de madrugada diariamente para falar com ele no msn. Tudo registrado por aqui...

Dizem que o bom da saudade é que ela é a melhor prova de que nosso passado valeu a pena. Pode ser. Mas o ruim da saudade certamente é a incerteza de que o futuro será tão legal quanto.

Então é Natal...

E alguém precisa desesperadamente dizer para a Simone que aquele CD dela de músicas natalinas que toca insistentemente nas lojas essa época do ano é muito chatoooooooooooooooo!!!

Meu Deus!!! O pior do Natal para mim não são as compras de última hora, não é a eterna discussão de quem passa na casa de quem, principalmente em tempos modermos, famílias modernas, pais separados, enteados, famílias agregadas... Não. Isso não me estressa!!!

Nem os engarrafamentos ou os Shoppings lotados. Nem o calorão da cozinha assando o Chester, Peru, Pernil ou os três ao mesmo tempo em pleno verão no Rio de Janeiro... Não... nada disso me estressa tanto quanto a terrível voz de Simone cantando "então é Natal, e o o Ano Novo também..."

Lembro até hoje de um amigo que me contava que seu pai nessa época do ano chegava pra ele e dizia: "o abominável espírito natalino já tomou conta de toda a cidade!" Só posso rir com isso!!!Porque eu gosto do Natal. Gosto sim apesar dos pesares... Queria que minha família fosse mais unida e passasse toda junta. Mas não rola... E aí dia 24 e 25 acabam sendo de peregrinação de casa em casa, telefonemas e emails e a gente (assim como o Bom Velhinho) não pode esquecer de ninguém.

Amanhã publico um post de Feliz Natal. Por hoje é "post-enquete".
Diga aí você: o que é o pior do Natal para você?

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Solidão

Ela entrou no metrô e reparou numa senhora sentadinha, pensativa num daqueles bancos laranjas. Chegou a estação final e a senhora não desceu. Ela não achou estranho. Lembrou que um dia sua tia, já bem idosa, ficou "passeando" de metrô de uma estação à outra "só pra se refrescar no ar condicionado". O calor estava relmente terrível no Rio, mas ela ficou refletindo sobre a velhice, sobre a solidão, sobre um monte de coisas só por causa daquela senhorinha que não desceu do vagão.

Pensou: "Essa vida é mesmo uma incógnita. Quando a gente é novo, imagina que estar sozinho, ou melhor, sentir solidão, é meio que uma opção nossa. Que se você casar, tiver filhos, uma família grande e presente, um monte de amigos, uma rede grande de conhecidos, estará imune à solidão." Mas cenas como àquela a faziam refletir. Hoje em dia ela já sabia que casamentos não eram eternos nem garantia de uma companhia na velhice. Filhos muito menos! Sempre soube!

O que seria garantia então? Nada! Absolutamente nada! Se o tal destino existisse mesmo, muito mais que o livre arbítrio, de qua adiantaria? Se a pessoa estivesse pre-destinada a ficar só por uma questão cármica???

Uma coisa era a pessoa estar só por opção. Há momentos em que se quer estar só. Ela mesma: adorava viajar sozinha. Uma vez leu uma crônica da Danuza Leão aconselhando as leitoras a viajarem para Paris sozinhas e entendeu perfeitamente o prazer que aquilo podia proporcionar. Viajar sozinha era uma das coisas que curtia.

Mas óbvio que já tinha passado por momentos onde se sentiu sozinha no meio de uma multidão. E sabia que a solidão era um tabu e que as pessoas evitavam falar sobre ela. Usavam de eufemismos ou a transformavam em poesia. Só para que ela parecesse menos feia.

Conhecia gente que procurava aumentar desesperadamente a rede de "amigos" dando mais atenção aos "novos amigos" que aos atuais. A ponto de, com esse comportamento, magoar muito os atuais!!! Mas entendia que isso era no fundo um comportamento de "tentar fugir da solidão". Era muito compreensiva! Às vezes pensava que devia ser menos compreensiva...

Pensou de novo na senhora do metrô. Podia estar só por opção ou não. Podia ter filhos ou não. Podia aturar um marido só pra dizer que tinha um, ou não. Porque se tivesse um marido presente e fosse feliz com ele, vamos combinar que ele deveria estar lá passeando com ela??? Mas viu que estava reduzindo tudo e todos a clichés e esteriótipos. A senhora podia simplesmente ter errado a estação e ter decidido voltar!!!

Pensou que esse medo súbito da solidão só podia estar vindo da TPM. Ou da possibilidade de vir a se mudar para um país distante. De ficar longe da família e dos amigos atuais. E tudo isso somado ao fato de que "o amor da sua vida" estava cada vez mais distante. Cada vez menos idealizado e mais voltando à realidade de fato: era apenas seu amigo. Um grande amigo, mas apenas isso. O tal sonho e a "certeza" de que ficariam juntos ficava cada vez mais distante à medida em que ela percebia o abismo que os separava...

Mas não queria falar desse abismo. Na verdade não queria falar de nada disso. Mas a senhora do metrô foi o propulsor desses pensamentos sobre a solidão. Ou talvez um sonho que teve à noite. Lembrou que sonhou que tinha tido um outro filho... Um bebezinho (óbvio!) Mas no sonho era um bebezinho ainda, isso que ela quis dizer. Pensou se não estava vendo filmes reflexivos demais. Tinha assistido "Jornada da Alma" sobre um amor secreto de Jung ontem. E tinha adorado!!!

O fato é que ela precisava colocar esses pensamentos sobre a solidão para fora. Então pronto: escreveu! Sabia que o blog era também um canalizador para esses sentimentos e não apenas um lugar para textos elaborados e bem escritos. Normalmente os primeiros, quando densos demais como este, ela deixava no draft, poupava os leitores da blogterapia. E os últimos, ela sonhava em selecionar para um livro...

Mas resolveu publicar este simplesmente pela falta de inspiração para outro post.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Homem Primata, Capitalismo Selvagem

Você sai com seu carro, um belo dia e a luz do óleo acende. Você está indo para um local longe da sua casa e isso acontece numa serra, num lugar que não dá para parar. Você pensa: deve ser uma pane elétrica, pois tem óleo no motor.


Para no posto, checa o óleo, resolve seguir viagem. Resumo: não era pane elétrica: houve entupimento no sistema hidráulico e você dirige mais de 40 km numa serra com o carro literalmente sem óleo. Chega em casa e quando comenta o fato com o mecânico, o veredicto: deve ter batido motor. R$ 2500,00 para consertar.


Você, literalmente em choque, deixa o carro parado mais de um mês na garagem, pensando o que vai fazer. Somando o valor do conserto ao valor do IPVA atrasado, é quase o valor do próprio carro. Você avalia se vale a pena, mas pensa o que vai fazer com aquela sucata parada na garagem. Isso! Sucata!!! Quem sabe vender as peças???

Depois de um mês pegando ônibus pra cima e pra baixo, passando mal de andar no sol para buscar sua filha na escola, você decide: essa vida não é pra mim! Chama o mecânico e seja o que Deus quiser! A maré de boa sorte começa a soprar pro seu lado quando ele escuta o motor e diz: "Não bateu motor não. Mas não podemos arriscar a dirigi-lo nem mais 50 m assim. Se a luz do óleo apagar a gente leva pra oficina." Você nem acredita!

A luz do óleo apaga! O mecânico dirige até a oficina e o carro fica lá 24h consertando. Prejuízo: menos de R$ 500,00!!! Ou seja, lucro de R$2000,oo!!! Você agradece seu anjo da guarda (o cara!!!) que te fez esse milagre, pois dirigir a Grajaú-Jacarepaguá, ida e volta sem óleo no motor e sair ilesa não é pra qualquer mortal.

Mas...

Todos nos temos um anjinho numa orelha e um diabinho na outra. E ao sair da oficina, que funciona numa concessionária de compra e venda de automóveis, o diabinho te mostra: "Olha aquele Fiat Strada Adventure ali. Azul marinho, depois do vermelho, sua cor preferida de carro! Volante esportivo, rack, rodas de magnésio, cabine estendida, dá até pra levar a Carol no banco de trás!"

Você para para olhar o carro. Carol não gosta! Diz: "Não tem lugar pra mim aí!" Você a tenta convencer: "Tem sim, olha esse banquinho atrás. E já-já você faz dez anos e vai poder andar na frente!" Golpe baixo esse!!!

Você pergunta para o vendedor quanto custa. Ele diz R$ 25000,00. Você lembra do FGTS aplicado, faz as contas se desse o seu de entrada, fica tentada!!! Mas volta pra casa pois não está podendo dar ouvidos ao diabinho do consumo!

Fica pensando. "Maldita sociedade capitalista consumista!!! Há 5 minutos atrás eu estava feliz por deixar meu carro na oficina com um veredicto positivo de que não havia batido motor. Agora meu carro está lá no elevador, desmontando o carter, e eu aqui, achando que a felicidade estaria em dirigir um Fiat Strada Aventure por aí."

Por que em 5 minutos mudou sua concepção de felicidade? Alto lá!!! Não mudou nada!!! Vamos racionalizar essa parada. Você estuda muita Filosofia, Sociologia e Psicologia para se deixar levar por esses impulsos desregrados do Id! Volta pra casa, conversa sobre o carro, sonha com ele, mas sabe que não é esse carro que vai lhe deixar mais ou menos feliz. Sabe que seria uma alegria momentânea, e que pagar R$ 25000,00 na atual situação para isso seria uma insanidade!

Volta na oficina no dia seguinte para buscar seu Corsinha velho, e o Fiat Strada Adventure está lá: olhando para você e dizendo "vem aqui, senta em mim, faz um test-drive". Mas você que não é boba nem nada, não dá ouvidos a ele, assim como não dá ouvidos a todas as cantadas que ouve por aí. Vai lá pro seu Corsinha, liga o bichano, o motor está redondinho, "parece uma Ferrari"! Faz o cheque, paga o mecânico, agradece, entra no "bichano" e percebe que ele tá sujinho, tadinho. Leva no lava a jato pra dar um trato no bicho! No caminho, beija o volante, conversa com o carro, quem vê, pensa que é uma maluca. Mas sua felicidade estava ali mesmo, a pouco menos de R$ 500,00 de distância.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Under TPM waiver to do silly things - justificando o final

Eu valorizo meus leitores, principalmente os assíduos e que comentam como Amílcar. Esses, além de convite VIP para a tarde de autógrafos do lançamento do meu livro (que lhes dará direito a entrada antecipada e não ter que ficar na fila para autógrafos) também têm seus comentários respondidos no blog.

Amílcar, ela não foi justamente pelo que você disse: "quem sabe exorcizava de vez esse fantasma!" Pensa bem! Ela não quer exorcizar esse fantasma! Prefere a ilusão de uma coisa que não aconteceu, mas que pode vir a acontecer, do que a certeza de que não acontecerá. Quem nunca viveu um amor platônico assim que atire a primeira pedra.

Então é isso. No fundo ela volta pra casa, pois embarcar no avião significaria enfrentar uma realidade que ela já sabe, mas que não aceita. Passar por carente, apaixonada, não-correspondida, imatura, adolescente mal-resolvida, o que quer que ela tenha medo de ser classificada. Então ela prefere voltar pra casa e sonhar com o que poderia ter sido.

O final alternativo, poderia ter sido totalmente fictício, afinal de contas, é o blog dela e ela aqui teria o direito de escrever e re-escrever seus finais felizes quantas vezes ela quisesse. Mas um certo lado racional e um super ego que interferem na hora que ela digita, não permitiram que o final fosse de love-stories.

No fundo ela acredita que um dia poderá escrever o final feliz verdadeiro, e ponto final. Neste dia, quem sabe acabe a inspiração e ela deixe de escrever? Ou passe a escrever só pra ele. Apenas cartõezinhos de dia dos namorados, de aniversário de namoro, de bom dia, etc.

me redimindo com Chico

O título deve assustar aos que me conhecem, afinal, eu já declarei publicamente que não gostava de Chico. Mas a gente muda, a vida é dinâmica, ninguém é unanimidade e pra tudo existe uma justificativa (e as exceções).

Eu não gostava de Chico pois a música que me apresentaram dele, lá na minha infância nos anos da ditadura, foi "A Banda", numa aula de Português. Mas, no colégio hipócrita que eu estudei, ninguém questionava o governo dos militares (nem mesmo professores, seres "acima do bem e do mal" em sua maioria das vezes e que no futuro eu viria a admirar). E aqueles professores não me explicaram a música em seu contexto. Então para mim, " estava à toa na vida, o meu amor me chamou... " parecia uma letra bem sem graça de um cara bem sem voz (porque isso não há que se questionar - se bem que Tom Jobim também não tem voz e eu amo!)

O tempo passou e eu fiquei com aquela má impressão na cabeça. E como também não sou muito ligada à música, muitas das letras que são de Chico eu nem fico sabendo. Mas aí eu vejo uma letra no perfil de uma amiga e (não sabia que era do Chico pra variar) acho linda!!!! Fico com ela na cabeça a noite inteira, interpretando cada verso. No fim do post falo da letra e da minha interpretação. E por isso revejo meus conceitos sobre Chico!

Minha posição atual é:

*Chico é um compositor maravilhoso! Assim como Vinícius e Cazuza. Algumas de suas letras são realmente lindas.
*Mas ele não tem voz! Não tem voz e não tem presença de palco. Ou seja, é um artista incompleto, mas isso não tira o mérito das suas letras.
*Nem é (pro meu gosto) esse "cara" pelo qual a mulherada se derrete. Já não achava isso antes, depois que rolaram os boatos que ele batia na Marieta Severo então... Mas isso é da vida pessoal dele e estou falando do artista.
*Músicas do Chico, são pra se ouvir em casa, ou no carro, de preferência no trânsito. E algumas delas (tem músicas que eu continuo não gostando, deixe-se claro!) nem isso!!! Aquelas com aliterações irritantes ( qual é aquela que rima o tempo todo com panela???), essas, por favor não!!! E nada de Chico para a night como uns malucos na Lapa inventam. Pelo amor de Deus!!! Para dançar: dance, eletronic, house, hip hop, R&B, funk!!! Nada de "todo dia ela faz tudo sempre igual..." Sambinha estou fora!!!

Bem, finalmente, a letra que me fez refletir sobre tudo isso. E a minha interpretação dela em itálico, afinal, isso aqui é meu blog, espaço onde eu falo o que bem entendo :P

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
(Amei isso! porque quem ama tem essa sensação de que será eterno, além da vida, metafísico, etc! Ou seja, justifica-se achando que se não for pra já, será para um futuro ainda que muito distante, ainda que não para si mesmo, o amor se supera, extrapola as fronteiras desse corpo, dessa vida, dessas personagens atuais.)

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
(Sorte do Chico que o objeto de seu amor é carioca pelo visto. Então, bastariam suas lágrimas para afundar o Rio -viajei muito em achar que a cidade estaria submersa em lágrimas? - risco que se corre qdo se escreve poesia. No meu caso, eu teria que começar a chorar e chorar muito mais - e isso não vou fazer - para poder afundar Rio e adjacências! )

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
(Amei igualmente a alegoria dos mergulhadores do futuro vindo vasculhar uma cidade submersa - em lágrimas! :P - e encontrando restos de um amor não vivido ... e tentando em vão dar a sua interpretação para aqueles vestígios - como eu agora para esta letra!)

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você
(E no final, se o objeto do amor não correspondido não se deixa amar pelo Chico, outros amantes, inspirados naquela história, um dia, no futuro, se amarão sem saber que a "inspiração" veio de um amor de milênios atrás. Eu vou mais longe e penso que esses amantes poderão ser eles mesmos, em vidas futuras. E talvez seja isso que nos consola nos amores mal resolvidos: acreditar em vidas eternas, re-encarnações, almas gêmeas! Valeu Chico! Alguém um dia também vai achar restos, fragmentos do meu amor por um certo amore e "quiçá, um dia se amarão sem saber..." )

Chico Buarque (o cara) - e a interpretação viajada de Angel (em êxtase!)

É Alê! Viu que mantive "o cara!" entre parêntesis como você o classificou porque essa letra realmente é linda!!! Roubei até um pedacinho pro meu perfil no orkut. E fiquei aqui, pensando, que inspiração foi essa que levou esse cara a escrever essa letra lindaaaaaaaaa!!! Valeu, Alê!!!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Os tais pedidos de Ano Novo

Eu mesma já falei por aqui que há que ter cuidado com essa lista. Alguém, muito sábio, já disse uma vez "cuidado com o que você pede, pois você pode conseguir".

Bem, comigo é assim. Graças a Deus! E sei que é por mérito: consigo tudo que eu quero pois tenho crédito com o Cosmos. Não peço qualquer coisa, agradeço mais do que peço, peço mais para os outros do que pra mim. E essas coisas contam!

Mas fato é que eu não olhei minha lista do ano passado não, mas certamente devo ter pedido para beijar muito na boca e pra transar muito. Não posso reclamar da sorte e da variedade de 2007. Queria um fuck-friend e um Deus Grego se materializou na minha piscina logo em janeiro. Queria um amor, e ele veio. Veio intenso, verdadeiro, amor pra toda vida. Só esqueci de pedir que fosse retribuído da mesma forma. É o que se fala: seja específico! Os anjos não lêem seus pensamentos!

Da série do que esqueci de pedir, devem estar: continuar feliz no meu trabalho, não sofrer rede de intrigas especialmente no meu aniversário, afastar a inveja e o olho-grande. Quando as coisas vão bem a gente esquece de pedir por elas. E aí dá nisso. Esse ano não vou esquecer. Afastar a inveja e o olho-grande da minha vida serão pedidos constantes assim como saúde e proteção divina!

Mas 2007 foi um ano intenso. Não dá pra definir com uma palavra se foi bom ou foi ruim, pois estive no Céu e no Inferno. Várias vezes! Foi uma montanha russa emocional, mas no final, o saldo foi positivo. Altos e baixos fazem parte da vida. Mares turbulentos trazem das melhores ondas. E no final das contas, o que importa é o saldo.

Depois vou dar uma olhada na listinha, just in case, mas tenho certeza que meus pedidos foram todos atendidos. O que não veio, foi por esquecimento meu.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Under TPM waiver to do silly things - post final

Chegou por aqui agora e não leu os posts anteriores? Não vai entender nada. Leia primeiro:

post 1

post 2

post 3

Pronto! Agora pode ler esse aqui. Post Final! E se não gostar, me avisa no comments. Tenho um final alternativo ;)

Resolveu desistir! Não era uma pessoa de fazer isso, preferia se arrepender do que fez do que do que não fez. Mas de repente, achou que não valia a pena. Era bobagem insistir em coisas fora do timing e já tinha aprendido isso.

Correu no balcão da companhia aérea e disse que não poderia mais embarcar e perguntou como proceder. A funcionária pediu para ver seu bilhete, se tinha restrições de tarifa ou se tinha bagagem embarcada. Explicou como proceder para que a TAM cancelasse a viagem mas o bilhete ficasse válido por um ano.

Demorou mais ou menos uma hora fazendo tudo isso. Ao final olhou para o painel de partidas e viu que o vôo tinha desaparecido. Imaginou que o avião estaria taxeando lá no seu destino a essa hora. Não havia chegado a mandar o torpedo. Deixou o livro esquecido sobre um banco no aeroporto (quem sabe poderia servir para alguém) e foi pegar um taxi:

_ Tijuca por favor.

E depois explicou o endereço. No caminho, veio pensando em tudo isso. O que a teria levado a tamanho ato impulsivo nos dois momentos? Foi olhando a paisagem e por mais que não tivesse viajado, parecia que sim, que voltava para casa... Pensou em chegar em casa e ligar pra ele. Contar da maluquice daquela manhã. Mas achou que seria abrir demais a guarda. Já tinha visto que essa idéia de sinceridade eterna não funcionava. Não falou nada sobre o assunto, nem com ele, nem com ninguém.

Voltou pra casa e para a rotina. Passou na escola, buscou sua filha, sentou com ela, lanchou, a colocou para fazer o trabalho de casa... e à noite, quando se encontraram no msn, conversaram sobre um monte de coisas, menos sobre a tal viagem que ela havia proposto. Muito menos sobre a que ela quase tinha feito. Só ela sabia do crédito que tinha com a TAM para utilizar até dezembro de 2008.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

o porquê dos asteriscos

A-ha! Amílcar me explicou que fazer top 50 é fácil... então minha lista top 5 não estaria valendo porque tinha 10 itens!!! Então tá!!! Agora que entendi a parada priorizei rapidinho os Top Five and only five que fizeram toda a diferença.

Agora a justificativa de porque estes e apenas estes levaram o tão importante asterisco. Todos, além de terem sido "momentos mágicos" foram também divisores de água, turning points na minha vida.

Aeroporto do Galeão - aquele momento mudou toda a minha vida atual. De uma forma que apenas eu sei. Talvez ninguém mais entenda. Eu sei que não sou mais a mesma Angela depois de 16 de março de 2007. Eu retomei a minha essência nesta data.

Um abraço - quando um filho te abraça assim, demonstra o quanto você é importante, não tem nada no mundo que pague. Maternidade é um divisor de águas, mas não curto muito bebezinhos, portanto quando a Carol começou a verbalizar sentimentos desta maneira, a ponto de demonstrar tão intensamente a saudade que ela sentiu, o quanto eu era importante para ela e amada de volta, foi o momento que endossou que minha opção por ser mãe estava correta.

Uma transa inesquecível - esse foi um momento mágico com o cara que escolhi para ser o pai da minha filha, com minha primeira alma gêmea. Significa uma conquista que demorou 10 anos para se realizar. Poderia ter sido o casamento, poderia ter sido o dia em que fui para São Paulo e sabia que ali eu tinha ganho o Fernando, mas foi nessa transa aí na Floresta da Tijuca.

Meu primeiro carro - porque carro simboliza uma série de coisas: liberdade, autonomia, independência, etc. Pra mim significa mais ainda: tantas coisas que não consigo sequer expressá-las. Sinto um prazer indescriível em dirigir! E comprar meu primeiro carro com meu próprio dinheiro aos 22 anos teve um significado muito grande.

Meu primeiro beijo - pois determinou todo meu "futebol" daí pra frente. Até você beijar pela primeira vez, você é uma pessoa insegura, travada. Depois que você descobre que beijar não é um bicho de sete cabeças, e melhor, que você tem "a pegada", tudo muda! O primeiro beijo pra mim foi como um interruptor que uma vez ligado, já era!

Então é isso. Hoje os Top 5 seriam estes. Mas isso muda, pois a vida da gente não é estática. E a minha é mais dinâmica ainda!!!

top 5 moments

Pra mim é simples. "A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego!"

Meus top 5 moments são todos emocionais. Todos momentos importantes da minha, se eu tivesse que enumerar os top five, seriam desses: momentos mágicos. Esses momentos da minha vida poderiam ser propaganda de mastercard. No verdadeiro estilo "momento mágico" ou "não tem preço".

E acho fácil encontrar esses momentos. Basta pensar naqueles que passariam no meu filminho. Aquele filminho que dizem que passa antes da gente morrer.

Então vamos lá:

*Aeroporto do Galeão: desembarque internacional, momento mágico em câmera lenta, que eu já descrevi mil vezes nesse site. Hipnotizada! Meu olhar dentro do olhar do meu amor e vice versa. Vontade de agarrar e dar um beijo daqueles de cinema, mas não podia. Energia contida dentro de mim transbordando pelos poros. Nossas almas se agarraram naquele momento, tenho certeza! Só nossos corpos foram privados desse prazer.

Chegada em Búzios: primeira vez que eu pisei em Búzios. Momento tão mágico que eu fotografei. Conexão imediata com aquela cidade e a certeza de que a amaria para sempre.

Primeira viagem internacional: Chegada em Miami para imigração. Chegada em Paris, chegada em Nova Iorque, chegada em Oahu! E por aí vai....

Um chute: senti Caroline mexer pela primeira vez na minha barriga no aeroporto de Gatewick, Londres, numa conexão voltando de uma viagem à Suíça, França e País de Gales.

*Um abraço: Chegando de viagem longa a trabalho e Carol com uns 3 aninhos morrendo de saudade, eufórica, não conseguia se conter, me abraçava apertado e gritava "mamãe! mamãe! mamãe!"

Um beijo: Também chegando de uma longa viagem a trabalho, entro no elevador com meu ex-marido (na época era marido ou namorado, não me lembro) e começo a contar da viagem, ele me interrompe no meio da minha fala (eu falo demais) e me dá um dos melhores beijos que já me deu até hoje.

Um chá: Uma criatura resistindo a mim como o diabo foge da cruz. E eu, insandecida de tesão e loucamente apaixonada. Mas um cara determinado, que consegue racionalizar os momentos mais emocionais possíveis. Depois de uma jogada de sedução de mestre, ele não resiste à minha provocação, me beija intensamente e se rende! O melhor chá (e o último) que eu tomei com ele.

*Uma transa inesquecível: floresta da Tijuca, voltando da praia, ao som de Money de Pink Floyd no CD player do carro, numa trilhazinha escondida, umas 4 da tarde, sentada no capô de uma Parati.

*Meu primeiro carro: alegria ao comprar e alegria ao vender pois estava partido ao meio e soldado. hahahahahaaha. Sim! Perdi U$ 500 em 5 dias mas foi meu primeiro carro e eu nunca nem pude dirigi-lo. Mas não esqueço: um Gol 83 azul marinho com o assoalho todo enferrujado!

*Meu primeiro beijo: o namorado de uma vizinha. O cara era gringo, não sei a nacionalidade. América do Sul. Meu primeiro gol foi no futebol internacional: Libertadores da América. Um beijo roubado no elevador do prédio. E foi bom! Mas de lá pra cá, não jogo mais no futebol internacional. Prefiro os campeonatos nacionais, especialmente os regionais :P Campeonato carioca para mim é o que há, mas daria tudo para pendurar as chuteiras num certo campeonato vizinho...

Viu só? passei de 5 fácil. E se deixasse escrevia muito mais. Ainda bem! Prova viva de que sou Carpe Diem e que vivo a vida intensamente. O conselho que eu dou para quem não conseguir fazer uma lista dessas. Reveja a vida que está levando urgentemente. E lembre-se da frasezinha cliché lá do início do post!

domingo, 9 de dezembro de 2007

voluntária do AFS???

Intervalo na série Under TPM waiver to do silly things para contar das silly things of this week-end.

Acabei de chegar em casa e o fds foi digamos, atípico. Sair do AFS e continuar no AFS é estranho. Lembrei da minha filha perguntando quando eu disse que iria para uma reunião do AFS em Campos: "Reunião do AFS? Mas você não saiu do AFS mamãe?" E do meu pai : "Angela, olha lá o que você está fazendo..."

Meu pai sempre foi a voz da razão. E eu sempre segui a voz do coração. Por isso a gente se complementa. Mas sempre fomos opostos.

Mas o fds foi maneiro para re-encontrar velhos amigos, para poder estar no AFS em outro papel, para poder "mostrar meu futebol", como diria Bigode... mas essas são as motivações do coração.

Do lado da razão tenho uma ata para digitar, uma candidatura para pensar... e pra completar ainda fui entrar nessa fase Nietzscheana e vim lendo Ecce Homo no caminho! Por um lado me identifico com Nietzsche por sua filosofia viva intensamente sem culpa. Por outro discordo pois ando numa fase tão metafísica... Enfim... Papo para outro post.

Ainda estou processando o fds. "Estou pensando", como diria meu amigo Victor! Aliás, um sumido do mundo cibernético e "celulático". Então enquanto processo não dá pra sair muita coisa escrita aqui não.

Só posso dizer que "a cada 5 voluntários, apenas 1..."

sábado, 8 de dezembro de 2007

Under TPM waiver to do silly things - 3

Foi na sinopse que leu o parágrafo a seguir: "E, acima de tudo, se o cara com quem está saindo não parece estar completamente a fim de você, ou se você sente necessidade de começar a analisá-lo, por favor, lembre-se da idéia gloriosa de que ele simplesmente não está a fim. Enfim, libere-se e trate de encontrar um que esteja".


Imediatamente se identificou com o trecho "se você sente necessidade de começar a analisá-lo". Desistiu de Nietzsche e foi de "Greg e Liz" mesmo. Os autores eram da redação de Sex & The City e o mínimo que ela iria ganhar com esse livro era algumas gargalhadas. Pagou sem culpa os R$ 40,00 no caixa, mesmo sabendo que o livro deveria custar R$ 30,00 nas livrarias convencionais. Mas estava no aeroporto e o vôo atrasado.


Sentou-se na sala de embarque e sentiu-se um tanto constrangida com a literatura que tinha em mãos. Logo ela que achava que não se importava com o que os outros pensam! Se não se importasse não estaria tendo esses pensamentos. Deu de ombros, abriu o livro e começou a leitura. A cada página ela se arrependia do dinheiro gasto na passagem e pensava se esse livro e o atraso do vôo não eram sinais do Cosmos para que ela cancelasse o bilhete e voltasse para casa antes de cometer tamanha insanidade.


Mas um lado seu era muito insano! Ela sabia disso. E outro lado era muito auto-confiante. Estratosfericamente auto-confiante! A ponto de lá no fundo, acreditar que poderia ser um enredo diferente ao desembarcar.


Se pegou distraída das páginas do livro devaneando sobre o desembarque. Imaginou a cena e o diálogo. Ela desembarcando charmosa e sexy (ela sempre se sentia sexy num avião). Ele a esperando com olhar incrédulo e um sorriso enorme. E dizendo para ela "Você é maluca mesmo!" E no seu devaneio ele a abraçava pela cintura e lhe dava um beijo na boca.


O pensamento fez "puf" até porque essa atitude não combinava com a personalidade da criatura e ela procurou o parágrafo onde tinha parado de prestar atenção.


Já tinha lido quase o livro inteiro quando ouviu a companhia aérea anunciar o novo portão de embarque: 23. Levantou-se, foi para o novo portão e viu que a aeronave já estava em solo e os passageiros do trecho anterior desembarcando. Agora era apenas uma questão de minutos para o embarque. Se quisesse desistir, teria pouco tempo agora.


(continua)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Under TPM waiver to do silly things - 2

Antes que ela racionalizasse, seu celular tocou a musiquinha:

"Desse jeito vão saber de nós dois,
Dessa nossa farra
E será uma maldade voraz
Uma hipocrisia
Nossos corpos não conseguem ter paz
Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais, demais..."

Era um torpedo que chegava e ela sempre deixava a estrofe tocar inteira. Era a resposta.

"Oi amor, estou mesmo precisando viajar, mas ... bla, bla, bla..."

Pensou. Ótimo: dessa você não vai precisar viajar. Viajo eu.

Mas de repente seu lado racional começou a berrar: "Que maluquice é essa que você está fazendo? Nem um beijo você vai ganhar nessa viagem. Gastar essa grana à toa."

Mas seu lado emocional rebatia: "Dinheiro é feito pra isso. E não quero beijo, quero apenas matar a saudade... A vida é feita dessas loucuras. De que vale uma vida que não se vive? Onde não se arrisca? O pior que pode acontecer é eu chegar lá e ele não estar. Não poder encontrar comigo. Eu durmo. Compro uns chocolates e durmo!"

Chegou no check in da TAM. Achou melhor mandar o torpedo logo que embarcasse. Pra não correr o risco de se arrepender. E não ter que ficar muito tempo à toa no aeroporto.

Fez o check in:

_ Bagagem senhora?
_Não, só a de mão, obrigada.
_Janela sua preferência?
_Sim, por favor.
_Aqui está. Embarque doméstico portão 26. O vôo parte às 09:20 e o embarque está previsto para 08:50.
_Obrigada.

Olhou no relógio: 08:45. Estampava um sorriso no rosto e esperava que esse sorriso continuasse o fim de semana. Sabia que continuaria. Apenas a sua presença lhe fazia bem. Só de pensar no sei sorriso ela já sorria. Ficou imaginando como seria sua reação ao vê-la chegar.

Foi para a sala de embarque. No painel de partidas seu vôo não mostrava o portão. Logo ouviu um anúncio nos alto-falantes.

Atenção passageiros do vôo 3092 com destino a Salvador e conexões, informamos que a aeronave tem previsão de pouso neste aeroporto para 09:30 e tão logo esteja em solo informaremos o portão de embarque.

Pronto! Ia atrasar o vôo. Pensou: "Por que esse pessoal de terra mente pra a gente? Podiam ter dito que estava atrasado no check in que eu não teria vindo para a sala de embarque." Pegou o MP3 player, mas desistiu na primeira música. Foi para uma livraria procurar um livro interessante. Deu e cara com o livrinho de capa rosa abaixo.

Não era adepta de auto-ajuda. Tinha entrado pensando em comprar "Quando Nietzsche Chorou", mas não resistiu e começou a ler a sinopse...


(continua)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Under TPM waiver to do silly things

Ela despertou, olhou para o lado e ele não estava. Claro que não estava. Nunca esteve! Quando esteve, não estava. Estava mais quando não esteve. Mas isso tudo era muito confuso aos outros. Claríssimo para ela, mas confuso para qualquer pessoa entender. Então melhor pular essa parte.

Ela levantou da cama, os lençóis ainda com o perfume do sabonete que ela usou na noite anterior, o assoalho do quarto geladinho pelo ar condicionado e, antes mesmo de escovar os dentes, digitou um torpedo:

"Amor, vamos viajar pra ... " parou um pouco... salvou o torped nos rascunhos. Pensou em algum lugar remoto e interessante. Abriu o Altas. Achou que o Atlas era demais! Abriu um guia de viagens numa página aleatórea: Connecticut - South Dakota... Não... o guia não estava ajudando... tentou mais uma vez: Quebec, Canada... e outra: Santo Domingo - República Dominicana... Desistiu do guia.

Resolveu mandar o torpedo assim: "Amor vamos viajar para algum lugar? Você escolhe. Qualquer lugar... Preciso sair dessa rotina antes que minhas férias terminem. Beijo"

Escovou finalmente os dentes e depois parou para pensar sobre o ato impulsivo. Olhou o calendário na cozinha... Estaria na TPM? Teve uma enxaqueca no dia anterior, e vontade de comer chocolate... Mas não... pelo calendário não fazia sentido.

Mas só podia ser: tinha decidido decorar a árvore de Natal com bombons sonho de valsa... Só podia ser TPM!!! Ou teria sido algum sonho que ela teve durante a noite e não se lembrava?

Fato é que ela sabia a resposta que viria para seu torpedo: "Amor, Seria perfeito, mas..."

Sempre esse mas! E pensou: "Por que é que eu não me apaixono por caras mais decididos?" Mas logo em seguida se lembrou das aulas de física e da atração dos opostos. Decidida era ela! Quando ela era uma adolescente indecisa atraía rapazes decididos. Agora que ela era decidida, que tinha o controle da sua vida (aparentemente) em suas mãos, os indecisos! Ela sabia que ela os atraía. Sabia que buscava esse padrão e sabia até o porquê. E não queria mudar. Não por enquanto.

Preparou o café da manhã. Dificilmente tinha fome logo ao despertar. TPM mesmo, só podia ser. Olhou para sua barriga. Estava mesmo maior. Menos mal que não havia engordado. Devia ser retenção de líquidos. Tomou uma água de côco e uma fatia de pão integral com queijo branco. Mas o calendário não endossava a TPM. Enfim...

Foi na janela olhar o tempo: estava sol! Menos mal! Olhou para o relógio. Entrou na internet. Pensou: "se Maomé não vai à montanha, a montanha vai à Maomé". Olhou os horários de vôos e, em outro ato impulsivo, reservou uma passagem para aquela manhã! Não sabia direito porque estava fazendo isso, mas algo lhe levava a tomar essas atitudes impulsivas.

Tomou banho, passou seu perfume favorito, vestiu uma roupinha sexy, colocou uma muda de roupa na bolsa, pasta de dentes, escova, condicionador, sabonete líquido, perfume... essas coisinhas que tomam espaço mas são indispensáveis.

Chamou um taxi e foi para o aeroporto. No caminho ainda não tinha tido resposta para seu torpedo. Sorriu e pensou: quero ver o que ele vai dizer quando receber outro torpedo avisando "estou no aeroporto, vem me buscar?" E naqueles minutos até o aeroporto foi sonhando acordada com a loucura que estava cometendo.

Mas seu lado racional a chamava de volta à realidade...

(continua)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

desejos

Queria ter nascido numa sociedade que celebrasse a morte como um encerramento de ciclo. Onde ao invés de velórios tristes se fizessem festas e enaltecessem o quanto aquela pessoa foi importante para aquele grupo familiar, aquele grupo de amigos.

Num exercício de visualização uma vez, me pediam para imaginar o que estava escrito na minha lápide. De cara achei meio assustador o tema, pois é assim que a gente foi criado: a lidar com temor sobre a morte. Mas o exercício era muito legal e nos levava a concluir que todos queremos ser lembrados pelo que fomos apesar de vivermos nessa sociedade capitalista onde somos valorizados pelo que temos.

Eu gostaria de ser cremada e que minhas cinzas fossem jogadas em lugares que visitei e que foram importantes para mim. Mas sei que isso é um desejo para um padrão de riqueza que não tenho no momento. Quem iria viajar até o Havaí para jogar minhas cinzas sobre o Kilawea de helicóptero? Quem iria passear por Paris deixar um pouquinho das minhas cinzas ao lado de uma barraquinha de gaufre perto da Sorbonne? Quem iria à Praia do Forte na Bahia; à uma determinada cachoeira em Visconde de Mauá; ao pôr do sol no Arpoador; ao Rockfeller Center em NYC; à Hamburgo, no bairro de Altona, na Alemanha, terra da minha família hospedeira?

E depois de todos estes lugares escolhidos, e determinados os amigos que fariam estas viagens, filmariam esses momentos, os que comeriam gaufre com Nuttela em Paris, balinha de gelatina em formato de coração em Hamburgo, e outras coisas que inda iria pensar a respeito, todos trariam suas câmeras digitais e fariam um filme, que seria editado com cenas da minha vida. E pasariam este fime numa festa onde meus familiares e amigos estivessem reunidos e pudessem fazer discursos, ler trechos trechos dos meus livros, bebessem Prosecco ou Champagne que sempre foram minhas bebidas preferidas (ai de quem levasse cerveja para este momento!!!) Não gostaria de ver ninguém chorando pela minha morte, mas sim sorrindo com a certeza de que vivi feliz, e muito!!!

Mas se isso for desejar muito, queria apenas ser enterrada num cemitério horizontal, daqueles estilo americano e que escrevessem na minha lápide aqui jaz uma pessoa que foi muito feliz, ou apenas "aqui jaz uma pessoa que entendeu o real sentido da expressão carpe diem". Já incumbi minha sobrinha desta missão.

Mas imagino isso pra daqui a muito, mas muito tempo!!! Pois gosto mesmo é de celebrar a vida!Mas estou falando de morte pois um grande amigo perdeu seu avô e acompanhei de perto a sua dor. Não pensem que estou fúnebre, estes dias. Apesar de acreditar na imortalidade da alma, na re-encarnação e no re-encontro com nossas almas gêmeas, sou muito carpe diem!!! E estou bem viva para viver minha vida, criar minha filha, escrever meus livros e cuidar do meu jardim... por muitos e muitos anos se Deus quiser!

domingo, 2 de dezembro de 2007

para os Carpe Diem deleitarem-se...

e para os "Não Carpe Diem" pensarem a respeito.

Segue o diálogo entre Josef Breuer e Friedrich Nietzsche a que me referi no post abaixo, na íntegra, em inglês e em português.

_But you might be as frightened as I am of death and godlessness.
_We must die! But at the right time. Death only loses its terror when one has consummated one’s life. Have you consummated your life?
_ I have achieved a great deal.
_ But have you lived your life? Or have you been lived by it? Do you stand outside your life grieving for some life that you never lived?
_ I cannot change my life. I have my family, my patients, students. It’s too late!
_ I cannot tell you how to live differently. If I did you’d still be living by some other’s design. But perhaps I could give you a gift, Josef. Maybe I could give you a thought. What if some demon were to say to you that this life as you now live it, have lived it in the past, you would have to live once more, but innumerable times more. There will be nothing new in it. Every pain, every joy, every unnuterably small or great thing in your life would just return to you, the same succession, same sequence, again and again like an hourglass of time. Imagine infinity. Consider the possibility that every action that you choose, Josef, you choose for all time. Then all unlived life would remain inside you. Unlived. Throughout eternity. Do you like this idea?


_ Mas você deve ter tanto medo quanto eu tenho da morte e da ausência de Deus.
_Nós devemos morrer. Mas na hora certa. A morte só não é aterrorizante quando a vida já se consumou. Já consumou sua vida?
_Eu consegui muitas coisas.
_ Mas aproveitou a vida? Ou deixou-se levar por ela? Você está fora da sua vida sofrendo por uma vida que você nunca teve?
_Não posso mudar minha vida. Tenho minha família, meus pacientes e alunos. É tarde demais.
_ Não posso lhe dizer como viver de outra forma. Viveria segundo o plano de outra pessoa. Mas talvez, possa lhe dar um presente, Josef. Poderia lhe dar um pensamento. E se um demônio lhe dissesse que esta vida, da forma como vive e viveu no passado, você teria que vivê-la de novo, porém inúmeras vezes mais. Não haverá nada novo nela. Cada dor, cada alegria, cada coisa minúscula ou grandiosa retornaria para você, a mesma sucessão, a mesma seqüência, várias vezes como uma ampulheta do tempo. Imagine o infinito. Considere a possibilidade de que cada ato que escolher, escolherá para sempre. Então, toda a vida não-vivida permaneceria dentro de você. Não-vivida. Por toda a eternidade. Você gosta dessa idéia?

Tá valendo... responde aí no comments. Você é do grupo que amaria ou odiaria esta idéia?

o melhor filme assistido em 2007

Quando Nietzsche Chorou!


Definitivamente!!! Especialmente pra quem anda numa fase tão Freud e tão Nietzsche como eu, o filme caiu como uma luva!!! Amei!!! Vou comprar o DVD, vou ler o livro, vou ler "Assim falou Zaratrustra", vou assistir a um outro filme sobre Freud que eu estava querendo assistir... AMEI!!! Estou ainda sem palavras... Quem curte filosofia e/ou pscicologia vai AMAR. Quem curte filmes que nos fazem refletir sobre a vida, idem! E ainda colocaram um ator lindooooo no papel de Freud novinho! Quisera Freud, sim, aquele senhor do charuto, ter sido esse gatésimo aí abaixo aos 25 anos!!!!



Só pra deixar a futilidade de lado e dar um gostinho, pra quem não leu o livro nem viu o filme, numa das melhores cenas, Nietzsche diz a Breuer que a morte só nos incomoda de fato quando vem na hora errada. Quando vem na hora certa, porque já vivemos tido que tínhamos para viver, não há o que temer. E como Breuer está incerto se "já viveu tudo que tinha para viver" Nietzsche lhe propõe um pensamento:

Se um demônio aparecesse e lhe dissesse que essa vida que você leva teria que ser repetida eternamente, cada alegria e cada dor, cada conquista e cada fracasso, qual o sentimeno que você teria em relação a isso?

Fantástico não??? Ótima forma de avaliar se você está vivendo bem a vida. Minha resposta óbvio que foi "sim, pode voltar a fita, aí!!!" mas pensei em tanta gente que conheço que diria não para essa pergunta...

E você? O que diria ao demônio? "Vá em frente, isso pra mim não seria um castigo", ou "Não!!! Pelo amor de Deus, me dê uma chance de mudar esta vida então!" Pense nisso!!! E CARPE DIEM!!! Respostas no comments please!!! Este é mais um daqueles posts enquetes ;)

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Se fosse verdade...

Eu não teria apenas lavado a roupa de cama da Imaginarim...
Nem tão somente comprado mais sabonete líquido de chocolate...
Talvez nem tivesse comprado o colchão novo que comprei...
Nem separado minha roupa mais bonita.

Se fosse verdade, a esta hora eu estaria eufórica...
amanhã às 07h da manhã eu já teria levantado...
às 08h já teria tomado banho e partido para o Galeão...
e às 09h estaria em frente ao desembarque esperando o vôo 3097.

Se fosse verdade, eu teria comprado mais morangos, chocolate e kiwis...
eu até teria consertado meu carro, ou pedido o do meu irmão emprestado...
meu sorriso já começaria a aparecer no rosto desde ontem...
e no sábado a alegria seria tanta que eu não caberia mais dentro de mim!

Mas foi só um torpedo pra me ajudar num projeto,
e que me fez sonhar acordada,
relembrar das vezes em que vc esteve aqui...
mas a saudade que eu sinto de você vai continuar.

da série: gafes eletrônicas

...
Desse jeito vão saber de nós dois
dessa nossa farra
e será uma maldade voraz
u'a hipocrisia!
Nossos corpos não conseguem ter paz
em uma distância
nossos olhos são dengosos demais, demais
que não se consolam
amam fugazes
olhos que se entregam, olhos ilegais.
Eu só sei que eu quero você
pertinho de mim
eu quero você dentro de mim
eu quero você em cima de mim
eu quero você...

Ilegais - Vanessa da Mata

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

100m2

todinhos meus e da Carol!!!

O valor que se dá ao espaço já foi estudado por arquitetos, sociólogos, antropólogos, etc. Mas a gente só dá o real valor mesmo quando perde. E para perder não é necessário perder definitivamente, basta uma perda momentânea de espaço, uma invasão na sua rotina, no seu dia-a-dia, na sua privacidade pra a gente dar mais valor.

Eu não sou de blasfemar nem de não dar valor ao que tenho não, muito pelo contrário, até porque tudo que tenho conquistei com meu suor de proletária, mas desta vez foi uma experiência surreal.

Não vou comemorar antes pois o check out está marcado para hoje à noite ou amanhã de manhã. Terão sido 30 dias de crédito no carma de outras encarnações, mas como dizem meus amigos gaúchos: deu! Foi tempo demais e esse carma não é meu, sinto muito...

Acho até que amanhã vou dar uma festa. Só pra mim e Carol. Com direito a foundue de chocolate que ela tanto adora! E sábado posso finalmente montar minha árvore de Natal e começar a curtir as minhas férias!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Projetos

Amílcar meu companheiro de blog me dá insights para meus posts: Projetos!

Projetos concluídos com sucesso:

Comprar um carro
Casar com o Fernando
Ter uma filha
Comprar um apartamento
Voltar a malhar e emagrecer 10 quilos

Projetos em andamento:

esta semana: ordem de despejo nas minhas hóspedes
até dezembro: viajar para Buenos Aires
até o final de 2007: Reveillón 2007 em local não divulgável
para 2008: publicar um livro

Projetos engavetados:

Passar meu aniversário em NYC
Voltar ao Hawaii
Casar no castelo Neuschwanstein

Projetos secretos:

Big Riders
Europa

Projetos abandonados:

eu não abandono meus projetos não, os re-desenho.

sábado, 24 de novembro de 2007

mas jurei sinceridade eterna...

Escrevi o post de 5a feira (dos caminhos que trilhei) num momento de nostalgia sabe-se lá o porquê, mas na 6a eu ia editá-lo: tirar toda a segunda parte e salvá-la nos rascunhos. Deixá-lo nos tais posts que ficam só pra a gente... que a gente não abre nem para os VIPs...

Mas eis que fez Sol e o Deus Hélio manda e desmanda na minha vida. Esqueci do post e fui pra piscina. Quando voltei me deparei com dois comentários e eis que Amílcar e Isabella tinham gostado! Daí, em consideração aos meus fiéis leitores, não defenestrei a tal segunda parte do post.

E Amílcar ainda foi lá no blog dele e fez um post sobre o amor. E como Amílcar finge que não sabe de quem eu estou falando e eu finjo que não sei que ele sabe quem é (o que é legal, manter essa sutileza), ele me dá uma dica lá no post. Diz que acha que tem "caras" que gostam de serem esnobados. Eu agradeço a dica nos comments e explico que apesar de saber disso, fiz uma jura de sinceridade eterna e nada de joguinhos... e que por isso perdi a partida.

Porque no fundo é isso: a gente sabe qual é a "fórmula" se não do amor, da conquista. As pessoas só dão valor quando perdem mesmo e existem "pessoas" acostumadas com muita babação que encanam com quem não merece só por que foram esnobados e não dão valor a quem merecia.

Mas quem me dera que essas coisas fossem previsíveis, controláveis, "ligáveis e desligáveis". Quem me dera ninguém nunca tivesse sofrido de amor por mim... Quem me dera todas as minhas paixões tivessem sido correspondidas...

Eis que, neste caso, jurei sinceridade eterna e pensei, "se isso der certo será a relação mais perfeita do mundo". Não funcionou. Óbvio! Só eu acreditei nisso. E nem a tal sinceridade eterna foi mantida. Me desencantei e me decepcionei quando descobri umas mentiras bobas ainda que as tenha perdoado.

Bem Amílcar, eu não sou de ficar morrendo de amor não... O post foi mesmo num momento de nostalgia. Só não posso dizer que não quero mais mesmo, pois se imagino a cena da criatura querendo ficar comigo, não consigo dizer não... nem em pensamento... nem fazendo muita força! rsrsrs - fazer o quê né?

Mas não fico mais sonhando acordada sobre ficar com ele não, muitíssimo menos chorando pelos cantos, nem curtindo fossa não... E nem deixo de ficar com ninguém e de curtir a vida... Só não entrego meu coração :( não por enquanto...

Então é isso... o amor é lindo, mais lindo ainda quando é correspondido, como bem pontuou a Isabella. Mas pra falar a verdade... nem sei se algum dia amei e fui amada na mesma intensidade. Estou começando a achar que isso é mesmo uma grande utopia.

Helium-adictted

Sabe quando você está na estrada e o maior engarrafamento e de repente desafoga e o povo começa a correr demais para tirar o atraso? Nunca concordei com isso nem nunca agi assim, penso que atrasado, atrasado e meio... e desde que bati feio com um dos meus carros e escapei ilesa não ponho mais minha vida em risco por bobagens.

Mas entendo esse comportamento quando se trata de sol... Quando um mês de novembro praticamente inteiro passa nublado ou chuvoso e eu de férias louca para pegar todo o sol do ano, eu entendo essa obsessão de querer tirar o atraso.

O Deus Sol deu o ar da sua graça e nem todos os dias pude ir à piscininha no bat-horário que me foi destinado. Brinco que Deus, olhou para mim lá no Céu antes de eu comprar este apartamento e disse (leiam com voz de Todo Poderoso):

" ... e a ti, criatura pecadora, será concedida a vista para a piscina e não para o mar, mas será dado o direito de pegares o pior sol, já que insistes no pecado da vaidade e em mudar a cor da tua tez..."

Penso em outras frases ditas por Deus para meus outros pecados (a Luxúria, a Gula... ) mas deixo estas para outros posts.

Voltando ao comportamento de tirar o atraso, já que tenho direito, como viram, apenas a no máximo 4 horas de sol diárias e neste período ainda tenho que buscar minha filhota na escola, preparar o almoço, etc... me sobram menos horas ainda!

Fato é que o sol apareceu no Rio de Janeiro e a gente tem que comemorar baixinho, pois sabe-se lá quem no Olimpo estava se divertindo em ver os cariocas desesperados e amarelados e eu resolvi tirar o atraso!!! Nada de "Loção Boticário Gel FPS 20 Não Comedogênica", não!!! Fui na loja de importados e comprei aquele que tingia minha pele na adolescência e não me deixava fazer feio: Rayito de Sol. Agora com FPS que varia de 6 a 20 (claro que comprei o 6) a gente se sente menos culpada de passar aquela tinta marrom cremosa e cheirosa no corpo e manchar os biquines, as roupas e as espreguiçadeiras do condomínio.

Ha ha ha... minha vingança será malígna!!! Hoje almoço às 11h para descer ao meio dia... e me aguardem daqui a uma semana!!! Mas não espalhem não... Os deuses do Olimpo não têm acesso a este blog, mas sabe como são deuses né??? Podem dar um jeitinho e acessar aqui e se virem que os cariocas estão felizes, o tal que estava nos sacaneando (como é o nome grego para São Pedro????) pode resolver ligar a torneira de novo!!!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

dos caminhos que trilhei

Sou os beijos que dei e os que desejei.
Sou os dias de sol que fui à praia e conversei até o entardecer com os amigos e os nublados que me trancaram no apartamento e me deixaram tediosa no sofá.
Sou cada por de sol que assisti e cada lua cheia que não vi subir.
Sou parte das aulas de hotelaria na Estácio e do curso de comunicação social que nunca fiz.
Sou as frases que disse, as que escrevi e as que calei.
Sou um curso de desenho em que ainda não entrei e um curso de literatura inglesa que amei.
Sou Nova Iorque, Paris e Oslo, mas também Buenos Aires, Big Island e Califórnia.
Sou Nietschze na prateleira e Jung na cabeceira.
Sou os amigos que guardei e os que abandonei.
Sou os caras que fiquei e os que detonei.
Sou as nights que fui dançar e as que dormi.
Sou resultado das escolhas que fiz. Dos caminhos que trilhei e dos que não entrei.

Mas quando penso em você sou apenas aquilo que vivi.

Sou eu e você na piscina ouvindo meu MP3 juntos ou você e eu ouvindo seu MP3 no avião?
Somos nós comendo sushi ou somos nós comendo foundue?
Sou meu olhar dentro do seu no Galeão ou o seu dentro do meu?
Somos aquela mágica, aquela câmera lenta ou aquele sorriso?
Foi você me abraçando à noite ou foi o contrário?
Sou meu aniversário no Chez Michou em Búzios ou o sonho dele no Central Park?
Sou 3:30 AM no Rio ou 00:30 AM em Denver?
Sou a saudade que sinto de você ou a que você sente de mim?
Sou o cheiro do perfume que você me deu ou o cheiro do meu perfume que impregnou sua almofada?
Somos horas de msn ou horas de celular?
Somos todos aqueles filmes que assistimos juntos?
Sou o reloginho rosa ou o vermelhinho neon?
Somos o sabonete líquido de chocolate, ou as barras de chocolate que devoramos?
Sou os beijos sufocantes para te acordar de manhã ou o copo d'água, um comprimido e um sorriso?
Sou a lembrança ou a esperança? O amor ou a indiferença?

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

da série: 17 dias para surtar

30/10 - receba a notícia de que familiares numa situação de emergência precisam de abrigo até encontrar um novo apartamento. Você resolve aceitá-los em casa e alterar totalmente sua rotina. Antes, porém, para recebê-los, você passa em casa e faz uma faxina geral, já que a faxineira ainda não se recuperou e a casa está de pernas para o ar.

de 30/10 a 08/11 - em consideração à sua tia já idosa, ceda seu quarto, sua cama, seu ponto de TV a cabo e vá dormir no colchonete no quarto da sua filha, assistindo aos canais infantis que ela escolher, já que ali, a hóspede é você. Alguns dias você nem aguëntará o colchonete e preferirá o sofá molengo da sala mesmo sem o ar condicionado. Para entrar no seu closet, você precisará pedir licença e passar pelo quarto das hóspedes.

01/11 - desesperada com a situação, compre uma bicama para o quarto da sua filha e dois colchões. Despesa extra no orçamento de uns 1000,00!

06/11 - se estresse com a sua filha depois da aula para ela arrumar o quarto do contrário a cama não poderá ser montada.

07/11 - faça uma faxina no quarto da sua filha que não pode entrar no faxinão anterior de tanto brinquedo espalhado pelo chão. Leve um susto com a quantidade de poeira que estava no quarto e com o ambiente insalubre em que você estava dormindo. Dê graças a Deus por não ter morrido de bronquite.

08/11 - a cama é entregue, montada e pelo menos a dor na coluna vai passar. Você desiste de retomar seu quarto e "se conforma" em assistir TV a cabo apenas quando sua filha for passar o final de semana com o pai.

de 30/10 a 12/11- dê uma de terapeuta para tentar acalmar sua prima com paranóia e mania de perseguição. Neste mesmo período, ajude sua tia a encontrar um apartamento, dê força quando ela estiver fraquejando, etc, etc, etc...

12/11 - o apartamento é encontrado, o contrato assinado e tudo parece que vai entrar nos eixos em breve. Você até pensa: "elas vão embora no feriado e vou sentir saudades, já estava me acostumando com a companhia". Mas o caso da sua prima parece ser bem mais sério do que se apresentava.

14/11 - a chave do apartamento é entregue e quando você pensa que tudo vai voltar aos eixos, sua prima chega apavorada jurando que foi seguida por bandidos e não poderá morar naquele apartamento. Fala em rescindir o contrato e suspender a mudança contratada para o dia seguinte. Você vê que a coisa é gravíssima e agora tem certeza de que ela está paranóica e que você está numa furada. Gasta suas últimas forças para fazer sua prima ter um mínimo de racionalidade e aceitar a mudança e aos poucos resolver "a situação".

15/11 - "seu pior dia" como diz sua filha. A mudança vai para o apartamento mas sua prima não acompanha. Você liga para sua outra prima e desabafa. Á noite, após a mudança, sua outra prima e o marido vão para sua casa para uma reunião familiar (deles) sobre a questão do apartamento. Você desesperada, pois a reunião é na sua sala e seu quarto virou quarto de hóspedes, se tranca no quarto de sua filha, não sem antes ter preparado o jantar para as visitas. Quando percebe que seu espaço foi reduzido a um cômodo de 10 m2 de um apartamento de 100 m2, você resolve sair com sua filha porta a fora e ir visitar seus pais à noite, no meio da chuva e de taxi, pois no meio deste furacão você nem teve tempo de consertar seu carro. Chegando lá, você tem um ataque de nervos pois sabe que a situação passou dos limites e você será forçada a expulsar sua prima da sua casa, apesar de saber que ela necessita de tratamento mas se recusa a admitir. Você tem uma das piores noites das últimas semanas, parece que está vivendo um pesadelo que não é seu...

16/11 - você convence sua prima a comprar um armário e ir ao shopping. Com muito custo ela cede, mas vê milhares de agentes infiltrados com celulares tirando foto dela e se comunicando uns com os outros. Você tem certeza que não agüentará mais essa situação nem um dia, mas precisa esperar que o apartamento alugado esteja em condições de ser habitado e depois convencer sua prima a se mudar para lá, ou por bem, ou por mal... Se estressa com sua filha várias vezes no dia, qualquer coisa a tira do sério. Pede a Deus encarecidamente um pouco mais de paciência. Mas como você é transparente, sua insatisfação fica explícita.

Nesse meio tempo, você terá dispensado seu fuck neighbour umas duas vezes pelo menos (a última agora no msn enquanto escrevia este post) Você lhe explica que está com hóspedes em casa e ele lhe propõe um motelzinho para relaxar, mas vc não está em clima de motelzinho...

Nem no msn o gênio está entrando quando o amo chama. Você se sente sugada energeticamente como se um vampiro a tivesse tirado a força... E pensa quanto tempo mais vai ter que agüentar essa situação.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

da série: se minha vida fossem episódios de Sex & the City

hoje seria um capítulo que terminaria assim, com a Carrie escrevendo no seu notebook:

" ... e finalmente, sem que ela percebesse, chegou o dia em que ela não era mais o gênio nem ele o amo. Ela nunca pensou que o deixaria falando sozinho. Esperando, como sempre, por sua ajuda incondicional. Big estava demorando a responder no chat. Certamente, como de costume, estava falando com "n" pessoas ao mesmo tempo, dando mais atenção às novas conquistas do que a ela que já havia entrado na sua sedução. Ela se despediu, desejou boa noite, aguardou um pouco e como não teve resposta (chat é para comunicação instantânea afinal), alterou o status para offline . Mas ainda não havia desligado o notebook. Big voltou e a chamou: "Carrie, vc ainda está aí?" Ela não respondeu (afinal, estava offline) e ele continuou "tudo bem, vai lá... boa noite, beijos" e na frase seguinte "ia te pedir ajuda para escrever aquele email". E ela nem pensou em voltar. Pensou: Já está mais que na hora de você crescer e largar essa dependência simbiótica de mim. Você certamente não precisa que eu esteja o tempo todo segurando a sua mão. Boa noite Big... Be big soon!"

Grande Craque!


Hoje é aniversário do jogador mais regular do Brasil: Diniz!
Bi-campeão da Libertadores, melhor professor de funk que eu poderia ter tido, meu amigo querido, o Bom Samaritano, deve dar uma festa Beneficente hoje para seu aniversário. Avesso às viagens aéreas, afinal, em tempos de apagão nada melhor que um busão para relaxar, Diniz é uma figura!!!
Te adoro muito amore e você sabe disso!!! Curta seu dia de hoje e que seu ano novo pessoal te traga muitas realizações em todos os níveis: acadêmico, profissional e pessoal!!!

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

da série: Grandes Dúvidas da Humanidade

Não bastassem os dilemas universais: "existe vida após a morte?" "existe vida em outros planetas?" "quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?" e os dilemas do cotidiano tais como: "onde vão parar os guarda-chuvas perdidos?", temos também uma série de dúvidas colocadas na nossa cabeça por Hollywood.

A última, porque assisti Babel ontem, é: "o que diabos a japa escreveu no bilhete para o policial???"

Como sou uma pessoa desencanada em relação a estas respostas, acredito que existem coisas que "we will never know", o máximo que fiz por mera curiosidade fuxiqueira, foi escrever babel bilhete japonesa no Google e descobrir que existem 832 ocorrências, todas de pessoas aflitas querendo saber a solução para esse dilema.

É tão mais fácil relaxar e saber que você nunca vai saber, ou que há coisas mais importantes para se preocupar... Mas enfim, tem gosto e neurose para tudo.

By the way: Babel (como todos os filmes que passam pelo selo de qualidade Lucas Welter) é realmente muito bom! Lucas, estou sentindo falta da tua listinha dos melhores filmes de 2007... Já dá para ir formulando, né?

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Feliz Aniversário - meu melhor amigo, meu amor...

Você é assim, um sonho pra mim
E quando eu não te vejo
Eu penso em você, desde o amanhecer,
Até quando eu me deito.
Eu gosto de você!
E gosto de ficar com você!
Meu riso é tão feliz contigo
Meu melhor amigo é o meu amor!


sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Ashton Kutcher - A lot like love movie clip

Where is he now???? Getting the ducks in line... so... I can simply wait!

domingo, 28 de outubro de 2007

nenhum homem vale uma DR

Vim aqui pro laptop no intervalo comercial do filme que estou assistindo e como está tarde e silêncio lá fora, escuto toda a discussão da vizinha gata, mulher do vizinho tarado que insiste em aparecer nu na janela em frente ao meu apartamento.

A cena é patética. O cara não responde nada. Ela fala praticamente sozinha, como se isso fosse fazer mudar alguma coisa que por outros motivos já a fizeram perceber que mora com um canalha. O cara é um porco da pior espécie. Tarado, baixo nível, o verdadeiro sentido da palavra "um escroto" lhe cabe perfeitamente.

Me dá vontade de me teletransportar para lá e entrar na cabeça dela e dizer: "Não argumenta nada! Ele não vale 5 minutos da sua atenção!" Mas ela vai ter que chegar a essa conclusão sozinha.

A maioria das vezes a gente aprende pelo sofrimento. As crises nos ensinam que o mundo não é perfeito, que as pessoas não são perfeitas e que a gente idealiza muita coisa. Mas às vezes, assistir a uma cena dessas às 23:30 traz um belo insight. Nenhum homem vale uma DR! Nenhum mesmo.

Espero que a vizinha abra os olhos rápido e largue o porco que tem em casa.

Projeto 1 por dia!!!

Minha casa está de pernas para o ar. A faxineira ficou doente em setembro e a última vez que a casa viu um FAXINÃO foi num dia que eu tinha um founduezinho especial à noite numa 5a feira e tive que acordar às 05h da manhã para arrumar a casa. 20 de setembro para ser mais precisa!De lá pra cá, nem a manutenção básica!

Viajei duas vezes depois disso o que colaborou para o caos, mas agora, não tenho desculpa. Portanto, como ODEIO fazer faxina, lancei o projeto UM POR DIA inspirado nos Alcóolicos Anônimos ou outras associações do gênero. Vou limpar feroz um cômodo por dia e sei que quando terminar já estará na hora de voltar para o primeiro cômodo novamente. Mas aí é só a manutenção. E até lá, se Deus quiser, eu contrato outra faxineira. Não dá não. Não nasci para ser Amélia!!!

O projeto FAXINÃO começa amanhã pela cozinha. Porque sou destra e vou começar da esquerda para a direita!!! Terça feira sala, quarta feira banheiro, quinta-feira meu quarto, sexta feira meu closet e o banheiro da suite, sábado o quarto da Carol e domingo, se tiver terminado o quarto da Carol, o quarto de empregada. Ainda faltou dia para as duas varandas, mas se algum dia for mais leve eu as encaixo. Ou a da sala entra no dia da sala e a do quarto no dia do quarto, o que é mais coerente.

Na semana que vem, se tudo der certo começa o projeto PINTURÃO e REDECORAÇÃO. E aí é um outro projeto mais feroz ainda!!! Conto detalhes depois dessa aventura no estilo dos programas do People&Arts.

sábado, 27 de outubro de 2007

Retrospectiva 2007

A-DO-RO essas listinhas de balanço de final de ano! Simplesmente adoro!!!

Acho que me lembram meu lado "adolescente mal resolvida" daqueles cadernos que rolavam com perguntas para suas amigas responderem. Então, como já comecei a pensar no Reveillón, começo aqui minha listinha... Façam as suas no comments se forem capazes!!!

O Melhor de 2007:

A melhor festa: Suite Nine

A melhor night: Sexta feira "santa" na Six Simbol

A melhor viagem: (foram muitas então classifico as três melhores)
1a Búzios em mid-stay: comemoração do meu aniversário
2a Chile na avant premiére
3a Praia do Forte nas Férias

A melhor compra: meu notebook novo

O melhor filme: reprise de A Lot Like Love

A música mais ouvida:
no carro: Não vá embora - Marisa Monte
no MP3 player: Murder on the Dance Floor - Sophié Ellis Bextor

O melhor beijo:
(também posso colocar três??? foi mal... é que assim como as viagens, foram muitos e seria injusto escolher um só :S )
D_ _ _ _ _
D_ _ _ _
D_ _
(coincidentemente todos com D... e só pra evitar comparações: aparecem em ordem cronológica)

A melhor companhia: Du! Immer!

O momento mágico: Aeroporto GIG 16/03 desembarque internacional

O melhor jantar: founduezinho particular em setembro

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Coragem

Meu companheiro de blog, Amílcar, o único, na lista ao lado, que como eu ainda mantém alguma regularidade nos seus posts, escreve sobre a "coragem". Não a coragem pura e simples dos bravos guerreiros, mas a mais difícil delas: a coragem dos apaixonados em se declararem.

Eu, jogadora atacante ofensiva, óbvio que discordo do Amílcar. Tenho coragem de dizer na lata que estou dando mole, pois não tenho medo de levar toco. Mas concordo com ele quando ele diz que isso está diretamente relacionado à auto-estima. Minha auto-estima é estratosférica, e poucos foram os caras que me deixaram desconcertada nessa vida.

Mas apesar de todo o ganho que se tem com isso: não me lembro de nenhum cara que eu tenha pensado em ficar que eu não tivesse ficado. Parêntesis aí: ficar não quer dizer ganhar o cara e nessa eu já perdi "amores da minha vida" pois simplesmente atitude não basta para se ganhar o coração de alguém. Mas aí já estamos enveredando o assunto por outro rumo. Voltemos à coragem de dizer na lata, ainda que não desta forma: "estou te dando mole mesmo!" Como eu ia dizendo, apesar de todo o ganho, isso vale muito para a night e lugares afins.

Às vezes penso em como seria minha vida se não fosse eu a ganhar 99% dos caras com quem fiquei. Se não fosse eu a conquistar 99% dos objetivos de vida que pensei. Se não fosse eu a correr atrás das coisas. Se por um dia apenas eu passasse do papel de caçadora para o de caça. Não seria eu! Definitivamente.

Portanto, Amílcar, cada um com seu cada um. É por sermos diferentes em comportamento, ideologias, genética e fenotipicamente distintos que a vida é tão legal. Imagina um monte de gente igual, de comportamento igual e previsível que coisa mais sem graça! A graça está em olhar para uma pessoa e apesar de todo o comportamento simulado na night, não desconfiar nunca que se trata de um tímido, ou olhar para uma garota que está quietinha sem dar papo para ninguém e não imaginar que ela pode pular pescoço do cara que acabou de conhecer e beijá-lo quando der na telha.

O yin e o yang é que são o grande barato. A coragem não existiria se não houvesse o medo, e lembro bem de um professor de filosofia na 1a faculdade que cursei dizendo para a turma: "se tudo é amarelo, nada é amarelo". Na época com 19 anos, pensei: "que cara doido!!! e meu pai pagando para eu ouvir isso!!!" Mas é isso aí, Amílcar. Faço dele as minhas palavras agora adaptadas: Se todos fossem corajosos, ninguém seria corajoso. Portanto como diz nosso amigo Samaritano: relaxa!!!

But trust me when I talk about running on the beach! ;)

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Só falta reunir a Zona Norte à Zona Sul...

Já cantava Lulu Santos na minha adolescência. E para mim que moro praticamente ao lado do Rebouças, chegar à Zona Sul não demora mais que 10 ou 15 minutos.

Mas choveu. Choveu muito!!! E a avalanche de lama na entrada de uma das galerias do Rebouças parecia cena de filme.

E por causa disso o carioca teve que mudar seus hábitos: deixar o carro em casa e ir de metrô para a Zona Sul. E o metrô ficou mais lotado que o normal. E o trânsito surpreendentemente mais tranqüilo que nos dias de chuva.

Só sei que para mim não mudou quase nada pois alguma coisa aconteceu no motor do meu carro que fez a luz do óleo acender. E eu, teimosa, dirigi mesmo assim. E agora não tenho nem coragem de chamar o mecânico para ver o tamanho do estrago. Então eu já não iria dirigir para a Zona Sul mesmo.

E por causa disso, e apesar da chuva, tenho andado mais a pé pelo meu bairro. Trajetos de 1 a 2 km antes percorridos de carro agora faço a pé. Ainda mais que me sobra tempo. Passo na frente do colégio onde estudei, mas não gostava da galera: não sinto saudades. Passo na transversal da rua onde morava meu primeiro namorado e viajo no tempo: de repente tenho 16 anos e estou inventando desculpas para minha mãe para sair de casa e passar as tardes na casa dele.

No mais, dias de chuva me deixam entediada. Faço um esforço sobre-humano para me animar. Queria não ser tão movida a energia solar assim, mas não tem jeito...

Hoje Carol pediu bolinhos de chuva. Como ela passou a tarde inteira estudando, mereceu e pedi para minha mãe fazer. Sabe como são avós: não negam mimos aos netinhos...

Além disso os planos de pintar a sala no final de semana e mudar radicalmente a decoração. De resto, tudo segue igualmente tedioso após dois dias de muita chuva no Rio de Janeiro... e a Zona Norte continua isolada da Zona Sul enquanto a chuva não parar...

sujeito indeterminado

Reveillón tem que ser em alto estilo! Eu sempre digo. Para trazer bons fluidos pro ano seguinte e literalmente afastar as bruxas do ano anterior. Nos melhores anos da minha vida passei Reveillóns maravilhosos a bordo de barcos com Champagne, boa música, boa companhia e queima de fogos.

Também sou da teoria de que qualquer lugar é "o lugar" quando você está com "a galera", portanto a programação do Reveillón deste ano é:

uma galera indeterminada
num local indeterminado
apenas a data é determinada, se bem que chegadas e partidas não serão divulgadas por aqui...

Tudo isso para afastar a possibilidade da galera da uruca de tentar emanar maus fluidos. Nem em sonho!

De qualquer forma, além da tradicional Champagne, minha bebida favoita, o Reveillón deste ano contará com uma novidade. Depois da festa do orégano, depois da festa do Prost a base de pó de ki-suco puro e vodka, este ano a excepcional e surpreendente novidade será a farta distribuição de chicletes Trident para todos os convidados! Todos os sabores de Trident para que passemos a meia noite metafórica e literalmente mastigando o tridente.

Et c'est ça!

domingo, 21 de outubro de 2007

sabe aquela do urubu?

Pois é... De alguma forma, quando queima um eletrodoméstico na sua casa, queimam vários, não é assim? Algo do Universo (ou o que quer que vc acredite) conspira para a renovação coletiva dos seus eletrodomésticos. Lá em casa quando queimou o som, em seguida queimou o micro-ondas, depois a máquina de lavar e depois a TV D-Wide. Só troquei a máquina. O som eu consertei e estragou de novo, fiquei com raiva do técnico. O micro-ondas, descobri que só me faz falta para derreter chocolate para foundue... e a TV D-Wide é boazinha: funciona para assistir uns DVDs se eu der longas pausas para ela.

Agora foi essa hecatombe de mudanças, iniciada lá em fevereiro na grande hecatombe de Itaipava. E eu que vejo esses ciclos como fechamentos para a abertura de coisas melhores não estou ligando não...

Hoje foi o carro!!! Estava na Grajaú-Jacarépaguá e acendeu a luz do óleo. Tinha certeza que tinha óleo. Mas parei no primeiro posto e pedi para o frentista olhar: sim tinha óleo. Pensei "deve ser falha elétrica". Segui até a casa da minha prima e fui ler o manual. Dizia algo assim: " se a luz de óleo acender pare imediatamente pos pode ter havido interrupção do sistema que leva o óleo para o motor." Sempre achei que o óleo ficava dentro do motor o tempo todo e não dei muita bola.

Ao voltar da casa da minha prima, parei num posto e mandei arriar o óleo todo e colocar óleo novo. A luz parou de acender por um kilômetro mais ou menos. Depois, voltou a acender e comecei a achar que tinha algo errado pois o motor estava muito barulhento. Mas vim até em casa. Não renovei o seguro do carro e não tinha como chamar uma assistência 24h. Liguei para meu pai e aí entendi que o óleo fica no carter e uma bomba o leva para o motor. E fez todo sentido ele ter "melhorado" quando levou um oleozinho por cima, até que ele descesse para o carter. Ou seja, muito provavelmente dirigi uns 20km sem óleo no motor, batendo ferro com ferro! Quando cheguei em casa parecia que a bateria do Salgueiro estava dentro do capô do meu carro. Vou saber o tamanho do estrago essa semana quando chamar o mecânico e contar da peripécia... Ai, ai, ai... Sinceramente? Esse carro, não vale uma retífica... Se quebrou, sinal que o Cosmos ou o que quer a gente acredite deve estar com eu Eco Sport reservado. Vamos aguardar...

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Fim de um Ciclo ou seria o Fim de uma Era?


É... Acabou!!! fui a última do "Resta Um". "Resta Um" era essa foto aí de uma das primeiras equipes de staff da SE do reinado Assed. Há dez anos atrás!!! A gente fez esse cartão de Natal e quando o pessoal foi indo embora a gente ia riscando da foto. Durante muito tempo ficamos apenas cinco, os chamados Heróis da Resistência. Quando Newtinho, um dos 5 Heróis saiu, ele riscou sua própria foto e deixou o cartão na gaveta. Morri de rir quando o achei e mantive o "Resta Um". Saiu Pedro em seguida, depois Fabrícia... e quando saiu Eduardo, não tive coragem de riscá-lo. Liguei para o Newton e avisei que havia vencido o "Resta Um". Hoje saí eu, mas trouxe o cartão pra casa e não risquei minha foto não. rsrsrsrsrs Sei lá né? Brincadeira macabra!!!
Estava olhando minha carteira de trabalho: sempre mudo de emprego em outubro. Impressionante!!! Deve ser algum trânsito forte no meu mapa astral.

Agora estava vendo: meu visto para USA vence agora em outubro, meu passaporte expira em janeiro, ou seja, estou visaless, passportless, workless and computerless! Graças a Deus não estou homeless nem healthless, isso que importa!!!

Mas preciso escrever, se não enlouqueço! Preciso de internet! Tenho alta velocidade em casa, mas até chegar meu computador novo... ai, ai, ai... prevejo dias de depressão. Vim para casa do meu pai para o computador da minha sobrinha pois não ia agüentar chegar em casa depois de um dia como hoje e não vir aqui escrever.

O dia foi leve. Tranqüilo. Me sinto leve!!! Foram dois dias de faxina virtual no laptop, salvando meus arquivos pessoais em CDs, e um dia de faxina física no escritório, arrumando papéis acumulados de reuniões, treinamentos, eventos de 11 anos de trabalho!!! Eu ODEIO fazer faxina!!! Mas faz parte: tinha que fazê-lo. É como o marido que morre e a viúva tem que se desfazer de suas roupas. Isso é preciso para movimentar aenergia cósmica e abrir espaço para o novo!

Hoje o pessoal da SE me fez chorar. Ao final do dia me presentearam com uma caixa de bombons deliciosos da Kopenhagem e um cartão lindo cheio de votos de boa sorte!

Obrigada a todos pelo carinho!!! Como prometi, quando estiver ganhando muito bem compro uma caixa daquelas para cada um e retribuo ;)
As meninas prometeram tirar nova foto e continuar a brincar de Resta 1. Ritinha, Mary e Fabiane são as Heroínas da Resistência agora! Boa sorte e que vença a melhor!!!


quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Lilith e não Eva


Na Mitologia, Lilith estava presente no Jardim do Éden antes mesmo de Eva aparecer. Por não aceitar submeter-se a Adão foi expulsa do Paraíso tendo, segundo alguns, transformado-se em Serpente, a fim de representar o papel de demônio tentador.Lilith representa antes de tudo a busca de sua própria afirmação. É também a mulher tentadora, sedutora, e que fascina por seus poderes perturbadores. Ela é silenciosa, secreta, cortante. É aquela que os homens temem embora se sentindo atraídos por ela.

Há pessoas que passam por essa vida repetindo os comportamentos ditados pela sociedade. Há outras que ousam questioná-los e pagam o preço por isso. Mas tenham certeza: estas pessoas, as que questionam, as que movem o mundo para frente desafiando os modelos pre-determinados, jamais seriam felizes simulando um comportamento imposto.
Este é meu último post escrito deste laptop. Amanhã o entrego e depois tenho que aguardar o PC que comprei chegar...Não vai ter a mesma graça. Gosto de digitar aqui sentadinha no sofá... Mas será por pouco tempo, eu sei. Em breve estarei de laptop novo num sofá mais confortável, num apartamento melhor, sabe-se lá onde... Os ventos de boa sorte me trarão muita coisa boa. Eu sei! Esse é meu destino: ser Lilith contestadora, ser expulsa do "paraíso" por não me submeter às regras, mas andar sempre para frente de cabeça erguida.
Volto em breve.

domingo, 7 de outubro de 2007

A pergunta da semana é...

O que te motiva a bla,bla,bla?

Por causa de um Workshop 5a feira, andei pensando sobre isso. Sobre "Motivação" e sobre o que nos motiva a fazer as coisas...

Pra mim motivação é sinônimo de tesão. E tesão é bioquímico. Será que minhas motivações são bioquímicas?

Por que estou aqui agora e abandonei a festinha que rola aqui no prédio? Por que não fui ontem na festa da minha amiga? Por que Danilo está online, Carol está no play e eu não estou nem aí pra ele?

Por que pintei meu cabelo hoje? Porque decidi deixar de ser loira? Por que passei Dove Summer Tone? Por que não desci pra a piscina?

Por que eu ainda estou no AFS? Ou melhor, por que eu ainda não saí de lá?

Por que isso, por que aquilo...

Eu sei o que me motiva. Eu sei o que me dá tesão para ir a algum lugar ou sair de algum lugar. Saí da festa agora pois não tinha targets, a música era MPB, estava alta e não dava nem pra conversar com as vizinhas. Não fui à festa ontem pois não haveriam targets, gastaria dinheiro à toa e preferi ficar com Carolzinha pois já vou ficar uma semana longe dela. Não fui pra piscina pois gosto dela vazia, me acostumei com a piscina sendo "minha". Passei Dove Summer Tone porque adoro que me invejem!!! E semana que vem tem CN e eu estou magra! Só faltava mesmo estar bronzeada. Graças a Dove Summer Tone mesmo se o tempo virasse estaria bronzeada 4a feira.

Então é isso! Tenho tesão bobo em certas coisas como diz alguém por quem eu tenho tesão. Tenho tesão em chamar a atenção, despertar a inveja da mulherada, mas haja sal grosso e reza pro anjo da guarda pra reverter a carga!!! E vai por aí... A gente pode se motivar por coisas fúteis, como podem ver.

Ahhh o Rio!!!

É Amílcar... seu post me deu mais subsídios para vir aqui e enaltecer essa cidade maravilhosa. Não é segredo que amo o Rio de paixão: uma pessoa que tatua um dos marcos geológicos da cidade no cóccix só pode ser apaixonada por este lugar.

E você lembrou bem: o Rio teve Cazuza, o Rio teve Vinícius, Tom Jobim... E a música que você postou, se eu abstrair e ler a letra como se fosse para o Rio, menos mal... Não estou podendo com certas músicas atualmente. Marisa Monte foi banida do CDplayer do meu carro. Nando Reis idem. Outro dia saí de uma aula de abdome porque tocou "Love Generation". Não tô podendo...

Mas voltando ao Rio: aqui tem a Lagoa que pra mim é o melhor espaço pra lazer democrático quer seja de dia ou de noite. A Lagoa foi feita para ser contemplada. Quer seja numa caminhada com um MP3 no ouvido em volta dela, quer seja numa volta de bicicleta, quer seja sentada numa canga na graminha curtindo a brisa e o céu azul. Quer seja num passeio de pedalinhos, quer seja num quiosque japonês comendo sushi, quer seja estacionado no parque do Cantagalo namorando dentro do carro. Um dos meus sonhos é ter um apartamentaço 4 suites com vista para a Lagoa. Mas é um dos metros quadrados e IPTUs mais caros do Rio. E com razão. Luxo tem que ser caro mesmo. O Rio é democrático, tá lá o Vidigal com uma das vistas mais lindas do Rio pra me endossar, mas a burguesia tem que pagar pelo seu conforto. Sou capitalista convicta, e não há Marx que venha me convencer do contrário (já avisando aos Marxistas paranóicos :P)

Aqui tem a Joatinga, tem a Pedra da Gávea, tem o Caminho do Bem-te-vi em volta do Pão de Açúcar... Tem o fim de tarde no Leblon, tem o nascer e o pôr do sol no mesmo lugar: no Arpoador. É só virar o pescoço: o sol nasce na praia do Diabo à esquerda e se põe em Ipanema à direita.

O Rio é o único local onde o povo bate palmas para o pôr do sol em Ipanema no verão reverenciando um dos rituais mais lindos que a natureza nos prestigia todos os dias. Aqui a gente se diverte sem dinheiro. Vai-se pra praia, senta-se lá, pendura-se a conta com o camarada da barraca que é seu amigo, passa-se o dia inteiro com os amigos e volta-se pra casa (pela Lagoa) feliz!!! Que outro lugar do mundo é assim???

Eu conheço 15 países, já perdi a conta das cidades e nunca vi nada que chegasse aos pés do Rio. Búzios chega perto, é meu outro local preferido, mas é outro estilo...

Pena que o Rio está entregue aos bandidos e a cultura do medo se instaurou. Quando assisti Blowing for Colombine e o insight sobre o papel da mídia na cultura do medo, percebi que era exatamente o mesmo que estava acontecendo aqui. E a partir daí eu não vejo mais TV aberta! Não sei nem mais se são Willian Bonner e Fátima Bernardes que apresentam o Jornal Nacional nem se é a Glória Maria e o Pedro Bial no Fantástisco. Preferi me alienar para não ficar paranóica. Só que a TVA acho que descobriu isso e "me presenteou" com uma assinatura do O Globo. Mas nem adianta tentarem: passo batida pelas notícias e só leio as crônicas. Depois jogo o jornal praticamente intacto no lixo reciclável (que aliás a Comlurb parou de coletar, viu só? fui ler só pra me indignar!!!)

Por isso, infelizmente penso em sair do Rio. Meu ideal era ir para Búzios (que aí eu ficava pertinho) ou para a Praia do Forte na Bahia, mas pra isso só com uma mega sena básica pra montar uma pousadinha só pra brincar de trabalhar... Sem mega sena, meu destino será mesmo sair do Brasil, mas vou morrer de saudade dessa cidade maravilhosamente viva, intensamente gostosa, deslumbrantemente bela... E um dia, se tudo melhorar eu volto. Porque quem tem a tatuagem que eu tenho no cóccix não nasceu pra ficar longe daqui não!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

domingo, 30 de setembro de 2007

Estágio - Defesa!

Bennet diria categoricamente: estágio de polarização - defesa contra outra cultura, mas eu assumo. Vamos falar de São Paulo.

Meus pais moraram em São Paulo quando eu tinha um ano (ah -ha! isso vocês não sabiam!!!) e depois moraram por 6 anos consecutivos em Moema, há 7 anos atrás. Eu ia visitá-los sempre pelo menos na Semana Santa. E o que mais me lembro de São Paulo dessa época era a loja da Amor aos Pedaços na Lavandisca e o apartamentaço lindoooooo dos meus pais em Moema. Moema era um bairro charmoso. Mas meus programas eram familiares.

Também tinha ido em São Paulo antes para passar apenas uma noite com o Fernando quando voltamos a namorar. Isso eu já contei por aqui: peguei a ponte-aérea, encontrei com ele em Congonhas, fomos jantar e depois para o apart onde ele estava hospedado e eu passei a noite em claro e voltei na primeira ponte aérea do dia seguinte para trabalhar.

São portanto boas as lembranças de São Paulo, apesar dos ...

Este fim de semana fui à São Paulo fazer um curso na 5a feira e fui visitar minha amiga Isa. Fiquei na casa dela até hoje e vivi como uma típica paulistana, finalmente: andando feito um camelo naquelas ladeiras da Vila Mariana, pegando o metrô até a Consolação para ir ao curso ao até a Sé para encontrar com a galera do trabalho dela e ir para um happy hour.

Malhei 4 horas na academia dela moderníssima que deixa as academias daqui no chinelo, e descobri que tem gatinhos em São Paulo sim: pouquíssimos: os professsores da academia. Só eles!!!!

No mais o futebol paulistano decepciona assustadoramente. Fomos para a night (balada lá) ontem à noite. Escolhemos um lugar que tocaria hip hop e um "funk carioca". Saí de lá sem conseguir dançar. Insuportavelmente cheio, gente feia, vestida à caráter, a galera vai de casalzinho na boite, resultado: praticamente nenhuma azaração (menos mal, o que limitou meu esforço a um toco na noite), drogas correndo soltas (por vários momentos saí da pista para respirar ar puro do contrário jamais poderia me considerar careta: fumei muita maconha por tabela, sem contar outras drogras sinistras). Tudo isso na cara de dois policiais que enfeitavam a escada da boite e de vários seguranças que faziam vista grossa e cuja função era apenas protejer o "camarote reservado" leiam com bastante sotaque, de onde eu e Isa fomos expulsas por termos entrado inadvertidamente!!! O que eles consideram "funk carioca" eu não ouço aqui de jeito nenhum: batidão insuportável dos morros. E o hip hop, no mesmo estilo.

Eu curto um rhythm& blues, um soul, um hip hop de leve, e o funk comercial. Sou burguesa assumida, quase uma patricinha. Estava no lugar errado. Esqueça tudo que você ouviu sobre hip hop e funk no Rio, o de lá estava pesado. Daria tudo para ouvir um dance! Os primeiros acordes de "Can you feel it" ou de "Love Generation" mas percebi tarde demais que tinha ido parar no gueto errado. Literalmente um gueto!!!

Sem contar o motorista de taxi babão que nos levou e não posso incluir nessa lista a péssima escolha de Nicolas Cage para seu último filme: "O vidente" classificado como suspense, mas se você encara como comédia pastelão dá pra se divertir. Mas isso é apelação, apenas porque assisti ao filme em São paulo :P

No mais, paulista não sabe chegar em mulher. Um carinha ficou a noite inteira atrás da Isa sem coragem para falar nada. Quando abriu a boca falou que ela mandava bem na "cotovelada" ou é uma gíria local, ou o sotaque e o barulho da música fizeram com que ela o entendesse errado. Depois a comprovação veio quando um carinha chega em mim no bar e me pergunta: "você tem namorado?" Affffff!!! Francamente!!! Foi a gota d'água! Preciso de um Pátio Lounge, da Baronetti, da night da Six urgente pra me recuperar!!!

De volta ao Rio,
Angel

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

preciso de um tempo - volto assim que der



Ponto Final


The End


Página Virada


A Fila Anda

e assim caminha a humanidade...

domingo, 23 de setembro de 2007

Vambora

O teu chegar é sempre uma alegria, uma euforia antecipada dias antes, mas o teu partir é sempre amargo e dolorido. Sempre o vazio da tua ausência quando você parte. Chegar em casa e você não estar, mas sentir tua presença em cada cômodo, nos fios do teu cabelo no meu travesseiro, no teu cheiro pelo quarto, tudo isso dói muito. Não acho que teria que ser assim, simplesmente pois não acho que deveria existir o partir. Mas...

Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
Prá mudar a minha vida
Vem, vambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva...
Ainda tem o seu perfume
Pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara?
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz...
Ainda tem o seu perfume
Pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara?
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Na cinza das horas...

Adriana Calcanhoto